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quarta-feira, 20 de setembro de 2017

SAIBA DE ONDE VEM O PODER DE EDIR MACEDO, VALDEMIRO E AGENOR DUQUE SEGUNDO O CANAL PROFETA NERVOSO

Falsos profetas são pessoas que pregam o que não vem de Deus. Seus ensinamentos não são bíblicos e eles inventam profecias, sonhos e visões. Os falsos profetas enganam outras pessoas, desviando-as de Deus, e causam conflitos e confusão. Como podemos reconhecer um falso profeta? Estudando a Bíblia. Se alguém prega algo que vai contra a Bíblia, é falso profeta. Também é importante ver se a profecia se cumpre. Se não acontecer, é porque veio da imaginação da pessoa, não de Deus. Devemos evitar os falsos profetas. Seus ensinos só trazem problemas e podem enganar até os crentes. Por isso, é muito importante conhecer a Bíblia e ter intimidade com Deus, para distinguir entre o certo e o errado.Mas o profeta que ousar falar em meu nome alguma coisa que não lhe ordenei, ou que falar em nome de outros deuses, terá que ser morto'. "Mas talvez vocês se perguntem: 'Como saberemos se uma mensagem não vem do Senhor?' Se o que o profeta proclamar em nome do Senhor não acontecer nem se cumprir, essa mensagem não vem do Senhor. Aquele profeta falou com presunção. Não tenham medo dele. Deuteronômio 18:20-22."Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons. Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo. Assim, pelos seus frutos vocês os reconhecerão! Mateus 7:15-20.Não tratem com desprezo as profecias, mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom. 1 Tessalonicenses 5:20-21.Recomendo, irmãos, que tomem cuidado com aqueles que causam divisões e põem obstáculos ao ensino que vocês têm recebido. Afastem-se deles. Pois essas pessoas não estão servindo a Cristo, nosso Senhor, mas a seus próprios apetites. Mediante palavras suaves e bajulação, enganam o coração dos ingênuos. Romanos 16:17-18.Mas a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais milagrosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre. Apocalipse 19:20.

PASTOR DA IGREJA MUNDIAL DO PODER DE DEUS É AGREDIDO POR BISPO APÓS COBRAR SALÁRIO ATRASADO

Circula pela web, um áudio em que um suposto pastor da Igreja Mundial (A Igreja Mundial do Poder de Deus é uma igreja evangélica neopentecostal fundada na cidade de Sorocaba, em 9 de março de 1998 por Valdemiro Santiago. A sede da Igreja Mundial do Poder de Deus encontra-se na Cidade mundial, no bairro do Brás, em São Paulo, alternando as principais reuniões com a Cidade Mundial dos Sonhos de Deus no bairro de Santo Amaro também em São Paulo.), é agredido por cobrar sua quinzena. Nos áudios, o pastor faz uma ligação para o bispo, identificado como “Junior Silva”. O pastor pede que paguem seu salário, e diz que está com o filho doente, o bispo, diz que não trata de assuntos referente a dinheiro, que isso deve ser falado com sua esposa, que é pastora da igreja. O pastor então se desloca até a igreja, e ao implorar pelo salário, acaba sendo agredido é possível ouvir muita gritaria e o desespero do rapaz que diz estar com o filho doente.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

