JUSTIÇA RECUSA PEDIDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA RETIRAR A FRASE “DEUS SEJA LOUVADO” DAS NOTAS DO REAL
A 7ª Vara da Justiça em São
Paulo negou o pedido feito pelo Ministério Público, através do procurador
regional dos direitos do cidadão Jefferson Aparecido Dias, para a retirada da
frase “Deus seja louvado” das cédulas do Real. Na decisão, a justiça pontuou
que a menção a Deus nas “cédulas monetárias não parece ser um direcionamento
estatal na vida do indivíduo que o obrigue a adotar ou não determinada crença”.
A informação foi divulgada no site de notícias do Ministério do Planejamento. Entre
os argumentos manifestos na decisão, a justiça pontua que a retirada da frase
nas cédulas do Real poderia gerar “intranquilidade” na sociedade, além de
custar R$ 12 milhões aos cofres públicos, devido à necessidade de mudança no
layout, recolhimento e reimpressão de notas. Ouvido pela justiça, o
procurador-geral do Banco Central, Isaac Sidney Menezes Ferreira, afirmou que
“é possível perceber, de forma suficientemente clara, que a expressão que se
pretende extirpar das cédulas de real, em boa verdade, emprega a palavra Deus
em sentido amplíssimo”, e que “a ideia da sentença é justamente louvar entidade
espiritual superior, nominada, pelas mais diversas religiões, de ‘Deus’, e não
afirmar a existência ou negar a existência dessa entidade”. O juiz do caso
entendeu que “a alegação de afronta à liberdade religiosa não veio acompanhada
de dados concretos, colhidos junto à sociedade, que denotassem um incômodo com
a expressão ‘Deus’ no papel-moeda”, segundo informações do portal R7. A decisão
da 7ª Vara da Justiça é provisória, e o Ministério Público poderá recorrer da
sentença ao Tribunal Regional Federal. A expressão “Deus seja louvado” nas
cédulas da moeda nacional existe há 26 anos, desde 26 de junho de 1986. Em
1994, época da implementação do Plano Real, o então ministro da fazenda,
Fernando Henrique Cardoso, soube dos planos do Banco Central de retirar a frase
e ordenou que fosse realizados “estudos necessários para que a expressão fosse
restabelecida”. O BC acatou a ordem e em 8 de junho de 1994 restabeleceu a
frase nas cédulas da moeda. Com a divulgação da polêmica ação do Ministério
Público de São Paulo, diversas lideranças cristãs se manifestaram contra a
iniciativa, e questionaram se o procurador Jefferson Aparecido Dias não teria
“preocupação com lides de maior importância”. O pastor e deputado federal Marco
Feliciano prometeu à época, apresentar um projeto de lei proibindo a retirada
da frase das cédulas. Por Tiago Chagas, para o Gospel+

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