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domingo, 4 de junho de 2017

MULHER SE CONVERTE, CONFESSA ASSASSINATO E VAI PARA A CADEIA; SAIBA MAIS “TEMPO NA CADEIA NÃO É NADA COMPARADO À ETERNIDADE”, DECLAROU LUCINDA WILSON CONDENADA À PRISÃO PERPETUA, E QUE NÃO SE ARREPENDE DA CONFISSÃO

A texana Lucinda Wilson vinha de uma família católica, mas admite que religião não era algo importante em sua vida. Após ter servido na Marinha Americana, ela tentou recomeçar a vida civil, mas uma tragédia interrompeu seus planos. Hoje com 48 anos, ela relata como já cumpriu mais de 20 anos de sentença pelo assassinato de Margaret Morales, namorada de seu ex-noivo. A ex-soldado foi condenada à prisão perpétua e só poderá pedir revisão de pena e condicional após 25 de julho de 2036, quando ela terá 67 anos. “Quando eu comparo isso [cadeia) com a eternidade, não parece realmente ser muito tempo”, disse ela em entrevista recente ao The Christian Chronicle. “Acho que eu não merecia uma segunda chance”, desabafa Lucinda. “Eu só quero tentar fazer o máximo que puder para dar ao Senhor a glória que Ele merece, porque a vida não se resume a mim, mas o que podemos fazer por Ele e quantas almas podemos ganhar”. O que chama mais atenção na história de Lucinda é que ela poderia estar livre. Em outubro de 1995 ela e dois cúmplices foram detidos pela polícia, acusados de sequestrar e matar Morales, 25 anos e mãe de dois filhos. O motivo para a morte foi seu relacionamento amoroso com Sean Cullen, que havia desmanchado o noivado com Wilson. Os dois cúmplices foram condenados no primeiro julgamento, mas não havia provas suficientes contra Lucinda, que passou apenas 90 dias presa. Nesse período ela recebeu uma Bíblia, e passava boa parte de seu dia lendo. “Eu li três vezes em 90 dias”, lembra a detenta. “Eu realmente estava buscando a Deus e orando”. Após ser solta, ela continuou sua busca espiritual. Recebeu um convite para participar de estudos bíblicos na Igreja de Cristo de Alamo City. Lá conheceu os pastores John Massie e Mark Forster. Ela tinha 27 anos e durante 10 semanas participou de todos os encontros. Pouco tempo depois, aceitou Jesus e decidiu confessar sua participação no assassinato ao pastor Foster. “Eu entendi que tinha de fazer a coisa certa se realmente levava a sério a minha nova vida”, lembra Wilson. O líder religioso explicou a ela: “Se você quer andar certa com o Senhor… vai ter que se entregar”. Foi o que ela fez após ser batizada. Procurou a delegacia e se entregou no dia 21 de setembro de 1996. No registro policial há o registro do motivo pela qual ela estava confessando voluntariamente. “Sou uma cristã que deseja andar certa diante do meu Deus”. Levada a um novo julgamento, ela foi condenada à prisão perpétua em 5 de março de 1997. Após mais de duas décadas, Lucinda Wilson diz que ainda não se acostumou com a vida na cadeia, onde a falta de segurança é sempre uma preocupação. “Há lutas que continuam. Eu ando o tempo todo olhado para os lados”. Em meio a tudo isso, conta que se esforça para manter seus olhos focados em Jesus. Já teve a oportunidade de evangelizar várias presas e viu algumas delas se converterem. Atualmente ela lidera um grupo de estudos bíblicos que reúne entre sete e 15 presas toda quinta-feira à tarde.