O GRANDE REFORMADOR JERÔNIMO SAVONAROLA ATAQUES CONTRA O CLERO E AO PAPADO

Sempre com a Santa Palavra nos lábios, o grande homem de Deus ia pregando com simplicidade, e mudando, espantosa e radicalmente, os costumes do povo italiano. Às vezes, quando queria demonstrar que também sabia pregar de maneira rebuscada como os demais pregadores, surgiam em suas pregações metáforas como esta: "Deixam o ouro pelo cobre, o cristal pelo vidro, as pérolas pelo barro, os que pelo barro do mundo, pelo vidro da vaidade e pelo cobre destes bens profanos e transitórios, desprezam o ouro maciço, o cristal puro e as pérolas do amor de Deus e dos bens eternos." Nem mesmo o clero escapou de sua sinceridade e coragem, que não conheciam limites. Savonarola atacou frontalmente os vícios dos religiosos de sua época: "Se vós soubésseis as coisas repugnantes que eu sei! - dizia ele diante da multidão que o ouvia, surpresa. E então, corajosamente, sentava a igreja dominante no banco dos réus e a julgava: "Vem cá, igreja infamada! Ouve o que te diz o Senhor. Dei-te formosas vestimentas, e tu exercestes com elas a idolatria. Com os vasos preciosos tens alimentado o teu orgulho, tens profanado o que antes era sagrado; a sensualidade te precipitou na vergonha. És pior que uma besta; és um monstro repugnante...Ergueste uma casa de imoralidade e te converteste, em toda parte, numa casa de perdição. "Tomaste assento no trono de Salomão e passaste a atrair o mundo às tuas portas. Quem tem dinheiro entra, e pode fazer tudo o que quer, porém quem não tem dinheiro mas deseja o bem, é desconsiderado e expulso." Esse julgamento chegou ao conhecimento do papa Alexandre VI, sucessor de Inocêncio VIII, e um dos maiores responsáveis pelas desordens e a vida pecaminosa dos padres. Já há algum tempo os sermões de Savonarola vinham incomodando o Papa, que procurou lançar mão de todos os meios possíveis para fazer o monge calar. Travou-se então uma luta ferrenha, que culminou na excomunhão, prisão, tortura e morte de Savonarola. Antes, sua sinceridade e guerra declarada à devassidão, desonestidade e hipocrisia já o haviam indisposto seriamente com alguns dos grandes senhores da Itália. Um dos casos mais sérios ocorreu durante uma de suas pregações em Bolonha, quando a mulher de Bentivoglio, um dos homens mais importantes dessa cidade, entrou na igreja provocadoramente, com o intuito de perturbar o pregador e fazê-lo perder o controle do sermão. Imediatamente, e sem medir consequências, Savonarola bradou do alto do púlpito: - Vejam aí, irmãos, eis o demônio que vem perturbar a Palavra de Deus. A frase ecoou por todo o recinto como uma chicotada. Imediatamente os guardas de João Bentivoglio empunharam as espadas e investiram contra o pregador, mas foram interceptados pela maioria dos que ouviam a pregação. Savonarola escapou milagrosamente de morrer naquele instante. Porém, apesar dos conselhos que lhe deram para que fugisse imediatamente de Bolonha, ele permaneceu na cidade até pronunciar ali o seu último sermão, quando, no mesmo lugar onde o haviam ameaçado de morte, falou desafiadoramente: "Partirei esta tarde para Florença, sem outra companhia além do meu bordão de peregrino. Alojar-me-ei em Pianora. Se alguém quer ajustar contas comigo, que venha antes de minha partida. Entretanto, eu não morrerei em Bolonha, mas em outro lugar".

