ATIVISTAS CONTRA MARCO FELICIANO SÃO PROIBIDOS DE ENTRAR NA CDHM E SE REVOLTAM AO SABER QUE MANIFESTANTES PRÓ-PASTOR ENTRARAM
A audiência pública da
Comissão de Direitos Humanos da Câmara dessa quarta feira (24) foi novamente
marcada por uma série de protestos contra o presidente da comissão, o deputado
e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP). Porém, manifestantes contrários
ao deputado questionaram um “filtro” que teria sido imposto por Feliciano,
impedindo a presença de manifestantes contrários a ele, enquanto aqueles que o
apoiam teriam acesso livre à audiência. Do lado de fora da audiência, os
manifestantes impedidos de entrar continuaram protestando contra o deputado, e
uma jovem foi detido pela Polícia Legislativa apos furar o bloqueio que impedia
o acesso aos corredores que dão acesso ao plenário, gritando palavras de ordem
contra Feliciano. Deixa o povo entrar, seu covarde. Deixa entrar quem é contra
você. Abre a porta para o povo – gritava a jovem de 21 anos que, segundo o G1,
é integrante do movimento LGBT e estudante de publicidade de uma universidade
particular de Brasília. Outro manifestante a questionar a restrição imposta
pelo presidente da comissão foi Antônio José, que se identificou como membro da
assessoria da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Ceará. Ele foi
retirado do recinto pelos seguranças do Legislativo ao chamar de “armação” o
fato de somente simpatizantes de Feliciano terem recebido autorização para
entrar no plenário. Aquilo ali é uma armação, não estavam deixando as pessoas
entrarem. Cheguei na Câmara uma hora antes da sessão e quase não consegui
entrar. Aquele grupo que estava levantando os cartazes do Feliciano já estava
lá [no plenário]. Trabalho com direitos humanos há anos e nunca tinha visto uma
situação tão esdrúxula – afirmou Antônio José. O deputado Simplício Araújo
(PPS-MA), que é titular da Comissão de Direitos Humanos, criticou a ação dos
seguranças da Casa contra o manifestante cearense. Segundo a Agência Câmara, o
parlamentar do PPS classificou como “truculenta” a postura da Polícia
Legislativa, e afirmou que vai formalizar uma queixa junto à Presidência da
Câmara relatando o episódio. Quem
defende os direitos humanos não tem como ficar calado sobre a forma como esse
rapaz foi retirado dali. Pegaram na boca do rapaz e o tiraram para fora. Eu vou
à presidência da Casa fazer uma queixa com relação à forma que estão tratando
as pessoas que estão buscando ali um espaço para apreciar o que está
acontecendo ali dentro. Acho que foi muito truculento – enfatizou Araújo Marco
Feliciano explicou o procedimento adotado pelos seguranças, afirmando se tratar
de uma medida para garantir a ordem da audiência. Eu pedi que a polícia dessa
Casa observasse o perfil das pessoas. Pelo perfil, se conhece, se tem segurança
de que as pessoas que estarão na comissão, na audiência publica, vão participar
de maneira ordeira. Por isso é que essas pessoas estão aqui. Pelo menos
enquanto for preciso, pessoas interessadas no assunto podem entrar
tranquilamente, só não aceitamos aqui pessoas que não querem que o assunto
prolongue, querendo desestabilizar a comissão – explicou Marco Feliciano. Não é
só aqui. Dá uma olhadinha ao redor da Casa, a Casa toda está sendo policiada –
completou o parlamentar. Manifestações contra Feliciano causaram também a
detenção de um grupo de ativistas do movimento LGBT que penduraram uma bandeira
com as cores do arco-íris, símbolo do movimento, em uma janela no 15º andar da
Câmara. Acionados por servidores da Casa, os policias recolheram a bandeira
pendurada pelos quatro jovens e determinaram que eles os seguissem até a sede
da polícia legislativa. Os manifestantes prestaram depoimento e já foram
liberados. Eleição de Feliciano à Comissão: Também nessa quarta feira, o
presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, respondeu ao Supremo Tribunal
Federal (STF), negando que tenha havido qualquer ilegalidade na eleição do
deputado para a presidência da Comissão. Parlamentares contrários a Feliciano
haviam entrado com a mandado de segurança no STF alegando ter sido
inconstitucional a reunião de eleição de Feliciano ter sido fechada ao público,
por decisão do presidente da Câmara. De acordo com Alves, não houve
inconstitucionalidade em sua decisão, por ter sido tomada no âmbito do
Congresso Nacional, com base na interpretação de matéria regimental, imune ao
controle judicial, segundo informou a Agência Câmara. Por Dan Martins, para o
Gospel+

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