AUTORIDADES DESTROEM 13 CASAS DE FAMÍLIAS CRISTÃS NO PAQUISTÃO OFICIAIS DE UM VILAREJO EM CHAK 216 GB, NA CIDADE DE SAMUNDRI, PROVÍNCIA DE PUNJAB, DEMOLIRAM AS CASAS DE 13 FAMÍLIAS CRISTÃS, NO INÍCIO DE DEZEMBRO, DEPOIS DELAS SE RECUSAREM A SERVIR COMO TRABALHADORES FORÇADOS EM UM FORNO DE TIJOLOS
Os
proprietários muçulmanos do forno de tijolos conseguiram pressionar os
administradores municipais a destruir as casas das famílias, sob o pretexto de
que o terreno era necessário para a construção de um novo hospital. Todas as
famílias cristãs foram forçadas a viver em uma área separada dos residentes
muçulmanos. Embora a vila seja de maioria muçulmana, cerca de 72 famílias
cristãs compõem a população local. O professor Anjum James Paul, presidente da
Associação de Professores de Minorias do Paquistão, condenou o incidente e
lembrou ao governo o seu dever constitucional de prover abrigo a todos os cidadãos,
especialmente agora, que essas famílias cristãs estão sem um lar, em pleno
inverno. De acordo com o Centro de Apoio ao Domicílio Legal (tradução livre –
CLAAS, sigla em inglês) a maioria dos trabalhadores forçados no Paquistão
pertence à indústria de fornos de tijolos. Famílias pobres que necessitam de
finanças urgentes, “efetivamente entregam sua vida para o empregador, a fim de
reembolsar o empréstimo com o seu trabalho". Elas ficam, então,
impossibilitadas de sair do forno de tijolos até que toda a dívida seja paga;
com os baixos salários que recebem, isso é quase impossível de se conseguir. Os
proprietários podem vender os seus trabalhadores para outros donos de fábricas.
Apesar de o trabalho forçado ser declarado como inconstitucional em 1989, a injustiça
persistente e a falta de vontade política fizeram com que, atualmente, existam,
pelo menos, 1,8 milhões de trabalhadores forçados no Paquistão, muitos deles
cristãos.

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