O MONGE FIEL A DEUS QUE NÃO TEMIA NEM O GOVERNADOR NEM O PAPA O GRANDE REFORMADOR JERÔNIMO SAVONAROLA

Falando, certa vez, no púlpito da Catedral de Florença, Savonarola disse que em breve morreriam o Papa Inocêncio VIII e Lourenço de Médicis, e que a Itália seria invadida por Carlos VIII, da França. Essas profecias iriam ser confirmadas posteriormente, aumentando consideravelmente o seu prestígio diante do povo. Ao saber dessas previsões, o Governador Lourenço de Médicis, furioso, ordenou a alguns nobres de Florença que procurassem mostrar a Savonarola que suas profecias punham sua vida em perigo. O pregador escutou-os friamente, e em seguida mandou dizer a Lourenço que ele devia se arrepender dos seus pecados. Lourenço concluiu que não conseguiria impressionar o monge através de ameaças, e tratou de conquistar-lhe a simpatia. Savonarola era então Prior do Convento de São Marcos, e não se impressionou diante dos muitos favores que o governador subitamente passou a fazer àquela comunidade religiosa. Apercebendo-se da inutilidade de seus métodos, e vendo que Savonarola continuava a atacar sua vida tortuosa e desregrada, Lourenço resolveu fazer calar o grande pregador utilizando-se de sua própria arma: a oratória. Encarregou Frei Mariano de Gennazano, um dos maiores pegadores florentinos, de pregar alguns sermões contra o Prior do Convento de São Marcos. Foi a grande vitória da oratória sem artifícios sobre a oratória artificiosa. Savonarola impressionou o povo e venceu Frei Mariano fazendo uso de uma eloquência espontânea e simples. Tempos depois, Lourenço de Médicis mandou chamá-lo. Estava à morte. Ao vê-lo, disse o governador: "Mandei chamá-lo por ser o senhor o único monge honrado que conheço." Na conversa que tiveram sobre salvação, discordaram em alguns pontos, e Savonarola, depois de muito insistir, retirou-se, deixando o moribundo "a sós com Deus e com sua consciência". Após a morte de Lourenço, o não menos corrupto Pedro de Médicis ocupou o seu lugar. Savonarola redobrou sua campanha em prol da regeneração dos costumes. Sob os efeitos produzidos por suas pregações, ladrões e usuários procuravam regenerar-se, mulheres abandonavam o luxo exorbiante, e muitos fugiam à devassidão, almejando viver segundo os preceitos bíblicos.

A MUDANÇA PARA FLORENÇA E SEU ÊXITO COMO PREGADOR JERÔNIMO SAVONAROLA

Insatisfeito com a pequena repercussão que suas pregações haviam obtido entre os ouvintes que frequentavam a igreja do convento de Ferrara, Savonarola desejou ardentemente mudar-se para a mais destacada cidade do Renascimento: Florença. Ali foi muito bem recebido pelos religiosos do Convento de São Marcos. Naquela época, Florença cultuava a beleza da pintura, da escultura, da poesia e da oratória. Os oradores discursavam preocupados em tornar a frase pomposa, rica e elegantemente floreada. Além do mais, para se triunfar no púlpito ou na tribuna, era necessário possuir boa estatura física, além de bela aparência, e fazer uso de atitudes elegantes. Savonarola era a antítese de tudo isto: alto, magro, nariz grande, lábios grossos, boca imensa, atitudes desgraciosas e enérgicas. Porém, estas desvantagens físicas não impediram que ele se tornasse o maior pregador de sua época. O intenso brilho dos seus olhos azuis impressionava a todos os que o contemplavam. Parecia que ele estava sempre a querer olhar dentro das almas, ou a contemplar os longos rumos ocultos, os largos itinerários dos corações. Savonarola começou a pregar em Florença seguindo um estilo diametralmente oposto ao dos oradores da época, despertando assim a curiosidade de muitos, inicialmente para a sua maneira de usar da palavra, depois para a significação do que dizia. Rejeitando as burilações retóricas, numa linguagem espontânea e enérgica, pregava diante de uma assistência cada vez mais admirada do seu modo direto de ir ao assunto. Impressionava a todos o fervor de suas palavras. Através das pregações, Savonarola foi conquistando a cidade de Florença. No tempo em que os rijos ventos do pecado sopravam sobre as vidas conturbadas e escuras dos florentinos, sua voz fez com que a Palavra de Deus brilhasse, cada vez mais clara e resplandescente, nos corações. Oskar von Wertheimer observou que "suas pregações produziam um efeito indescritível, acontecendo frequentemente aos que as copiavam declararem, à margem dos manuscritos, haver-lhes o entusiasmo ou as lágrimas impedido de continuarem a escrever".

