O MOTORISTA HISTÓRIAS EVANGÉLICAS VOL 1
Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi. Era
uma vida de cowboy própria para alguém que não deseja ter
patrão. O que eu não percebi é que aquela vida era também um
ministério.
Em face de eu dirigir no turno da noite, meu táxi tornou-se
um repositório de reminiscências ambulante, às vezes um
confessionário. Os passageiros embarcavam e sentavam atrás,
totalmente anônimas, e contavam episódios de suas vidas - suas
alegrias e suas tristezas.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me,
enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Nenhuma me tocou
mais do que a de uma velhinha que eu peguei tarde da noite -
era Agosto. Eu havia recebido uma chamada de um pequeno
prédio de tijolinhos, de quatro andares, em uma rua tranqüila de
um subúrbio da cidade. Eu imaginara que iria pegar pessoas
num fim de festa, ou alguém que brigara com o amante, ou
talvez um trabalhador indo para um turno da madrugada de
alguma fábrica da parte industrial da cidade. Quando eu cheguei
às 02:30 da madrugada, o prédio estava escuro, com exceção de
uma única lâmpada acesa numa janela do térreo. Nessas
circunstâncias, muitos motoristas teriam buzinado umas duas ou
três vezes, esperariam um minuto, então iriam embora. Mas eu
tinha visto inúmeras pessoas pobres que dependiam de táxis,
como o único meio de transporte a tal hora. A não ser que a
situação fosse claramente perigosa, eu sempre ia até a porta.
- "Este passageiro pode ser alguém que necessita de ajuda",
eu pensei. Assim fui até a porta e bati.
- "Um minuto", respondeu uma voz débil e idosa.

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