DESFRUTANDO DOS RECURSOS DA MÍDIA EM MASSA
Como alcançar o maior número
de ouvintes, considerando os diversos níveis sociais e culturais daqueles que
nos ouvem. Os seguidores do Deus vivo sempre se dedicaram à transmissão de
informações e dos preciosos conteúdos sagrados. A princípio escrevendo na
pedra, depois fazendo uso dos pergaminhos, de superfícies de couro e, por fim,
com o advento da imprensa, inventada por Gutemberg, 135 cópias da Bíblia foram
feitas em papel. Na metade do século XIX, com a introdução das impressoras a
vapor usando papéis de baixo custo, tivemos a primeira mídia de massa: os
jornais. No início do século XX a humanidade dominou a tecnologia da transmissão
por ondas eletromagnéticas e surgiram o rádio e a televisão, dois poderosos
meios de comunicação de massa, em que poucos transmissores alcançavam um grande
número de receptores. São tão poderosos que chegam a ser tratados como o Quarto
Poder, complementando paralelamente os poderes Legislativo, Judiciário e
Executivo. Nas décadas de 1970 e 1980 surgiu a internet, a princípio com
objetivos militares, posteriormente acadêmicos e é hoje uma verdadeira
revolução, em que se produzem, armazenam e distribuem maciças quantidades de
informações, através de diversas interfaces e programas. Sites, portais, Orkut,
Facebook e Twitter são alguns poucos exemplos de novas interfaces de trocas de
informações. Assim, os filhos de Deus, que não são do mundo, mas estão no
mundo, fazem uso de toda parafernália tecnológica possível para anunciar em
alto e bom som o Caminho para Deus e seus valores. Fazem isso apaixonadamente,
unindo-se ao Criador, no intento de amar o mundo e dar Jesus a todos os que
creem. Porém, há grande concorrência e grande investimento de recursos de modo
que aproveitar e alcançar os ouvintes se faz imperativo. De acordo com nossa
experiência de mais de vinte anos de ministério, sempre fazendo uso dos meios
de comunicação de massa, podemos afirmar que, para alcançar os ouvintes,
precisamos falar ao coração deles. Embora haja grande diversidade entre as
sociedades e entre as diversas camadas sociais, o ser humano é o mesmo desde a
criação do mundo. Falar ao seu coração é, sem dúvida, o caminho para alcançá-lo.
A família é um assunto que toca profundamente a todos, pois não há quem não
tenha nascido de alguém, de modo que, atrapalhada ou não, tradicional ou não,
alternativa ou não, todos têm alguma relação familiar. Temos alcançado a
muitos, do mais grosseiro e resistente homem até a mais gentil e delicada
menininha. Falar de família é falar ao íntimo do empresário e do mendigo; do
cristão e do ateu. Naturalmente, anunciamos as Boas Novas do evangelho através
da mensagem da família, mas essa mensagem alcança a todos. Não somente a
mensagem da família é comum a todos, mas a transmissão de valores profundos de
maneira simples e prática é um dos segredos da boa comunicação. Seguimos o
exemplo de Jesus, que falava às pessoas sofredoras e sem muita instrução usando
ilustrações do cotidiano delas: o fazendeiro que foi jogar a semente no solo, o
pescador que selecionou os peixes que queria ou a dona de casa que perdeu uma
moeda e a encontrou. A própria didática nos ensina a sempre nivelar pelos mais
novos. Se o ensino será para crianças de 5 a 10 anos, devemos falar o que a
mais nova consegue entender, de modo que a mais velha se sente crescida e
participa, enquanto a mais nova aprende com facilidade. Assim também procuramos
sempre ter uma palavra simples e, acima de tudo, muito prática. Sempre procuro
deixar desafios, como escrever um bilhete de amor para a esposa, comprar um
presente, telefonar para o pai, pedir perdão ou qualquer outra tarefa que
esteja alinhada com a mensagem. Falamos a língua das pessoas simples. O Novo
Testamento foi escrito em uma língua que, na época, era comum à grande maioria
das pessoas. O grego Koiné era usado pelos comerciantes, nas feiras, nos
mercados e nas ruas. Era a língua do “povão”. Verdades profundas compartilhadas
com simplicidade. Seguindo a mesma filosofia, procuramos falar às famílias
anunciando Jesus e a sua Palavra como a única maneira de viver abundantemente;
falamos de modo singelo, usando figuras do dia a dia e sempre que possível
desafiamos as pessoas a praticarem os valores da Bíblia, que nunca falham.
JOSUÉ GONÇALVES
PASTOR E PRESIDENTE DO
MINISTÉRIO FAMÍLIA DEBAIXO DA GRAÇA.

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