A FORMAÇÃO INTELECTUAL E ESPIRITUAL DO FUTURO GRANDE REFORMADOR JERÔNIMO SAVONAROLA

Savonarola era humilde, obediente e sincero. O tempo que lhe sobrava, após as várias ocupações, empregava-o no estudo, na oração e na contemplação da sublimidade do amor de Deus. Ao acordar pela manhã, elevava o seu coração em súplicas, ofertando ao Senhor as primícias do dia, e pedindo-lhe que estivesse sempre com ele. Os superiores do convento passaram a ver naquele rapaz um futuro grande homem da Igreja. Porém jamais imaginaram que ele entraria em luta com o próprio Papa no intuito de reformar a Igreja. Sua inteligência e sobretudo seu fervor religioso levaram esses homens a não medirem esforços para completar sua formação intelectual e religiosa. O moço tinha sempre o coração cheio de fé, a alma livre das paixões humanas, e o pensamento continuamente ocupado com o amor de Deus. "Senhor, não reine em minha alma outro além de ti!" - pedia ele em suas orações. O lugar onde se prostrava horas a fio em oração ficava frequentemente molhado de suas lágrimas. Seu admirável progresso nos estudos valeu-lhe a nomeação de professor de Filosofia, função que exerceu até a data de sua transferência para o convento de Ferrara. Ao chegar ali, dentro dos silenciosos muros do mosteiro de sua cidade natal, entregou-se com mais assiduidade ao jejum, à oração e ao estudo da Palavra de Deus, pois desejava alcançar o que sempre fora a mais ardente aspiração de sua mocidade: tornar-se um inflamado pregador, um arauto do Céu a anunciar, face à impiedade do povo, que se não houvesse arrependimento, o dia do castigo do Senhor estava próximo. Porém, suas primeiras tentativas de pregar em Ferrara resultaram em fracasso. Não acostumado a ouvir pregações que denunciassem e reprovassem abertamente os seus pecados, o povo de Ferrara não deu a menor atenção às palavras daquele moço que se propunha a ser "o chicote do Senhor". Jerônimo foi obrigado a dedicar-se inteiramente à instrução dos noviciados, repetindo para si mesmo as palavras de Jesus: "Não há profeta sem honra, a não ser na sua pátria e na sua casa" (Mateus 13.57). Todavia, os sete anos que passara no convento de Bolonha e as pregações que fizera ali haviam confirmado que Deus o usaria nos púlpitos das maiores catedrais da Itália, e seus ataques corajosos contra a corrupção do povo e da Igreja Romana preparariam em toda a Europa o caminho para a futura Reforma Protestante.

JERÔNIMO SAVONAROLA UM JOVEM APAIXONADO POR ASSUNTOS CELESTIAIS

Jerônimo Savonarola nasceu na cidade italiana de Ferrara, no ano de 1452. Seus pais queriam que ele ocupasse o lugar de seu avô paterno, que era médico na corte do Duque de Ferrara. Porém, o estudo das obras de alguns teólogos e sobretudo a contínua leitura das Escrituras desviaram-no da Medicina e inclinaram o seu coração para os caminhos de Deus. Quando tinha 22 anos de idade, o desprezo dos Strozzi - uma orgulhosa família italiana que não o achou digno de desposar uma de suas filhas -, e a decadência espiritual da cidade de Ferrara levaram-no a fugir para Bolonha, a pé. Nessa época seu entendimento já fora dilatado pelas verdades divinas, e ele aprendera a orar. Essa conversação espiritual com Deus abrandou a amargura e a desilusão de sua alma. E o Senhor suavemente se foi apossando do seu coração. Em Bolonha erguiam-se os altos muros do Convento de São Domingos. Ali Savonarola se apresentou, impelido pelo desejo de abraçar a vida monástica. Porém não se achava digno de ser monge, e por isso pediu que o aceitassem como um dos encarregados da limpeza do convento. Mas logo suas grandes virtudes pessoais o distinguiram. Como uma fonte que mansamente nasce, o desejo de continuamente estar na presença de Deus brotara no seu coração, e agora era como um grandioso e indomável rio, que livremente corre para o mar.

