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sábado, 13 de maio de 2017

PASTOR MARCOS FELICIANO DEPUTADO FEDERAL PELO PSC FALA SOBRE SUA INFÂNCIA

Graças a uma boa memória recordo-me de pequenos acontecimentos desde os meus três anos de idade. Como, por exemplo, o dia em que coloquei fogo no canavial do 'Sô' Mane... Uma outra vez comento sobre isso. Quando nasci, mamãe era solteira (estado civil que a acompanha até hoje). Ser mãe solteira naquela época, há 28 anos atrás, não era como hoje. Havia muita discriminação por parte da família, da sociedade etc. Mamãe trabalhava como doméstica, condição que a fez colocar-me em uma creche, chamada Creche Getúlio Lima, em minha cidade natal, Orlândia, Estado de São Paulo, onde fiquei dos dois aos sete anos de idade. Assim que completei sete anos de idade, recebi um lindo e grande presente de um amigo de papai, o Sr. Rasmim. Uma bela caixa de engraxate grande, pois era maior do que eu. Desde pequeno fui ensinado a trabalhar e aprendi que o trabalho dignifica o homem. Desde menino já era muito ocupado, pois dividia o trabalho de engraxate com o de vendedor de picolés, e nas férias da escola aproveitava para ganhar um dinheirinho extra e, com minhas tias maternas, na roça, apanhava algodão, café e laranja (amava apanhar laranja, mas diz minha tia que eu mais chupava do que apanhava. Bem, você conhece intriga de tias). Neste período, comecei a freqüentar a paróquia Cristo Rei, no Jardim Boa Vista (Vila Tatu), neste local comecei a sentir a vocação para servir a Deus. Moleque travesso e esperto, freqüentando todas as missas aos domingos, logo ganhei o cargo de coroinha e ajudava na distribuição do roteiro da missa na porta da Igreja, e depois, junto com outros meninos, levava os utensílios sagrados para o padre. Em um destes domingos, ouvi uma voz: - Menino, eu tenho uma obra na tua vida. Sem entender o que era aquilo, procurei auxilio junto ao padre Ângelo. Como eu era muito pequeno e não conseguia a atenção do padre, puxei a sua batina e, como ela estava um pouquinho velha, rasgou-se, trazendo a nudez dele à vista e muito rapidamente abaixei-me para não ser atingido pela mãozorra do padre. Com este fato não soube quem havia falado comigo naquela manhã e confesso, depois de sentir o vento da mão do padre zumbir nos meus ouvidos, esqueci-me da voz e perdi o interesse. Aos doze anos de idade fui aceito, depois de passar em um exame, como guarda-mirim em minha cidade e, confesso que foram os melhores anos da minha vida. Você precisava ter me visto dentro daquele uniforme azul, com boina, blusão de napa preto, botas pretas, cinturão com mini-cacetete, assobio com cordão e toda indumentária. Não fosse em dias tão ensolarados, as pessoas teriam poupado o sorriso de deboche (por causa do blusão que era para inverno e nós estávamos em pleno verão), ou talvez achassem graça em ver um projeto de homem em formação, vestido como uma autoridade, sei lá. Eu, porém, me sentia o máximo. Neste período, deixei de estudar à tarde e ingressei no período noturno. Com quase quatorze anos de idade, apenas por pura curiosidade, conheci as drogas: maconha e cocaína, que quase me fizeram dependente, mas nesta época encontrei um grande e magnífico tesouro: o Senhor Jesus.