SEMINÁRIO DA PORTAS ABERTAS PREPARA CRISTÃOS PARA SUPORTAR A PERSEGUIÇÃO O MAPA DA PERSEGUIÇÃO AOS CRISTÃOS NA INDONÉSIA MOSTRA QUE AS ÁREAS DE FORTE TENDÊNCIA PARA A PRESENÇA DE MUÇULMANOS SÃO: JAVA OCIDENTAL, ACHÉM E SUMATRA OCIDENTAL. A PROVÍNCIA DE PAPUA, POR OUTRO LADO, É MUITAS VEZES ESQUECIDA. AFINAL DE CONTAS, ELA É UM REDUTO CRISTÃO NO PAÍS
Um
olhar mais atento revela perigos ocultos em Papua. A enorme disparidade econômica;
a pobreza extrema; os sistemas subdesenvolvidos de educação, saúde e
infraestrutura; a crescente de abusos dos direitos humanos e de agressão
militar; a discriminação. Muitos acreditam que os papuas são maltratados com
base em raça, cultura, e o mais importante: a religião. Diferentemente da
maioria dos indonésios que professam a fé islâmica, o cristianismo foi abraçado
pelos papuas muito antes do Dia da Independência, em 1945. O medo da
islamização está presente desde o nascimento da nação. De fato, a expansão do
islã parece inevitável: o transporte cada vez mais acessível na Indonésia criou
o trânsito de pessoas de várias partes do país para Papua por melhores
oportunidades econômicas. Esta mudança demográfica evoca inquietação entre os
cristãos locais. Aos seus olhos, o Estado está por trás do movimento. O aumento
acentuado das mesquitas e instituições islâmicas para servir aos oficiais
militares e governamentais muçulmanos que migraram para esta região fortaleceu
ainda mais o receio de que a perseguição está cada vez mais próxima. Se
manuseadas de forma imprudente, a desconfiança e a insegurança podem levar a um
novo conflito sangrento entre as comunidades cristã e muçulmana. Um surto
violento ocorreu na província vizinha Maluku no final de 1990, provocando a
morte de 7 mil pessoas e deixando 30 mil deslocados. Somando-se às tensões, há
relatos de conversão forçada de crianças papuas ao islamismo. O jornal The
Sydney Morning Herald relatou um caso em que 2.200 crianças de Papua foram
levadas para a ilha de Java e foram matriculadas em uma escola islâmica. Lá,
elas serão não apenas introduzidas ao islã, como também treinadas para um dia
de propagação do islamismo em Papua. A Portas Abertas visitou Papua
repetidamente a fim de construir uma rede de líderes da Igreja, fortalecer o
corpo de Cristo, e prepará-los para uma mudança súbita que pode desencadear
tensões. Colaboradores da Portas Abertas realizaram o seminário Permanecendo
Firme Através da Tempestade em Biak, base militar da Indonésia em Papua. O
treinamento tem como objetivo preparar as igrejas para reajam biblicamente em
tempos de perseguição. Embora Biak seja relativamente estável, estima-se que a
proporção de cristãos e muçulmanos tenha mudado de 90% e 10% a 60% e 40%,
respectivamente, em apenas uma década. Joko, um ex-muçulmano e ex-oficial
militar, compartilhou: "Outros oficiais zombavam de mim. Eu também era
discriminado com relação ao salário e promoções por causa da minha fé. Mas esse
é o preço de seguir Jesus", explicou. Ao perceber as tensões crescentes,
os colaboradores da Portas Abertas questionaram: “Como vocês podem transformar
essas ameaças em oportunidades? Vamos transformar essa ansiedade em uma
abordagem abrangente e bíblica para compartilhar o evangelho com os muçulmanos
que têm migrado para Papua!". Os participantes responderam positivamente e
deixaram o seminário com o compromisso de orar pela Igreja Perseguida.
"Obrigado, Portas Abertas, por nos iluminar. Estamos agora em condições de
desenvolver uma estratégia adequada para futuras grandes mudanças", disse
Stephen, um participante e pastor local.

Nenhum comentário
Postar um comentário