ASSISTA A REPRESENTAÇÃO DE JERÔNIMO SAVONAROLA E A REVOLTA CONTRA LOURENÇO DE MÉDICI

Girolamo Savonarola (Ferrara, 21 de setembro de 1452 — Florença, 23 de maio de 1498), cujo nome é por vezes traduzido como Jerônimo Savonarola ou Hieronymous Savonarola, foi um padre dominicano e pregador na Florença renascentista que ficou conhecido por suas profecias, pela destruição de objectos de arte e artigos de origem secular e seus apelos de reforma da igreja católica. Lourenço de Médici (em italiano: Lorenzo de' Medici; Florença, 1 de janeiro de 1449 – Villa Medicea di Careggi, Florença, 9 de abril de 1492) foi um estadista italiano, soberano de facto da República Florentina durante o Renascimento italiano. Conhecido como Lourenço, o Magnífico (Lorenzo il Magnifico) por seus contemporâneos florentinos, foi um diplomata, político e patrono de acadêmicos, artistas e poetas e também mecenas. Sua vida coincidiu com alguns dos pontos altos do início do Renascimento na Itália, e sua morte marcou o fim da chamada Idade de Ouro de Florença. A paz frágil que ele ajudou a manter entre os diversos Estados italianos entrou em colapso depois de sua morte. Está enterrado na Capela dos Médici, em sua cidade natal.

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA MORTE E A SUA INFLUÊNCIA CULTURAL

Depois deste fiasco, a influência de Savonarola foi diminuindo, e logo seus inimigos o levaram à autoridade secular. Algumas confissões foram obtidas por tortura, e ele foi condenado à morte na forca por heresia. Ele foi para a morte com fortitude e grandeza, um homem que muitos acreditaram que era um santo. Ele morreu em 25 de maio de 1498. Cogita-se que Leonardo da Vinci teria retratado Savonarola na sua famosa obra A Última Ceia no rosto de Judas Iscariotes. Entre os seus escritos, estão: Triumphus Crucis de fidei veritate (Florença, 1497), seu principal trabalho na apologia ao cristianismo; Compendium revelationum (Florença, 1495); Scelta di prediche e scritti, (Florença, 1898); Trattato circa il Reggimento di Firenze, (Florença, 1848); suas cartas, Archivio storico italiano (1850); poemas (Florença, 1847) e Dialogo della verita (1497).

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA QUEDA

Savonarola, acreditando ser a voz de Deus, tinha o hábito de clamar que o Poder Divino o fulminasse se ele estivesse errado, e dizia que iria caminhar sobre o fogo para provar a retitude de suas pregações. Quando um frade franciscano aceitou o desafio, dizendo que achava que também seria queimado, porém que seu sacrifício serviria para tirar a ilusão do povo, Savonarola não se mostrou mais disposto e recuou da prova. Um frei dominicano, discípulo de Savonarola, aceitou o desafio em seu lugar, e o circo foi armado, em Florença, em que a multidão compareceu para assistir a uma tragédia ou a um milagre. O representante de Savonarola, porém, inventou uma desculpa para não caminhar no fogo, e após vários insultos de lado a lado, acabou não havendo a esperada ordália ou ordália, também conhecida como juízo de Deus (judicium Dei, em latim), é um tipo de prova judiciária usado para determinar a culpa ou a inocência do acusado por meio da participação de elementos da natureza e cujo resultado é interpretado como um juízo divino. Amplamente utilizada na Europa durante a Idade Média, foi sucessivamente condenada pela Igreja Católica, por meio de papas. Estêvão VI, em 887/888, Alexandre II, em 1063, e, mais prominentemente, Inocêncio III, no IV Concílio de Latrão em 1215, proibiram que o clero cooperasse com julgamentos por fogo e por água, substituindo-os pela compurgação (um misto de juramento e testemunho) pelo fogo.

