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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

NÃO DISCERNEM A CENTRALIDADE DA MISSÃO DE CRISTO - AS FACES DA ESPIRITUALIDADE - HERNANDES DIAS LOPES

Moisés e Elias apareceram para falar da imi-nente partida de Jesus em Jerusalém. "Eis que dois varões falavam com ele: Moisés e Elias, os quais apareceram em glória e falavam da sua partida, que ele estava para cumprir em Jerusa¬lém" (Lucas 9.30, 31). Eles falaram sobre a cruz. A cruz é o centro do ministério de Cristo. Ele veio ao mundo para morrer. A cruz não foi um acidente na vida de Jesus. Ele mesmo se entre¬gou. Ele mesmo marchou para o Calvário, como um rei caminha para a coroação. A morte de Cristo não aconteceu simplesmente porque Judas o traiu por dinheiro, ou porque os princi¬pais sacerdotes o entregaram por inveja, nem mesmo porque Pilatos o sentenciou por covar¬dia. Ele foi crucificado porque o Pai o entregou por amor. Ele morreu pelos nossos pecados. A sua morte sempre esteve nos propósitos inescrutáveis de Deus. O Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo (Apocalipse 13.8). Todos os sacrifícios do Velho Testamento eram uma reafirmação da promessa de Jesus. Ele esvaziou-se de sua glória, fez-se servo para morrer a morte mais dolorosa, mais demorada e mais humilhante, a morte de cruz. Jesus veio para morrer pelas suas ovelhas (João 10.11), pela sua igreja (Efésios 5.25). Ele não veio ao mundo simplesmente para ser um Mestre, para fazer milagres ou para mudar con¬ceitos e valores morais. Ele veio para morrer pelos nossos pecados. Herodes quis matar Jesus quando ele ain¬da era um infante. Satanás tentou desviar Jesus da cruz no deserto. As multidões tentaram des¬viar Jesus da cruz, fazendo-o rei. Pedro, dias antes da transfiguração, tentou demover Jesus de ir para a cruz. Ainda quando estava suspenso no leito vertical da morte, no tosco e rude madei¬ro, a voz do inferno vociferou na boca dos inso¬lentes judeus: "Desça da cruz, e creremos nele" (Mateus 27.42). Mas Jesus subiu à cruz, por¬que, do contrário, nós desceríamos ao inferno. Ali Jesus assumiu o nosso lugar. Ali ele assumiu a nossa culpa. Ali ele carregou sobre o seu cor¬po, no madeiro, os nossos pecados. Ali ele esva¬ziou o cálice da ira de Deus, fazendo-se pecado por nós, morrendo a nossa morte, pagando com o seu sangue o nosso resgate. Em sua vida sem pecado, Jesus obedeceu à lei por nós. Em sua morte vicária, Jesus cumpriu a lei por nós, so-frendo o justo castigo que os nossos pecados merecem, a morte. Nós morremos com Cristo. Estávamos pregados naquela cruz. Quem mor¬re, justificado está do pecado. Quem morre não deve mais nada à lei. A lei nada pode fazer com um morto. Mesmo que uma pessoa tenha sido sentenciada à prisão perpétua, quando morre, a lei perde o seu poder sobre ela. A lei não tem poder de alcançar uma pessoa morta. Quando Cristo morreu, ele morreu pelos nossos peca¬dos. Quando Cristo morreu, morremos com ele. A morte de Cristo foi a nossa morte. Ele mor¬reu a nossa morte, para vivermos a sua vida. A nossa dívida foi paga, a justiça foi satisfeita, a jus-tificação foi declarada, a salvação foi garantida. Moisés e Elias, a lei e os profetas, aparecem para falar sobre a cruz. Os discípulos, porém, não conseguem entender a mensagem da cruz. O coração deles ainda está fechado. Eles esta¬vam no monte, em estado de êxtase, mas lhes faltava o conhecimento da verdade mais exce¬lente: a cruz de Cristo. Eles andavam com Cris¬to, mas não discerniam a sua missão. Viam coi¬sas celestiais, mas não distinguiam a cruz. Esta¬vam cercados por uma aura celestial, mas o co¬ração deles não era capaz de discernir a verdade essencial (Lucas 9.44, 45). Hoje há igrejas que aboliram de seus púl¬pitos a mensagem da cruz. Pregam o que o povo gosta de ouvir. Falam sobre saúde, prosperidade, riqueza, sucesso: jamais sobre a cruz. A cruz é uma mensagem demasiado radical. Ela não oferece esperança para o velho homem. O ve¬lho homem não pode ser educado nem refor¬mado: ele precisa morrer. A cruz é instrumento de morte. Cristo rejeitou o caminho do humanismo sem cruz, chamando-o de satânico (Mateus 16.23). O Evangelho que não põe a cruz de Cristo no centro é outro evangelho. Deve ser considerado anátema. A missão precípua de Jesus não foi reformar o homem, dar a ele saú¬de, riqueza e felicidade. Jesus veio buscar o per¬dido, salvar o pecador. Quando o diabo quis desviar Jesus da cruz no deserto, Cristo o escorraçou. Quando a multidão quis fazê-lo rei, interessada apenas nas justas causas sociais, Je¬sus virou as costas a esta pressão popular e fu¬giu. Quando Pedro repreendeu Jesus para que ele rejeitasse a cruz, tomando assim um cami¬nho mais suave, Jesus sentenciou com firmeza: Arreda, Satanás! Quando os gregos o buscaram para que ele se tornasse um mestre por excelên¬cia na terra da filosofia, Jesus respondeu: "Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de tri¬go, caindo na terra, não morrer, fica ele só: mas, se morrer, produz muito fruto" (João 12.24). Pedro mais tarde, no Pentecoste, afirmou que a morte de Cristo, embora fosse um hediondo crime dos judeus, estava estabelecida nos eter-nos decretos de Deus (Atos 2.23). Paulo, o após¬tolo dos gentios, proclamou aos coríntios: "Por¬que decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado" (1 Coríntios 2.2). A cruz de Cristo, a morte de Jesus, é o centro nevrálgico das Escrituras. Se removermos essa verdade do centro, não temos Evangelho para pregar.

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