TESOURO DIRETO PATINA, MAS É A APLICAÇÃO MAIS SEGURA; CONHEÇA OS PAPÉIS
Apesar da rentabilidade
negativa da maior parte dos títulos em 2013, investidor que vender os ativos no
vencimento receberá o retorno combinado no dia da compra; Mesmo com quedas de
até 20% em 2013, os papéis do Tesouro Direto ainda são a forma mais segura de
investir e têm rentabilidade garantida se mantidos até o vencimento. Segundo
especialistas em finanças, o investidor deve traçar seu objetivo antes de
comprar os títulos ( veja cada um abaixo ) e saber que, se vendê-los antes do
prazo, estão sujeitos às oscilações do mercado, para o bem ou para o mal. A
lógica do investimento é simples: você empresta seu dinheiro para o governo,
que o usará para pagar a dívida pública, e recebe juros como recompensa por ter
mantido o capital aplicado. “Este é o mais seguro de todos os investimentos,
até mais que a poupança”, acredita o professor de finanças do Ibmec, Nelson
Sousa. Isso porque o próprio governo garante o investimento, tornando seu risco
de crédito próximo a zero. “Se o País quebrar um dia, o governo será o último a
ir para o buraco”, complementa o planejador financeiro Valter Police Junior. A
maior parte dos títulos públicos atrelados à inflação e os pré-fixados caíram
desde janeiro devido ao aumento gradual da taxa Selic, de 7,25% para 8,5% ao
ano. Qualquer mudança nos juros ou alta da inflação afeta o valor dos papéis,
para cima ou para baixo. “Quando a taxa de juros sobe, o valor de compra dos
títulos cai”, explica Sousa. Quem comprou papéis no ano passado para
resgatá-los agora, uma estratégia de curto prazo, não fez bom negócio. Já o
investidor que resgatar o capital no dia do vencimento dos papéis receberá o
que acordou no dia da compra. “Só resgate os papéis agora se não puder
esperar”, recomenda o professor do Ibmec. Os papéis de longo prazo indexados à
inflação foram os que mais desvalorizaram com a alta dos juros. O NTN-B
Principal (atrelado ao IPCA) com vencimento em 2035 perdeu 20% de janeiro a
julho de 2013. O mesmo ativo havia acumulado ganhos de 30,97% em 12 meses até
junho do ano passado. Já o NTN-C (indexado ao IGP-M) com vencimento em 2031
perdeu -10,87% este ano. Os papéis pré-fixados – que remuneram uma taxa
combinada no momento da compra – também perderam valor. Os NTN-F que vencem em
2023 caíram 4,73% nos últimos sete meses. Os únicos títulos que ficaram no
positivo foram as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que são pós-fixadas,
pagando a Selic vigente no dia do vencimento. Para Police, o investidor não
deve considerar a rentabilidade passada para decidir se aplica hoje no Tesouro.
“O importante é olhar o futuro e saber se os papéis prometem uma rentabilidade
interessante no vencimento”. OPÇÃO DE
APOSENTADORIA: Os papéis de longo prazo (acima de 10 anos) costumam ser
mais voláteis – eles sofrem com as oscilações do mercado. Mas em compensação,
apresentam rendimentos mais robustos na data do vencimento. Os NTN-B que vencem
em 2050 pagam hoje uma taxa fixa em torno 5,4% ao ano, mais a inflação do
período, o que pode render 12% ao ano. “Eles são uma alternativa boa para a
aposentadoria”, considera Sousa. Police Junior, no entanto, recomenda que o
investidor diversifique, aplicando parte no Tesouro Direto e outra parcela no
mercado de ações. “Ao pensar em aposentadoria, deve-se levar em conta mais de
um investimento”, diz.

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