BBOM E TELEXFREE ESTÃO INTERLIGADAS, ACUSA MP
São Paulo – O Ministério
Público Federal em São Paulo (MPF-SP) afirmou hoje que há ligação entre a Bbom
e a TelexFREE, ambas acusadas de pirâmide financeira e com mais de 1,2 milhão
de vendedores associados em todo o país. As duas negam a relação. “O esquema
BBom seria o sucessor do Telexfree, conforme demonstram transações financeiras
realizadas entre as duas empresas e entre pessoas em comum”, diz o órgão por
meio da assessoria de imprensa. A hipótese já havia sido aventada antes por
membros do MP, mas desta vez a acusação veio de forma clara. O órgão, no
entanto, não dá nenhum detalhe de quais indícios foram encontrados para dizer
que as duas empresas estão interligadas. A EXAME.com, o advogado da TelexFREE,
Wilson Roberto, negou "qualquer relação" entre as duas. Já a Bbom,
por meio da assessoria de imprensa, acresentou ainda que o caso se trata de
pura especulação. Na internet, vendedores
de ambas defendem que o que as une é somente o fato de existir pessoas atuando
na divulgação dos produtos tanto de uma quanto de outra. Bbom: Para exemplificar que a Bbom movimentou
somas vultuosas com poucos meses de vida, a Procuradoria afirma que passaram
pela conta do dono da empresa, João Francisco de Paulo, 11 milhões de reais
entre maio e junho deste ano, com posterior investimento de quatro milhões em
previdência privada. À época, no entanto, a empresa não estava com os bens
bloqueados, o que ocorreu somente no dia 10 de julho. “É dinheiro legal,
contabilizado e declarado”, afirmou o empresário ao iG. Segundo ele, não há
movimentação em sua conta desde o bloqueio. Na semana passada, a Bbom - um dos
braços da Embrasystem, a real ré nos processos que correm na Justiça – teve 49
veículos sequestrados por ordem judicial, incluindo 26 automóveis de luxo. A
intenção é garantir que a empresa tenha os bens disponíveis, em caso de
condenação, para ressarcir quem investiu no negócio de venda de rastreadores
veiculares, considerado um "disfarce" pelo Ministério Público para o
crime de pirâmide. O processo contra a empresa corre nas justiças de Goiás e
São Paulo. Na semana passada, ela recorreu contra o bloqueio. Atualizada às 9h
do dia 03/09/2013 com posição da TelexFREE. Fonte: Portal da Revista Exame

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