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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

SENADOR ROBERTO REQUIÃO CRITICA “COMÉRCIO RELIGIOSO NA TV” E QUER CRIAR MOVIMENTO PARA “COMBATER A PRÁTICA”.


A abordagem em torno da teologia da prosperidade feita por muitas das igrejas que marcam presença na grande mídia têm incomodado muitos cristãos Brasil afora, e incomodou o senador Roberto Requião, que redigiu uma carta aberta ao público evangélico. Exaltando protestos contra as práticas abusivas, Requião citou o exemplo do blogueiro Danilo Fernandes, do Genizah, e reclamou do “comércio religioso” na TV, dizendo que o povo cristão poderia dar “suporte à ideia” de proibir programas com enfoque na arrecadação de dízimos e ofertas. A ideia pode, num futuro próximo, tornar-se um manifesto e um fórum de debates, e gerar um movimento que vise a mudança do quadro atual, trazendo transparência e ética à presença religiosa em geral nas grandes mídias. Requião, que já foi governador do Paraná, afirma que no tempo que esteve à frente do governo, cedeu espaço para igrejas realizarem eventos de massa na praça do Palácio Iguaçu, sede da administração estadual, e afirma que o apelo por “dinheiro era entremeado de uma série de ‘milagres’”. “Como cristão, não desfaço dos milagres, da intervenção sobrenatural, do incrível poder da fé. O que não posso aceitar são esses espetáculos de cura, essa evocação dos poderes de Deus como se eles fossem a mais banal das banalidades”, diz o senador, que sugere a averiguação de tais milagres por órgãos sérios e reconhecidos: “Não estou propondo a intervenção da ciência, do Estado, da Justiça nos assuntos da religião. Quero apenas que se separe o joio do trigo, como ensinam as Escrituras”, contextualiza Requião. Para o senador, “parece inevitável o paralelo entre o comércio da fé hoje e o comércio da fé nos estertores da Idade Média. A venda de indulgências, por exemplo, que provoca os protestos pioneiros do inglês John Wycliffe, dos tchecos Jan Huss e Jerônimo de Praga, antecessores das reformas propostas pelas 95 teses de Lutero, equipara-se, hoje, à venda da cura, da felicidade, da prosperidade, da salvação eterna, desde que você contribua financeiramente com as igrejas e os pastores televisivos”. A ausência de ações ligadas à contribuição social por parte das igrejas que ocupam espaços na TV também foi motivo de observações por parte do senador Requião: “Elas pedem, mas não dão; elas prometem prosperidade, riqueza, desde que você pague. Com seu enorme poder de comunicação, não lideram campanhas em favor dos mais pobres, por hospitais, creches, pela redução da mortalidade materno-infantil, pela erradicação do analfabetismo, pela frequência escolar, contra o trabalhão escravo e contra a exploração da mão-de-obra infantil”. Roberto Requião, em seu apelo aos cristãos, pede uma “firme oposição aos vendilhões de fé”, pois “é preciso que isso tenha um paradeiro”. Para ele, é importante que evangélicos e católicos se unam no propósito de fiscalizar tais práticas: “Pergunto: seria necessário a coerção de uma lei para impedir o comércio da fé? Será que a educação, o esclarecimento e a argumentação, aos moldes dos reformistas dos séculos XIV e XV, não seriam o caminho indicado para combater essa novel simonia?”, questiona.Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Um comentário

Leandro Matias Deon disse...

Roberto Requião é um tolo com incrível capacidade de auto-superação.

Teologia da prosperidade e dízimo não são a mesma coisa. Aliás, na prática, são ideias opostas.

A teologia do dízimo pressupõe um compromisso fixo e desinteressado, uma obrigação mensal ou anual destinada ao sustento exclusivo da Igreja.
O dízimo existe bem antes da teologia da prosperidade e, via de regra, não é obrigatório nas igrejas, embora existam pressões para que todos sejam participantes, por ser uma contribuição justa e que não faz falta a ninguém.

A teologia da prosperidade é mais recente.
Em sua forma mais comum, pressupõe uma espécie de desafio a Deus. Uma quantia (que não é o dízimo) é dada sem valor ou percentual pré-determinado, para que dela advenha uma quantia ainda maior.
É uma espécie de "jogo de troca" com Deus, e qualquer pessoa de bom senso já deve ter percebido que essa concepção de religare é prática comum desde os tempos coloniais.

Ah... a tolice de Requião não está na ideia de limitar o "comércio", mas de interferir em assuntos que a religião deveria resolver sozinha.



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