JERÔNIMO SAVONAROLA DESAFIA A AUTORIDADE PAPAL

Em seus novos sermões atacou violentamente os crimes do Vaticano ou Cidade do Vaticano, oficialmente Estado da Cidade do Vaticano (em italiano: Stato della Città del Vaticano em latim: Civitas Vaticana), é a sede da Igreja Católica e uma cidade-Estado soberana sem costa marítima, cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma, capital da Itália. Com aproximadamente 44 hectares (0,44 km²) e com uma população de pouco mais de 800 habitantes, é a menor entidade territorial do mundo administrada por um Estado. A Cidade do Vaticano é uma cidade-Estado que existe desde 1929. É distinta da Santa Sé, que remonta ao cristianismo primitivo sendo a principal sé episcopal de 1,5 bilhão de católicos romanos (latinos e orientais) de todo o mundo. Ordenanças da Cidade do Vaticano são publicadas em italiano; documentos oficiais da Santa Sé são emitidos principalmente em latim. As duas entidades ainda têm passaportes distintos: a Santa Sé, como não é um país, apenas trata de questões de passaportes diplomáticos e de serviço; o estado da Cidade do Vaticano cuida dos passaportes comuns. Em ambos os casos, os passaportes emitidos são muito poucos. O Tratado de Latrão, de 1929, que criou a cidade-Estado do Vaticano, a descreve como uma nova criação (preâmbulo e no artigo III) e não como um vestígio dos muito maiores Estados Pontifícios (756–1870), que anteriormente abrangiam a região central da Itália. A maior parte deste território foi absorvido pelo Reino de Itália em 1860 e a porção final, ou seja, a cidade de Roma, com uma pequena área perto dele, dez anos depois, em 1870. Os papas residem na área, que em 1929 tornou-se a Cidade do Vaticano, desde o retorno de Avinhão em 1377. Anteriormente, residiam no Palácio de Latrão na colina Célio no lado oposto de Roma, local que Constantino deu ao Papa Milcíades em 313. A assinatura dos acordos que estabeleceram o novo estado teve lugar neste último edifício, dando origem ao nome Tratado de Latrão, pelo qual é conhecido. A Cidade do Vaticano é um Estado eclesiástico[9] ou teocrático-monárquico, governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. É o território soberano da Santa Sé (Sancta Sedes) e o local de residência do Papa, referido como o Palácio Apostólico. Que aumentaram desse modo as paixões em Florença. Um cisma começou a se prefigurar e o papa foi forçado outra vez a agir. Mesmo assim, Savonarola prosseguiu com suas pregações cada vez mais violentas contra a Igreja de Roma, recusando-se a obedecer às ordens recebidas. Em 12 de maio de 1497, foi excomungado.

