‘FILHOTES DO CALIFADO': ESTADO ISLÂMICO RECRUTOU 1.100 MENORES NA SÍRIA ONG DENUNCIA QUE OS JIHADISTAS COMEÇARAM A ALICIAR CRIANÇAS DEPOIS QUE AS AUTORIDADES TURCAS AUMENTARAM AS MEDIDAS DE SEGURANÇA NA FRONTEIRA ENTRE A SÍRIA E A TURQUIA
O grupo terrorista Estado Islâmico (EI)
recrutou mais de 1.100 menores de idade desde o começo deste ano na Síria,
informou nesta quinta-feira (9) o Observatório Sírio de Direito Humanos (OSDH).
A ONG que monitora a guerra civil na Síria apontou que a organização extremista
captou os menores – chamados de “filhotes do califado” – em ações nos territórios
que domina nas províncias de Homs e Hama, no centro do país, e em Deir ez Zor,
Al Hasaka, Al Raqqah e Aleppo, no norte. O Observatório destacou que nos três
últimos dias três “filhotes do califado” cometeram atentados suicidas com
carros-bomba em várias zonas. Dois deles atacaram na segunda-feira os arredores
da área de Jabal Abdelaziz, no oeste de Al Hasaka, e as imediações de Ain Aisa,
em Al Raqqah. O terceiro cometeu o ataque na quarta-feira contra uma
concentração de milicianos curdos em Anfa al Zaker, ao sul da cidade curda de
Kobani, em Aleppo. Além disso, desde 6 de julho, pelo menos nove
menores de idade morreram em combates contra as forças curdas e pelos
bombardeios da coalizão internacional em Jabal Abdelaziz, Ain Aisa e Serrin, ao
sul de Kobani. O OSDH lembrou que o EI começou a envolver “de forma notável”
crianças na batalha no começo do ano, depois que as autoridades turcas
aumentaram as medidas de segurança para evitar a infiltração de jihadistas
estrangeiros nas zonas fronteiriças entre Síria e Turquia. Em janeiro, os
extremistas enviaram um grupo de menores para lutar em Kobani e pelo menos seis
deles perderam a vida. No final do mês passado, o Observatório documentou a
morte de catorze “filhotes do califado” no Iraque em choques contra as forças
iraquianas, bombardeios da coalizão e atentados suicidas com carros-bomba,
depois que foram enviados ao território iraquiano após receber formação militar
na Síria. As crianças e adolescentes também foram protagonistas de vídeos do EI
e em algumas imagens aparecem assassinando prisioneiros.

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