O QUE OS CRISTÃOS PERSEGUIDOS TÊM A DIZER SOBRE O TERRORISMO? POUCO ANTES DOS IRMÃOS KOUACHI DESENCADEAREM O TIROTEIO EM UM JORNAL EM PARIS QUE MATOU 12 PESSOAS E DEIXOU 11 FERIDAS – QUATRO DELAS EM ESTADO GRAVE– O GRUPO RADICAL BOKO HARAM ATACOU A CIDADE DE BAGA, NA NIGÉRIA, ATERRORIZANDO E ASSASSINANDO PELO MENOS 150 PESSOAS. SAIBA COMO A IGREJA PERSEGUIDA RESPONDE A ATAQUES TERRORISTAS COMO ESSES
Ao
contrário do acontecido na França, o ataque na Nigéria não teve cobertura ao
vivo. Sem repórteres, postagens no Twitter ou mensagens enviadas à polícia. As
fotos postadas depois, foram praticamente
ignoradas, especialmente na Nigéria. Quando 200 meninas foram
sequestradas pelo Boko Haram, na cidade de Chibok, as notícias veiculadas ao
redor do mundo provocaram, ao menos, uma comoção internacional e um sentimento
de solidariedade aos pais. Mesmo assim, as cenas violentas que aconteceram há
pouco em Baga, simplesmente não podemos imaginar e, nem queremos. Afinal, como
nós, seguidores de Jesus, lidamos com o terror causado por muçulmanos extremistas? Durante anos, a
Portas Abertas tem servido em áreas onde a intimidação e a violência extrema
fazem parte do cotidiano de regiões como Nigéria, África Central, norte do Quênia,
Egito, Síria, Iraque, sul das Filipinas, Coreia do Norte, entre outros. Perguntamos aos lideres cristãos desses
locais como reagiram ao ataque de Paris. As respostas foram variadas: - Gina*
mora no sul das Filipinas, onde a Frente Liberal Islâmica frequentemente causa
destruição. Seu noivo foi assassinado a tiros. “Deus deve ter levado os
muçulmanos para a França para que pudessem ser expostos ao amor de Deus, por
intermédio de Jesus Cristo”, afirma. “Espero que nossos irmãos tenham o coração
do Senhor e demonstrem compaixão. Talvez Deus use o terror que aconteceu na
França e em outros países europeus para acordar o Corpo de Cristo para orar,
amar e alcançar os muçulmanos de todas as maneiras que puder”, finaliza Gina. -
Hea-Woo*, norte-coreana que sobreviveu a um campo de trabalhos forçados em seu
país, visitou a França uma vez para compartilhar sua experiência. “As pessoas
de Paris estão em minhas orações. Infelizmente, os ataques terroristas me
lembraram das costumeiras ações do governo norte-coreano. Ambos, os terroristas
e o regime de Kim Jong-Un, tentam controlar as pessoas através de ameaças e
violência. Eu oro para que Deus proteja as pessoas na França e em outros países
e que elas possam experimentar a paz e graça de Deus. Eu nunca desisto de
honrar o nome de Jesus Cristo em qualquer circunstância. Deus é fiel. Ele nunca
falhou comigo. E por isso é possível continuar apesar de todas as
ameaças!” - Cristãos da Ásia Central, Sudeste Asiático e outras regiões
enviaram mensagens similares: “Amanhã, em nossa vigília de oração, pediremos aos
irmãos para orar pela França. Sentimos muito pelo povo francês. Continuaremos
orando por eles.” (líder de uma rede de igrejas domésticas no Sudeste
Asiático). “Devemos responder como Cristo responderia. Como uma nação que sofre
com o medo da guerra por mais de 25 anos, nos solidarizamos e nos identificamos
com aqueles que perderam seus parentes.” (Mahesh del Mal, diretor de missões da
Aliança Evangélica Cristã, no Sri Lanka). “Com grande tristeza e dor temos
acompanhado a violência e morte na França. Oramos pelos familiares das vítimas
durante o culto de domingo. Pedimos a Deus para aliviar o sofrimento e a dor da
perda.” (pastor Arthur, do Cazaquistão). Armas do amor: É essencial lembrar que
ninguém nasce terrorista”, afirma com frequência Irmão André, fundador da
Portas Abertas Internacional. Ao longo de seu ministério, ele fez amizade com
muitos muçulmanos extremistas e os desafiou com a mensagem cristã de amor e
perdão. “Ninguém consegue converter um inimigo. Isso é impossível”, fazendo
referência de que isso acontece somente por intermédio do Espírito Santo. A
mensagem dele é similar a de um líder de uma igreja nigeriana, após o massacre
que tomou conta do estado de Adamawa, há cerca de um ano. Com o resultado de
mais de 50 mortes ocasionadas pelo Boko Haram, o líder afirmou: “Só podemos
silenciar as armas de ódio, com as armas do amor.” Aumento da perseguição aos
cristãos: Nos últimos três anos, foi possível ver a notável ascensão da
perseguição aos cristãos em todo o mundo. Mais do que nunca, uma corrente de
informações a respeito do assunto é mostrada nas mídias sociais, na TV e nos
celulares. A Igreja Perseguida nunca esteve tão perto. Então, como devemos
responder aos ataques terroristas que têm acontecido? Talvez aprendendo com
aqueles que, constantemente, vivem sob ameaças extremas. Uma sobrevivente de um
campo de prisioneiros norte coreanos nos ensina a não temer. Um pastor
nigeriano responde ao Boko Haram apresentando-lhe armas de amor. Uma cristã que
enfrenta a intimidação islâmica no sul das Filipinas admite que é difícil
amá-los; mas nos desafia a obedecer a Deus “perdoando-os, abençoando-os, orando
por eles e os alcançando para Jesus de todas as maneiras que pudermos”. Você
está pronto para agir assim? *Todos os nomes contidos nesse artigo são
pseudônimos para preservar a identidade dos envolvidos. Por Jan Vermeer,
escritor da Portas Abertas Internacional, com relatos dos colaboradores
regionais da Portas Abertas Internacional.

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