ALEMANHA APROVA ENVIO DE ARMAS A PAÍSES DO GOLFO
O jornal alemão Die Welt afirmou neste sábado
(27/06) que Berlim aprovou a exportação de vários armamentos para países do
Golfo Pérsico, apesar das preocupações sobre conflitos e violações de direitos
humanos. Entre os envios autorizados pelo Conselho de Segurança Federal estão 15
barcos patrulha para a Arábia Saudita. "A Arábia Saudita pretende proteger
suas plataformas marítimas de petróleo dos ataques de terroristas do 'Estado
Islâmico' (EI), por exemplo. Esse é um interesse legítimo", afirmou a
publicação citando pessoas do governo de coalizão da Alemanha. As fontes
acrescentaram que os barcos não poderão ser usados para cometer violações de
direitos humanos ou combater dissidentes, e que os equipamentos devem servir
somente para a autodefesa. Tema sensível: A exportação de armas para a Arábia
Saudita é um tema controverso na Alemanha, já que o país do Golfo Pérsico é
frequentemente acusado de violar maciçamente os direitos humanos. De acordo com
o jornal Die Welt, a Alemanha vai entregar um tanque de guerra do tipo Leopard
2A7 para Omã e um Leopard 2 para o Catar. Segundo fontes citadas pelo jornal,
nenhum dos dois tanques poderão ser usados para fins militares. No entanto, o
governo alemão continua negando para a Arábia Saudita fuzis de assalto do tipo
G36, que vem sendo solicitados por muito tempo, em meio às preocupações com o
histórico do país em violações aos direitos humanos. O
ministro da Economia alemão, Sigmar Gabriel, que tem assento no Conselho, dizia
frequentemente que não queria aprovar entregas de tanques para o mundo árabe
por conta da instabilidade e a situação preocupante dos direitos humanos na
região. Um relatório sobre as exportações de armas em 2014 – primeiro ano
completo de Gabriel na pasta – aprovado pelo conselho de ministros na
quarta-feira apontou uma redução de 22% nos envios em comparação ao ano
anterior. O volume de vendas, de 6,5 bilhões de euros, foi o mais baixo desde
2010. Críticos, porém, expressam a preocupação de que a porcentagem das vendas
para países não membros da Otan e afiliados à organização compõe cerca de 60%
do volume total de exportações.

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