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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

A ESPIRITUALIDADE DO VALE DISCUSSÃO SEM PODER - AS FACES DA ESPIRITUALIDADE - HERNANDES DIAS LOPES

Os nove discípulos de Jesus estavam no vale, mas viviam o drama de um grande fracasso. Estavam cara a cara com o diabo, mas não tinham poder para confrontá-lo e vencê-lo. Cercados por uma multidão aflita, estavam desprovidos de recursos para atender às suas urgentes necessidades.  1. No vale há gente sofrendo o cativeiro do diabo sem encontrar na igreja solução para o seu drama Aqui está um pai desesperado (Lucas 9.37-40: Mateus 17.15, 16). O diabo invadiu a sua casa e está arrebentando com a sua família. Está destruindo o seu único filho. Aquele jovem estava possuído por uma casta de demônios. Um terrível poder maligno assumira o controle da sua personalidade. Aquele moço era um capacho nas mãos do diabo. Naquela casa não havia mais paz. O inferno estava lá, com sua horda de demônios provocando grandes estragos. Onde os demônios entram, impera a destruição. Onde eles dominam, reina a escravidão. Todos os recursos que aquele pai buscou para a libertação do seu filho fracassaram. Em todas as portas que ele bateu, não encontrou solução para o seu grave problema. A situação se agravara. A morte rondava a sua casa. Seu filho estava sendo castigado pelos demônios com rigor excessivo.  No auge da sua angústia, aquele pai, desesperado, correu para os discípulos de Jesus em busca de ajuda e socorro, mas eles não tinham poder. Já haviam conquistado grandes vitórias sobre os demônios, mas agora estavam fracos e impotentes. O coração deles estava vazio e seco. As vitórias de ontem não servem para hoje. Precisamos encher-nos do Espírito a cada dia. Precisamos revestir-nos com poder diariamente. Assim como o maná que caía do céu precisava ser recolhido a cada manhã e não servia para o outro dia, da mesma forma a unção de ontem não serve para hoje.  Em 1991 visitei a Missão Kwa Sizabantu, na Africa do Sul. O rev. Erlo Estevem estava trabalhando com os zulus, uma tribo fortemente comprometida com a feitiçaria. Certo dia, ao proferir sua mensagem, ele proclamou que Jesus Cristo é o Deus Todo-poderoso, para quem não há impossíveis, pois ele perdoa, liberta, cura e salva. Nesse momento, aproximou-se dele uma mulher com o rosto sulcado de dor e os olhos marejados de lágrimas. De pronto ela o interrogou: "O senhor está dizendo que o seu Deus pode todas as coisas?". O pastor respondeu: "Sim, é isto mesmo o que estou afirmando". Diante da resposta convicta, ela completou: "Então, eu preciso do seu Deus. Eu tenho uma filha possessa, amarrada como bicho no tronco de minha casa. Nenhum dos deuses que conheço pôde libertá-la. Se o seu Deus tem todo o poder, vamos comigo à minha casa e peça ao seu Deus para libertá-la". Nesse momento, o pastor Erlo sentiu um calafrio na espinha e pensou: "E se eu fracassar? Como vai ficar a minha reputação? Com que autoridade continuarei pregando para esse povo?". Ele se dirigiu à casa da mulher e deparou com um quadro assustador: A jovem estava sangrando, amarrada com arame no tronco, como uma fera ferida, um bicho enfurecido. Os olhos afogueados pareciam saltar de seu rosto desfigurado. O pastor em vão tentou expulsar da jovem aquelas terríveis entidades malignas. Levaram-na, então, amarrada, a uma fazenda, e um grupo de pastores e missionários orou por ela e tentou libertá-la dos demônios opressores, mas a moça, indomável, destruiu a casa da fazenda e voltou em estado ainda mais deplorável. O pastor Erlo ficou arrasado, envergonhado. Pensou até mesmo em abandonar a missão e parar de pregar. Sentia-se sem autoridade para falar da onipotência de Jesus Cristo. Mas, antes de desistir, compreendeu que o problema não era o Evangelho, mas a sua vida sem unção. Não era a Palavra de Deus, mas a sua falta de poder. Começou, então, a orar por avivamento. Iniciou na igreja o estudo ao livro de Atos dos Apóstolos. Os corações foram sendo quebrantados. Três vezes por dia, eles oravam e choravam copiosamente diante de Deus, buscando uma vida de santidade e poder. Não tardou para vir sobre eles um profuso derramamento do Espírito. Os feiticeiros mais endurecidos, tomados de profunda convicção de pecado, corriam para a Missão, clamando pela misericórdia de Deus, arrependendo-se de seus pecados. Aos borbotões, pessoas chegavam de toda a parte, entregando-se ao Senhor Jesus. A primeira coisa que o pastor Erlo fez a seguir foi visitar a casa daquela jovem possessa. Agora, no poder do Espírito, na autoridade do nome de Jesus, ele ordenou que os demônios saíssem da jovem, e ela foi imediatamente libertada. Todos, então, compreenderam que não basta falar no nome de Jesus, é preciso ser revestido com o poder do Espírito.  Hoje, quando as multidões aflitas procuram a igreja, encontram nela um lugar de salvação, de cura e libertação? Há poder em nossa vida? Possuímos autoridade sobre as hostes do inferno? Temos confrontado o poder do mal? Conhecimento apenas não basta, é preciso revestimento de poder. O Reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. O Espírito que habita em nós é Espírito de poder. Há muitas pessoas que são doutas no manuseio das Escrituras. Conhecem com profundidade as verdades exaradas na Bíblia, têm um acervo teológico colossal, mas estão áridas como um deserto. Conhecem a Palavra, mas não o poder de Deus. Conhecem a respeito de Deus, mas não conhecem a Deus. Têm a cabeça cheia de luz, mas o coração está vazio de fogo. Têm conhecimento, mas lhes falta a unção.

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