JERÔNIMO SAVONAROLA E O CONFLITO COM O PAPA ALEXANDRE VI

Esses esforços de Savonarola vieram a gerar conflito com Alexandre VI, nascido Rodrigo Bórgia, ou Roderico de Borja; (Xàtiva, 1 de janeiro de 1431 – Roma, 18 de agosto de 1503) foi o 214.º papa da Igreja Católica, de 11 de agosto de 1492 até a data da sua morte. Adotou o nome de Rodrigo Borgia ao chegar à Itália. Natural de Valência, após estudar em Roma, acompanhou seu primo Luis Juan de Milà y Borja à Universidade de Bolonha, onde se graduou em Leis. O nome de sua família foi elevado à cátedra do Vaticano com a eleição do seu tio materno, Afonso Bórgia, como Papa Calisto III, por quem foi feito cardeal. Foi sucessivamente elevado a cargos de mais qualidade: bispo, cardeal e vice-chanceler da Igreja. Tornou-se um grande diplomata após servir à Cúria Romana durante cinco pontificados; adquiriu experiência administrativa, influência e riqueza, mas não grande poder. Teve várias amantes: em particular Vanozza Catarei e Giulia Farnese, mulher de seu primo Orsino Orsini Migliorati. O papa, como todos os príncipes de cidades italianas, à exceção de Florença, era um oponente da política francesa. Além disso, Carlos VIII, 30 de junho de 1470 – Amboise, 7 de abril de 1498, também conhecido como Carlos, o Afável, foi o Rei da França de 1483 até sua morte, sucedendo seu pai Luís XI com apenas treze anos de idade. Sua irmã mais velha Ana de França foi sua regente junto com o marido Pedro II, Duque de Bourbon, até Carlos completar 21 anos em 1491. Duante o período da regência, os grandes lordes rebelaram-se contra os esforços da centralização real em um conflito conhecido como Guerra Louca, que resultou na vitória do governo. O tinha ameaçado frequentemente com a convocação de um concílio em oposição. Além disso, o pregador dominicano falava com violência crescente contra o papa e a Cúria. Os fatos terminaram por precipitar a exigência papal de que Savonarola pregasse obediência, além de ir a Roma para defender-se. Savonarola desculpou-se, alegando estar com a saúde danificada. As consequências seguintes foram a proibição de o dominicano fazer pregações e a devolução do mosteiro de São Marcos à congregação de Lombardia. Em sua resposta, Savonarola procurou justificar-se e declarando que ele sempre tinha se submetido ao julgamento da Igreja; com isso o mosteiro foi retirado da congregação da Lombardia e a conduta de Savanarola foi julgada suavemente, mas a proibição de suas pregações foi mantida.

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA VIDA MORAL REGENERADA

Cristo(Cristo é o termo usado em português para traduzir a palavra grega Χριστός (Khristós) que significa "Ungido".O termo grego, por sua vez, é uma tradução do termo hebraico מָשִׁיחַ (Māšîaḥ), transliterado para o português como Messias), foi considerado o rei de Florença e protetor de suas liberdades. Um grande conselho, com representantes de todos os cidadãos(Cidadania é a prática dos direitos e deveres de um(a) indivíduo (pessoa) em um Estado.Os direitos e deveres de um cidadão devem andar sempre juntos, uma vez que o direito de um cidadão implica necessariamente numa obrigação de outro cidadão. Conjunto de direitos, meios, recursos e práticas que dá à pessoa a possibilidade de participar ativamente da vida e do governo de seu povo. Um cidadão é uma pessoa que se considera em uma fase madura o suficiente desenvolvido para agir consciente e responsavelmente dentro da sociedade), passou a governar a república e a lei de Cristo deveria ser a base da vida política e social. Savonarola não interferiu diretamente na política e nos casos de estado, mas seus ensinos e suas ideias eram absorvidos, fazendo com que a vida moral dos cidadãos fosse regenerada. Muitas pessoas trouxeram artigos de luxo, que foram queimados publicamente. Uma irmandade foi fundada por Savonarola para incentivar uma vida piedosa e cristã entre seus membros.

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA REFORMA INTERNA DO MOSTEIRO

Nesse período, Savonarola começou a reforma interna do mosteiro, quando São Marcos e outros mosteiros de Toscana foram separados da congregação da Lombardia (A Lombardia (em italiano Lombardia) é uma região da Itália setentrional, com 9,7 milhões de habitantes e 23 854 km², cuja capital é Milão. Tem limites ao norte com a Suíça, a oeste com o Piemonte, a leste com o Vêneto e com Trentino-Alto Ádige, e ao sul com a Emília-Romanha. É a região mais populosa da Itália). Savonarola começou a criticar a imoralidade, a vida de prazeres dos florentinos, enquanto pregava que a população voltasse à vida da virtude cristã. Seus sermões e sua personalidade causavam um profundo impacto na população. Savonarola intensificou suas críticas, agora contra os abusos na vida eclesiástica, da imoralidade de grande parte do clero — sobretudo a vida imoral de muitos membros da Cúria romana —, dos príncipes e dos cortesãos. Em termos proféticos, passou a anunciar o juízo final, numa alusão a Carlos VIII, o rei de França, que tinha entrado na Itália e estava avançando contra Florença.

