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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

TESOURO DIRETO PATINA, MAS É A APLICAÇÃO MAIS SEGURA; CONHEÇA OS PAPÉIS

Apesar da rentabilidade negativa da maior parte dos títulos em 2013, investidor que vender os ativos no vencimento receberá o retorno combinado no dia da compra; Mesmo com quedas de até 20% em 2013, os papéis do Tesouro Direto ainda são a forma mais segura de investir e têm rentabilidade garantida se mantidos até o vencimento. Segundo especialistas em finanças, o investidor deve traçar seu objetivo antes de comprar os títulos ( veja cada um abaixo ) e saber que, se vendê-los antes do prazo, estão sujeitos às oscilações do mercado, para o bem ou para o mal. A lógica do investimento é simples: você empresta seu dinheiro para o governo, que o usará para pagar a dívida pública, e recebe juros como recompensa por ter mantido o capital aplicado. “Este é o mais seguro de todos os investimentos, até mais que a poupança”, acredita o professor de finanças do Ibmec, Nelson Sousa. Isso porque o próprio governo garante o investimento, tornando seu risco de crédito próximo a zero. “Se o País quebrar um dia, o governo será o último a ir para o buraco”, complementa o planejador financeiro Valter Police Junior. A maior parte dos títulos públicos atrelados à inflação e os pré-fixados caíram desde janeiro devido ao aumento gradual da taxa Selic, de 7,25% para 8,5% ao ano. Qualquer mudança nos juros ou alta da inflação afeta o valor dos papéis, para cima ou para baixo. “Quando a taxa de juros sobe, o valor de compra dos títulos cai”, explica Sousa. Quem comprou papéis no ano passado para resgatá-los agora, uma estratégia de curto prazo, não fez bom negócio. Já o investidor que resgatar o capital no dia do vencimento dos papéis receberá o que acordou no dia da compra. “Só resgate os papéis agora se não puder esperar”, recomenda o professor do Ibmec. Os papéis de longo prazo indexados à inflação foram os que mais desvalorizaram com a alta dos juros. O NTN-B Principal (atrelado ao IPCA) com vencimento em 2035 perdeu 20% de janeiro a julho de 2013. O mesmo ativo havia acumulado ganhos de 30,97% em 12 meses até junho do ano passado. Já o NTN-C (indexado ao IGP-M) com vencimento em 2031 perdeu -10,87% este ano. Os papéis pré-fixados – que remuneram uma taxa combinada no momento da compra – também perderam valor. Os NTN-F que vencem em 2023 caíram 4,73% nos últimos sete meses. Os únicos títulos que ficaram no positivo foram as LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que são pós-fixadas, pagando a Selic vigente no dia do vencimento. Para Police, o investidor não deve considerar a rentabilidade passada para decidir se aplica hoje no Tesouro. “O importante é olhar o futuro e saber se os papéis prometem uma rentabilidade interessante no vencimento”. OPÇÃO DE APOSENTADORIA: Os papéis de longo prazo (acima de 10 anos) costumam ser mais voláteis – eles sofrem com as oscilações do mercado. Mas em compensação, apresentam rendimentos mais robustos na data do vencimento. Os NTN-B que vencem em 2050 pagam hoje uma taxa fixa em torno 5,4% ao ano, mais a inflação do período, o que pode render 12% ao ano. “Eles são uma alternativa boa para a aposentadoria”, considera Sousa. Police Junior, no entanto, recomenda que o investidor diversifique, aplicando parte no Tesouro Direto e outra parcela no mercado de ações. “Ao pensar em aposentadoria, deve-se levar em conta mais de um investimento”, diz.

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