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terça-feira, 9 de maio de 2017

SINAIS DE PERIGO NA IGREJA DO NOVO TESTAMENTO - A HISTÓRIA DO AVIVAMENTO AZUSA SEGUNDO FRANK BARTLEMAN

Escrevi pela terceira vez a Evan Roberts para que continuasse a orar por nós. Naquele tempo, depois que acabava de pregar, eu geralmente chamava os santos para ajoelharem-se e orávamos durante muitas horas antes de nos podermos levantar. O Senhor me levou a escrever a muitos líderes em todo o país para que orassem pelo Avivamento. O espírito de oração crescia continuamente. A igreja do Novo Testamento parecia perder seu espírito de oração à medida que aumentava sua organização. Agora queria passar esse ministério para alguns de nós. Eu sabia que Deus não se agradava disso e fiquei muito preocupado por eles. Tinham interesses secundários demais. Parecia que Deus precisava arranjar outro corpo. Eu tivera muita esperança com relação a esse grupo de pessoas. O inimigo, porém, parecia os estar tirando do caminho, desviando-os do que Deus tinha de melhor para eles naquela época. É sempre mais fácil escolher o que é secundário. Uma vida de oração é muito mais importante do que os prédios e organizações. Muitas vezes esses últimos interesses parecem substituir a oração. Mas as almas entram para o reino só através de orações. A igreja do Novo Testamento parecia estar indo para o lado do intelectualismo. Fiquei muito preocupado. Durante uma reunião gemi alto em oração. Era horrível depois das reuniões que tivéramos antes. Um dos anciãos da igreja me repreendeu severamente por isso. "Como caíram os valentes...", eu parecia ouvir a toda hora. Alguns dos mais espirituais sentiram a mesma preocupação. As orações começaram a melhorar um pouco. Depois de algum tempo tivemos uma grande reunião na igreja e cem pessoas foram ao altar numa única noite de Domingo. Encontrei-me outra vez com os rapazes da Missão Peniel e sentimos que em breve o Senhor realizaria uma grande obra. Na lona do irmão Brownley, em Los Angeles, tivemos profundo espírito de oração e poderosas reuniões de intercessão. Prevíamos que em breve Deus faria algo de extraordinário. O espírito de oração vinha sobre nós cada vez com mais poder. Em Pasadena, antes de mudar para Los Angeles, eu ficava deitado de dia, virando-me na cama e gemendo sob o enorme peso. À noite, eu mal podia dormir de tanto sentir a necessidade de orar. Jejuava muito, pois sob esta carga não sentia necessidade de alimento. Em certa época fiquei em angustiosa intercessão por vinte e quatro horas seguidas sem interrupção. Fiquei muito esgotado. As orações praticamente me consumiam. Comecei a gemer até quando dormia. As orações não eram formais naquele tempo. Eram sopradas por Deus. Vinha sobre nós e nos dominavam inteiramente. Não fazíamos força para que se intensificassem. Éramos possuídos por verdadeira angústia no Espírito que não podia ser cortada. Assim como é impossível uma mulher em trabalho de parto evitar suas dores, não se pode fugir da angústia na intercessão sem cometer grande violência ao Espírito Santo. Era verdadeira intercessão feita pelo Espírito Santo.