Translate

terça-feira, 16 de maio de 2017

PASTOR MARCOS FELICIANO DEPUTADO FEDERAL PELO PSC FALA SOBRE O SOBRENATURAL

Diácono da Igreja. Bom, não me considerava um diácono, mas sim um "diacho", com o perdão da palavra, como dizem os pastores do interior para os péssimos diáconos. Era daqueles que só ficava na porta, sem paciência com as crianças etc. etc. etc. Um grave problema assolou a Igreja. Um escândalo. E, de repente, a Igreja de 400 membros esvaziou-se, da noite para o dia. Os cultos tornaram-se tristes, com poucas pessoas e a fé de muitos estava abalada. Chega um novo pastor, o pastor Valdivino e, num domingo à tarde me convida para pregar naquela noite. Então eu lhe disse: - Querido pastor, se fosse em outra época, haveria aqui uma fila de pretendentes a pregadores para este domingo, mas agora a situação é outra e eu, como todos os outros, não tenho condições de pregar. E ele, com sua calma peculiar, experiência e autoridade, disse-me: - Filho, tu és um homem de Deus ou um saquinho de pipoca? E, cá entre nós, todo baixinho é invocado. Quer desconcentrar um? É só você desfiá-lo e ameaçá-lo de covardia. Respondi à altura, é claro: - Sou um homem de Deus! E fui replicado: - Então, prove isso. Pregue hoje à noite. Saí daquela conversa cuspindo fogo. Cheguei em casa (nessa época morava em uma pequena casa) e disse à minha esposa: - Fique no quarto e se tranque, pois tenho algo a fazer. Havia, nesta pequena casa, quatro cômodos: sala, cozinha, quarto e banheiro. Fiquei na sala. Coloquei um hino de fundo musical e de¬brucei-me sobre o sofá, colocando a minha testa contra o encosto do mesmo. Comecei a falar com Deus e disse-Lhe que sabia que Ele sempre estava comigo, porém eu precisa¬va de uma prova forte, que causasse impacto. A minha oração não durou mais do que cinco minutos, quando, de repente, fui jogado contra o chão por uma lufada de ar quente que tocou a minha testa e jogou-me para trás, para. o centro da sala. Por um instante não consegui abrir os olhos, a luz era intensa, e fui tomado de um temor indescritível e instintivamente comecei a chorar, pois a minha vida se passava diante de meus olhos, como num filme, cena por cena, desde o incidente na Igreja Romana, quando Deus falara comigo, até aquele momento, tudo, tudo, tudo (como diria alguém do interior: tintin por tintin). Quando termi¬nou, uma voz bradou dentro de mim, dizendo: - A partir de hoje não és mais o mesmo homem! Levantei-me, então, como um gigante, porém tonto. Não conseguia ficar de pé, até que aquele êxtase passou. Chamei a minha esposa, a qual não se dirigiu em palavras a mim (mais tarde me confessou que quando abrira a porta do quarto não parecia ser mais o seu marido. Eu estava transformado). Fui para o culto naquele domingo e Deus, em sua infinita misericórdia, trouxe muitos. A casa estava de novo cheia, acho que muitos vieram para ouvir o "novo" pastor. Fiquei na porta lateral esquerda da Igreja, com o braço esquerdo erguido como se estivesse abraçando alguém (e, de fato, estava. Eu podia sentir o Espírito Santo como uma pessoa ali do meu lado e de minha boca só se ouvia outras línguas). Até que fui convidado a pregar a Palavra. Comecei a ler a Bíblia e, modéstia à parte, tenho uma ótima leitura, po¬rém, neste dia, não conseguia ler direito. Trocava as síla¬bas e gaguejava. Então, fechei a Bíblia e disse aos irmãos que não iria pregar naquela noite. Passei a contar o que aconteceu comigo e disse que oraria por aqueles que gos¬tariam de ter uma nova experiência com Deus. Alguns vi¬eram à frente e, quando começamos a orar, o mesmo ven¬to quente inundou a Igreja e muitas pessoas caíram ao chão, sem ninguém soprar sobre elas, nem jogar paletó (não que eu seja contra quem ministra assim). Aconteceu algo realmente sobrenatural, lindo, que inundou a Igreja inteira e, durante alguns meses este poder tornou a se repetir, até que a notícia se espalhou e começaram a surgir os convites para eu pregar em outras cidades. De fato, depois deste maravilhoso dia, minha vida nunca mais foi a mesma.