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA INTERPRETAÇÃO DO APOCALIPSE

Em agosto de 1490 (MCDXC, na numeração romana) foi um ano comum do século XV do calendário juliano, da Era de Cristo, a sua letra dominical foi C (52 semanas), teve início a e terminou uma sexta-feira. Savonarola começou seus sermões (Um sermão é um discurso oral, ou seja, de oratória, ou religioso feito por um profeta ou membro do clero sobre temas bíblicos, teológicos, religiosos ou morais, normalmente sustentando uma crença, lei ou comportamento humano num contexto presente ou pretérito. Os elementos da pregação incluem exposição, exortação e aplicação prática. O sermão é por muitos considerado como sinônimo da homilia. Em contextos não religiosos, o sermão é um discurso de chamada de atenção ou repreensão, de um superior hierárquico) no púlpito da igreja de São Marcos, com a interpretação do Apocalipse. Seus sermões fizeram sucesso, exercendo uma influência crescente sobre o povo. Apesar de sua ascensão no Mosteiro de São Marcos (Um mosteiro é um edifício de habitação, oração e trabalho de uma comunidade de monges e freiras, e que é construído fora da malha urbana de uma cidade. Os mosteiros budistas são chamados de Viara (embora no budismo tibetano possa ser usado o termo "gompa"). Os mosteiros cristãos ocidentais também são chamados de abadia, priorado, convento cartuxo, convento de frades, e preceptoria, enquanto a habitação de freiras também pode ser chamada de convento. A vida comum de um mosteiro cristão é chamada cenobítica, ao contrário do anacorético (ou anacoreta) da vida de um anacoreta e da vida eremítica de um eremita), ele deixou manifesta a sua crítica quanto ao governo da cidade, faltando à visita a Lourenço de Médici (Lourenço de Médici (em italiano: Lorenzo de' Medici; Florença, 1 de janeiro de 1449 – Villa Medicea di Careggi, Florença, 9 de abril de 1492)[1] foi um estadista italiano, soberano de facto da República Florentina durante o Renascimento italiano.[2] Conhecido como Lourenço, o Magnífico (Lorenzo il Magnifico) por seus contemporâneos florentinos, foi um diplomata, político e patrono de acadêmicos, artistas e poetas e também mecenas. Sua vida coincidiu com alguns dos pontos altos do início do Renascimento na Itália, e sua morte marcou o fim da chamada Idade de Ouro de Florença.[3] A paz frágil que ele ajudou a manter entre os diversos Estados italianos entrou em colapso depois de sua morte. Está enterrado na Capela dos Médici, em sua cidade natal) — embora os Médici se mostrassem sempre mecenas generosos do mosteiro.

JERÔNIMO SAVONAROLA E A SUA OPOSIÇÃO CONTRA A VIDA PAGÃ

Sentindo profundamente a perda de valores trazida pelo ideário do Renascimento, como é evidente do poema No declínio da igreja, que escreveu no primeiro ano de sua vida monástica, fortaleceu-se com a instrução dos noviços no mosteiro, em Bolonha, e começou a escrever os tratados filosóficos baseados em Aristóteles e em São Tomás de Aquino. Em 1481, foi designado por seu superior para pregar em Florença. Nesse centro do Renascimento, opôs-se imediatamente à vida pagã e freqüentemente contra a imoralidade prevalecente em muitas classes da sociedade, em especial na corte de Lourenço de Médici. Em 1489, Savonarola retornou a Florença, que seria o cenário de seus trabalhos futuros e sua queda.