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quinta-feira, 11 de maio de 2017

13 REASONS WHY: UM DEBATE PROFUNDO SOBRE A DEGRADAÇÃO HUMANA VOCÊ SABE O QUE O SEU FILHO FAZ NO QUARTO DE SUA CASA? POR MAYCSON RODRIGUES

Acabei no último sábado de assistir a aclamada série americana “13 Reasons Why”, que retrata a história de uma adolescente que comete suicídio. Duas ponderações iniciais são necessárias: 1) não recomendo que adolescentes assistam e vou explicar o porquê e 2) recomendo veementemente a todos os jovens maiores de 18 anos, bem como todos os adultos, que assistam. Você pode encontrar a série na Netflix. Não recomendo que adolescentes assistam devido ao grau de intensidade sombria que as cenas finais da série se apresentam ao expectador [o que pode gerar confusões perigosas em suas mentes]; no entanto, quase que convoco aos jovens que já superaram a fase superficial da vida (namoro, videogame e shopping) e, principalmente, aos adultos – em especial pais de adolescentes – para que possam ter um emergencial choque de realidade, pois esta contemporaneidade nos desafia a respondermos com a fé sobre questões um pouco mais complexas, subjetivas e, até mesmo, dramáticas. Os pais ou as mães que acham que temas como “suicídio”, “assédio sexual” e “bullying” são exageros sugestionados por uma esfera de pensamento político da sociedade, estão cometendo um gravíssimo equívoco e assumindo o risco de perder os próprios filhos dentro de suas próprias casas. Existem coisas que, se não ensinarmos aos nossos filhos, o mundo se encarregará de ensinar por nós – sendo que do seu jeito peculiar.Não quero fazer um “spoiler” da série (veja você, maior de idade, do início ao fim), mas quero abordar aqui alguns dos assuntos que a trama provoca para uma discussão. *O mundo hoje é tão dinâmico e conectado que é possível que uma família viva 365 dias no ano sem possuir nenhuma relação pessoal, quanto mais afetiva. Pais que se atrapalham com tantas ocupações extra familiares, matando o bem da relação. Filhos que se sentem meio que obrigados a buscar uma significância própria entre amigos que ainda se revelarão como consumidores de suas emoções. Trata-se de todo um conjunto de negligências e trocas de prioridades que incorrem em consequências assustadoras, muitas vezes. *Não sei se você sabe, mas, segundo dados de 2012 da agência da ONU, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos no mundo, onde 75% destes suicídios ocorrem em países de baixa e média renda. O Brasil possui uma média atual de 34 suicídios/dia, sendo a segunda principal causa de morte entre os jovens com idade de 15 a 29 anos. Uma pessoa morre a cada 40 segundos de suicídio, e 25% das pessoas no mundo não passam a vida inteira sem que pensem em se matar ao menos uma vez. A gravidade é tão latente e a necessidade de abordarmos a temática tão grande, que me sinto na obrigação de compartilhar com todos estes dados e lutar pela produção de um caminho para a cura e a salvação da nossa juventude das garras deste mal que tem devastado famílias e indivíduos. Voltando a comentar sobre a série e tentando escapar da prática do “spoiler”, o enredo mostra uma adolescente que primeiramente sofre “bullying” na escola; depois tem a sua reputação aviltada pelos próprios alunos e alunas, até que é obrigada a lidar traumaticamente com o estupro e, por fim, o suicídio. Ela relata todo o caminho em algumas fitas K-7, e envia por correio a uma fonte confiável que poderia vazar a qualquer momento, e outra caixa com cópias para um amigo com um bilhete dando-lhe uma missão: ouvir tudo e repassar para cada aluno que esteve envolvido diretamente com a sua morte. Transportando a ficção para a realidade, precisamos atentar para três questões cruciais, que a série denúncia, mas que a Escritura já o faz muito antes: 1-Pais ausentes: responda a si mesmo. Você sabe o que o seu filho faz no quarto de sua casa? Sabe dos jogos que ele joga no videogame, das conversas no bate papo privado das redes sociais (Facebook, Snapchat, WhatsApp e Instagram) e as séries da Netflix que assiste? Sabe dos sites que ele acessa e quem são os seus amigos da rua, da escola ou de qualquer outro lugar? Não é uma questão de se exercer um controle doentio sobre, mas o seu filho menor de idade não possui autonomia e muito menos emancipação familiar para viver contigo e ter a própria “privacidade respeitada”. Sejamos francos! Romantizamos tanto as relações no contexto cultural atual que, em nome de uma medíocre liberdade, deixamos os nossos filhos e filhas nas mãos de demônios espirituais e emocionais, que assumem as rédias do coração deles e os conduzem à destruição total (Efésios 6.4). 2-Relacionamentos: Satanás não possui arma maior na pós-modernidade. É através dos relacionamentos que ele tem conseguido levar muitos à deformação da imagem de Deus. Quantos cristãos hoje que falam e agem como o mundo? Quantos relativizam a fala de um palavrão que seja ou um consumo de álcool e/ou drogas em nome de uma “aventura juvenil”? Você, adolescente, precisa entender que o chamado no evangelho para a sua vida deve desembocar num viver santo e absolutamente distinto desta secularidade. Não lhe cabe estar com qualquer pessoa e em qualquer lugar. Nem todo namoro é válido para você e não, você não tem a obrigação de perder a sua virgindade agora. Cristo é maior do que a voz mortífera deste mundo, mas cabe a você buscá-lo em primeiro lugar e amá-lo mais do que tudo e todos (Mateus 6.33-34). 3-Espiritualidade de plástico: muitos de nós não crescemos em Cristo e nos alimentamos de entretenimento e dos valores mundanos. Olhamos a grama do vizinho, que possui muita bebida, sexo, posses, diversão, arte, falsa liberdade e os invejamos, porque somos definitivamente carnais. Na verdade, por não haver uma conversão em nós a Cristo e ao seu evangelho, estamos à mercê das ofertas do mal e do pecado. Enquanto fingirmos que somos verdadeiramente cristãos por apenas irmos a uma igreja dominicalmente, permaneceremos na mira dessas doenças psíquicas e mentais que podem até mesmo nos conduzir a um suicídio. Deus é o maior responsável por existirmos e, fora dele, somos seres vegetantes em nossas subjetividades e afetos. Alguém que não renunciou a si pela fé, tomou a sua própria cruz, e seguiu ao Cristo que foi crucificado por ele não poderá compreender tais palavras, mas rogo a Deus para que o seu Espírito abra os olhos e os ouvidos do seu coração, caro leitor, para que mensures a urgência de viver-se de fato para Deus, não nominalmente, nem mesmo por um senso amizade com o mundo ou de um modo carnal, mas segundo o evangelho e a verdade do Reino de Deus que não é objetiva (comida nem bebida), mas abrange a totalidade da subjetividade humana (justiça, paz e alegria em Deus, que é o Espírito – Romanos 14.17). Você pode ter 13 razões para se suicidar; mas basta conhecer uma razão para que a vida ressignifique-se, e você possa decidir por ela todo dia. E esta é a razão única, mas suficiente: VOCÊ É AMADO.