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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

"DEIXANDO ÁS MISERICÓRDIAS DE UM MOMENTO AS VASTAS PREOCUPAÇÕES DE UMA CENA ETERNA" - OS MÁRTIRES DO COLISEU - A. J. O'REILLY

E provável que as terríveis perseguições de Domiciano tenham sido tão somente amaina¬das, nesse tempo. Os cristãos eram forçados a abrigar-se da fúria da tempestade nas catacumbas. c enquanto, com a permissão de Deus, não podiam pregar publicamente a mensagem da graça e ua redenção, Deus lhes supria o ministério pelas operações interiores da graça, e dava aos seus apóstolos banidos a consolação de uma colheita mais abundante. Se, conforme imaginamos, 0 martírio de Eustáquio só ocorreu cerca de dezesseis anos após o seu batismo, Trajano era o operador nesse tempo; sobre o caráter de seu reinado, já comentamos na história de Inácio. O pastor cristão abrigara-se das tempestades da perseguição numa cripta, nas catacumbas da Via Salara. Deus, em sua misericórdia, informou-o, numa visão, sobre a conversão de Plácido. O pastor estava ajoelhado sobre a lápide marmórea do túmulo de um mártir, e uma pequena lâmpada a óleo lançava uma luz fraca e trêmula sobre as lajes sepulcrais. O silêncio desses corredores dos monos era quebrado apenas pelo suave murmúrio das orações, ou pelo eco abafado dos martelos e machados dos coveiros. De repente, o servo de Deus viu uma das paredes desaparecer de suas vistas, e em lugar dela, surgiu uma tocante cena passada nos Apeninos. Na ponta de uma rocha, estava um belo antílope, e em meio ao clarão que cercava o lugar, um general romano orava ajoelhado. A visão desfez-se rapidamente, e o líder cristão, compreendendo que a graça divina havia sido revelada a uma nobre alma, permaneceu um longo tempo em poderosa oração. Quando a noite envolveu a cidade, um grupo misterioso, espessamente velado e oculto por grandes capas, passou pelo portão Salariano. Nenhuma interrogação foi feita, porque a capa militar de Plácido era uma garantia de proteção. Duas crianças, de três e cinco anos, agarravam com temor infantil as vestimentas da mãe, e seus passinhos ligeiros sobre o pavimento maciço harmonizavam musicalmente com as passadas solenes de seu pai militar. Em silêncio, passaram pelas habitações imponentes, que adornavam ambos os lados da estrada, e logo alcançaram o suave declive conhecido pelos cristãos antigos como Clivum Cumeris. O guia conduziu-os através de longos e estreitos corredores, e introduziu-os na presença do líder cristão, que abraçou Plácido como se o conhecesse havia muitos anos. Podemos imaginar a alegria com que ele fez passar pelas águas batismais o general romano e sua família. Foi nessa ocasião que Plácido recebeu o nome de Eustáquio; sua esposa passou a ser chamada de Teopista, e os dois filhos, Ágapo e Teopistão. Todos os nomes derivavam-se do grego, expressando honra a Deus. As palavras do sacerdote à família recém-convertida foram para que tomassem corajosamente a cruz, e a suportassem como fizera o seu Senhor crucificado; eles haviam sido chamados a glorificar a Deus nos dias de dificuldade, e os cristãos são provados na fornalha da aflição; "por meio de muitas tributações devemos entrar no reino do céu'1. Suas palavras foram proféticas: no próximo capítulo veremos Plácido sendo provado, e declarado fiel.

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