ELEIÇÕES NO MÉXICO ACONTECEM EM MEIO A TENSÕES O CRESCIMENTO DO CRIME ORGANIZADO E O REGISTRO DE INCIDENTES MAIS VIOLENTOS CONTRA OS CRISTÃOS COLOCARAM O PAÍS EM 38º LUGAR NA CLASSIFICAÇÃO DA PERSEGUIÇÃO RELIGIOSA 2015
No dia sete de junho, o México organizou
eleições intercalares em todos os órgãos legislativos a nível do conselho
federal, estadual e local, bem como as eleições dos governadores de alguns
estados. Elas aconteceram em um contexto de violência e tensão. No dia três de
junho, um candidato político foi morto em Michoacán; terceiro a morrer
nacionalmente. Dias antes, dois candidatos a prefeito foram mortos na mesma
cidade e em Guerrero. Lá, um grupo armado também invadiu escritórios eleitorais
na cidade de Tlapa e queimou mais de 116 mil cédulas de votos. Dennis, analista
de perseguição da Portas Abertas, comentou: “Assassinar candidatos políticos e
queimar cédulas de votos não é algo raro no México, principalmente nas áreas
afetadas pelo crime organizado. Muitas vezes, é uma forma dos cartéis de drogas
protegerem seus interesses, eliminando candidatos desfavoráveis ou intimidando
a população. A violência pré-eleitoral também é um lembrete claro ao presidente
do México, Peña Nieto, que sua estratégia para reduzir o número de homicídios,
mudando o foco de lutar contra os traficantes de drogas para a apreensão de
narcóticos, não está funcionando. Para cristãos praticantes, isso significa que
continuarão vulneráveis a ameaças de cartéis de drogas em estados como
Michoacán ou Tamaulipas, onde os cartéis têm efetivamente influência sobre o
poder político.”

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