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terça-feira, 16 de maio de 2017

DEFININDO "INSPIRAÇÃO PELO ESPÍRITO" - PASTOR BILLY GRAHAM - O PODER DO ESPIRITO SANTO

Quando falamos da inspiração da Bíblia, nos depararmos imediatamente com uma das questões mais controvertidas de todas as épocas. Desde que Satanás pôs Eva em dúvida, no Jardim do Éden, perguntando: "É assim que Deus disse.. .?" os homens têm atacado a Palavra de Deus. Mas sempre que duvidaram dela, no decurso da História, sofreram tristes conseqüências na vida pessoal, na nação (o Israel antigo) ou da Igreja. Sem exceção, as pessoas, a nação e a Igreja entravam em declínio espiritual, seguido muitas vezes de idolatria e imoralidade. Estudiosos competentes concordam que o Espírito Santo não usou os autores bíblicos como meros secretários, aos quais Ele ditou as Escrituras, apesar de alguns crentes sinceros acreditarem que Ele o fez. A Bíblia não dá detalhes de como o Espírito Santo alcançou Seu objetivo: fazer com que a Bíblia fosse escrita. Sabemos, no entanto, que Ele usou mentes humanas e que guiou os pensamentos de acordo com Seus propósitos divinos. Além disto, para mim sempre foi claro que não poremos ter idéias inspiradas sem palavras inspiradas. Seria de muita ajuda definir as palavras mais importantes relacionadas com Escritura soprada por Deus. A primeira é inspiração. Quando falamos de inspiração total (ou plenária) da Bíblia, queremos dizer que toda a Bíblia foi inspirada, não só partes dela. O Dr. B. H. Carroll, fundador do maior seminário teológico do mundo (Seminário Teológico Batista do Sudoeste, de Fort Worth, no Texas), falou e escreveu extensamente sabre este assunto: "... a Bíblia é chamada de santa porque é infalível,  (soprada por Deus), produzida pelo Espírito Santo... Muitas pessoas dizem: 'Eu acho que a Palavra de Deus está na Bíblia, mas não acredito que toda a Bíblia seja Palavra de Deus; ela contém a Palavra de Deus, mas não é a Palavra de Deus' "Minha objeção a esta afirmação é que seria necessário inspiração para dizer quais as passagens que são inspiradas. Exigiria uma inspiração mais difícil de ter do que a que eu estou falando, para virar as páginas da Bíblia e dizer o que é Palavra de Deus ... "Em outras palavras, a inspiração da Escritura é plenária, ou seja, total e completa. E agora eu pergunto a você: 'Você acredita em uma inspiração plenária da Bíblia?' Se a inspiração é completa, tem de ser plenária. Minha pergunta seguinte é: "Você acredita em uma inspiração plenário-verbal?' Eu acredito, pela simples razão de que as palavras são meros sinais de idéias, e eu não saberia como chegar à idéia se não através de palavras. Se as palavras não me disserem a idéia, como chegarei a ela? Às vezes a Palavra é pequena, talvez só uma letra ou um sinal ortográfico, palavras de uma letra só – a menor letra até – mostram a inspiração do Antigo Testamento. O homem que as pôs ali era inspirado. "Analise as palavras de Jesus: 'Nem um i ou um til jamais passará da Lei'. O "i" é a menor letra do alfabeto hebraico, e o "til" é um pequeno acento. Jesus disse que os céus passarão, mas nem um i ou um til da Lei passarão. Com isto Ele está dizendo que nenhuma parte da Escritura perderá a validade. O que não perderá a validade? Tudo que tiver sido escrito e for . E a Palavra não é inspirada se não for , que significa soprada por Deus, inspirada por Deus.2 Poderíamos dizer muito mais sabre a completa confiabilidade da Bíblia. Só para ilustrar: A Bíblia usa centenas de vezes frases como "Diz o Senhor", "Veio a mim a palavra do Senhor, dizendo", etc. Também é interessante que Jesus nunca disse que devêssemos duvidar das passagens difíceis do Antigo Testamento. Por exemplo: Ele aceitava como fato, não como ficção, as histórias de Jonas e do grande peixe, de Noé e da arca, da criação de Adão e Eva. Se estas histórias não fossem literalmente verdadeiras, com certeza Ele teria nos avisado disto. Mas sempre de novo Jesus (e os autores do Novo Testamento) citava as Escrituras como tendo autoridade e como verdadeira Palavra de Deus. Sem dúvida a inspiração pelo Espírito Santo não se refere às muitas traduções em português, mas às línguas originais. Nenhuma língua moderna, seja português, inglês ou francês, tem equivalentes exatos para cada palavra grega ou hebraica. Não obstante, muitos estudiosos concordam que a maioria das traduções, com todas as suas variações, não alteram nem distorcem os ensinos teológicos básicos das Escrituras – principalmente os que tratam da salvação e da vida cristã. Minha esposa possui mais de vinte traduções diferentes da Bíblia. Depois de comparar todas elas sobre alguma passagem da Escritura, ela pode ter certeza de que tem uma boa idéia do que o Espírito quis exatamente dizer. Também é interessante que algumas palavras não puderam ser traduzidas para outras línguas, de modo que foi necessário mantê-las na língua original. A palavra grega para "batismo" não tinha equivalente em português, por isto tornou-se uma palavra da nossa língua. O Espírito Santo tomou providências para que a Bíblia não fosse um livro morto, mas um meio vivo que Ele pudesse usar como quisesse. Há outra palavra que temos de abordar quando falamos sobre a Bíblia. A Bíblia não é só inspirada, mas é também autoritativa. Quando falamos em autoritativa, querermos dizer que ela é a revelação de Deus, exigindo de nós um posicionamento. Nós nos submetemos a ela porque ela veio de Deus. Digamos que alguém pergunte: Qual é a fonte do nosso conhecimento religioso? A resposta é: A Bíblia, e ela é autoritativa. O Dr. R. W. Stott escreveu assim: "Rejeitar a autoridade do Antigo ou do Novo Testamento é o mesmo que rejeitar a autoridade de Cristo. Principalmente porque estamos decididos a nos submeter à autoridade de Jesus Cristo como Senhor é que nos submetemos à autoridade da Escritura ... submeter-se à Escritura é fundamental para a vida diária do cristão, porque sem isto o discipulado, a integridade, a liberdade e o testemunho do cristão estarão seriamente prejudicados, se não totalmente destruídos."3 Sim, cada área das nossas vidas deve estar sob o Senhorio de Jesus Cristo. E isto significa que a luz da Palavra de Deus deve penetrar em cada canto da nossa existência. Não temos a liberdade de escolher e separar as passagens da Bíblia em que queremos acreditar ou obedecer. Deus a deu como um todo, e nós temos de obedecer a toda ela. Agora que eu disse o que eu enteado por autoridade, inspiração e infalibilidade da Bíblia, tenho de responder ainda a uma pergunta. Com base em quê eu creio em tudo isto? Há várias razões para confiar na Bíblia como Palavra de Deus, mas é neste ponto que a atuação do Espírito Santo Se manifesta mais claramente. A verdade é que o Espírito Santo, que foi o autor das Escrituras usando personalidades humanas, também atua sobre cada um de nós, para nos convencer de que a Bíblia é a palavra de Deus, e que devemos confiar nela em tudo. João Calvino, em suas Instituições da Religião Cristã, escreveu um parágrafo sobre a atuação do Espírito Santo que eu gosto muito: "Por isso, o mesmo Espírito que falou pela boca dos profetas tem de entrar em nossos corações para nos convencer de que eles disseram fielmente o que lhes fora divinamente ordenado... Se ele não iluminasse as suas mentes, eles estariam vogando entre muitas dúvidas! ... Daí a certeza: Os que o Espírito ensinou interiormente se apoiam firmemente sobre a Escritura, que dá autoridade a si mesma, não sendo portanto direito sujeitá-la a provas e raciocínios. E a autoridade a que ela tem direito lhe é dada pela atuação do Espírito. Parque mesmo se ela granjeia reverência a si por sua própria majestade, só nos afeta seriamente quando selada sobre nosso coração pelo Espírito." Calvino continua: "Por isso, iluminados por seu poder, cremos que a Escritura vem de Deus, e não por decisão de quem quer que seja; sem que a mente humana o possa compreender, afirmamos com absoluta certeza (como se estivéssemos olhando para a majestade do próprio Deus) que ela fluiu a nós da boca de Deus, através do ministério de homens. Não buscamos provas, nem indicações de autenticidade sobre as quais apoiar nossa decisão; submetemos a ela nossa opinião e nosso raciocínio, como a algo muito além de qualquer suposição! Fazemos isto não como pessoas acostumadas a opinar sobre alguma coisa desconhecida que, sob análise mais acurada, lhes desagrada, mas plenamente conscientes de que possuímos a verdade incontestàvel!"4