SEPARAÇÃO (ORDENAÇÃO) DE OBREIROS - MANUAL DE CERIMÔNIAS - TEMÓTEO RAMOS DE OLIVEIRA PASTOR DA IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS DO RIO DE JANEIRO, VICE-PRESIDÊNCIA DO CONSELHO ADMINISTRATIVO DA CASA PUBLICADORA DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS
O ato ordenatório de obreiro para exercer qualquer função ministerial é da maior significação, tanto para o próprio obreiro como para a igreja a que pertence, e não é menos importante para quem o oficia.
A indicação do obreiro cabe à igreja com seu corpo ministerial, porém quem tiver a tarefa espiritual de ministrar a ordenação leva também consigo grande parcela de responsabilidade no ato de imposição de mãos, conforme se vê na Palavra de Deus. Cabe ao ministro que oficia o ato ordenatório expor com clareza a importância do exercício do Ministério que o candidato vai desenvolver e que é sua obrigação diante de Deus e dos homens desempenhá-lo com honestidade, firmeza de caráter e, sobretudo, predisposição e renúncia a tudo que porventura o possa embaraçar no cumprimento de tão elevada missão, sujeitando-se totalmente à vontade de Deus, à sua Palavra e à orientação do Espírito Santo em todo e qualquer ato que venha a praticar dentro das funções que lhe forem conferidas como diácono, presbítero, etc.
Ordenação a ministro
O conceito de ministro entre nós é de quem foi regularmente separado para exercer o ministério de evangelista, pastor, etc. Alguns Ministérios e Con¬venções concordaram não fazer distinção entre a or¬denação para Evangelista e Pastor, considerando que esses ofícios pertencem a um único ministério, em¬bora exerçam funções distintas, segundo a vocação re-cebida da parte de Deus. Particularmente, achamos mais acertada esta forma de ordenar Ministros ain¬da que respeitamos a tradição de alguns Ministérios Regionais, que consagram para cada cargo ou função, separadamente. De qualquer forma, cabe a quem oficia o ato ordenatório focalizar que o ministro vai exercer esta ou aquela função ministerial e fazer alusão às características da referida função. A leitura bíblica é indispensável. Oferecemos aqui alguns tex¬tos que podem ser utilizados: Efésios 4.11-13; Mar¬cos 3.13-15; Atos 13.1-3; 2 Timóteo 2.15; 4.1,2,5; etc.
Após a leitura, a explanação da Palavra não precisa ser longa, porém deve ser objetiva. O oficiante deve animar a igreja dizendo que ela está recebendo uma bênção da parte de Deus. Ao ministro a ser ordenado dizer que ele vai servir à Igreja do Deus vivo, à Noiva do Cordeiro; portanto, deve proceder com o maior zelo e dedicação, sabendo que ao Senhor está servindo.
Nota: Não tem sido praxe, porém em muitas igrejas usa-se convidar a esposa do candidato para ficar em frente ao púlpito, para ser vista pela con¬gregação, o que a estimula a identificar-se com seu marido, a quem deve ajudar, para que seu esposo possa cumprir eficazmente o seu desiderato minis¬terial. O fato de a esposa do obreiro vir à frente e fi¬car ao lado do esposo, ou com outras esposas nas mesmas condições, não significa uma ordenação da esposa para o ministério. Sabemos que uma esposa de ministro do Evangelho tem papel de maior relevância na vida e no ministério de seu esposo; é, pois, justo que a igreja reconheça isso e interceda por tão importante participação da serva do Senhor. Ordenar mulher para o ministério não é bíblico, mas orar pela esposa do ordenado é.
O ato
O oficiante fará o candidato ajoelhar-se, con¬vidará todos os ministros presentes a participarem da imposição de mãos e fará a oração ordenatória, supli¬cando a Deus a confirmação daquele acontecimento.
Após, o ministro cumprimentará o novo mi¬nistro, se for oportuno, ou deixará para o fim do cul¬to, se o número de ordenados for grande. As congratulações, se forem numerosas, poderão até ocupar um tempo específico e exclusivo, de acordo com a designação do pastor da igreja onde se leva a efeito o ato, Costuma-se lavrar uma ata de ordenação, o que é muito importante; o oficiante deve assiná-la conjuntamente com o secretário e o pastor da igreja, se não for o próprio oficiante.
Consagração a presbítero
A consagração do presbítero tem a sua base bíblica em 1 Timóteo3.1-6; Tito 1.5-9; 1 Pedro5.1-4. A função já foi mencionada em Atos 20.17-28, onde são chamados anciãos e bispos. O ato de consagrar alguém a presbítero não é o resultado de esforços humanos, nem o reconhecimento de méritos pessoais, nem mesmo deve ser praticado só em função das necessidades do trabalho do Senhor. O exercício ministerial do presbítero é uma vocação e chamada divina, feita pelo Espírito de Deus.
Entre nós, nas Assembléias de Deus no Brasil, a função ministerial dos presbíteros foi colocada como sendo um trabalho que o obreiro realiza em escala local sob a orientação do pastor da igreja, onde o presbítero serve, sendo, assim, um auxiliar imediato do pastor. Biblicamente,o presbítero pode exercer todos os ofícios do pastor, quando constituído numa igreja, conforme Tito 1.5-9. (Função pastoral.)
Queremos chamar a atenção do leitor para este assunto, pois é coisa da maior importância para a igreja, já que o presbítero pode funcionar como dirigente, como ensinador da palavra, etc. Isto posto, é inadmissível que, a prática de "elevar" (promover) qualquer pessoa ao presbiterato continue tendo lugar entre nós. O presente comentário e roteiro auxiliar de cerimônias não visa a estabelecer pontos de vista doutrinários, mas, diga-se de passagem, inúmeros casos há de consagrações ilegítimas ao ministério de presbítero. Não se deve colocar ninguém no presbitério da igreja como ato de favoritismo ou por força de imposições humanas.
O presbítero deve ser um homem nos moldes fixados na Palavra de Deus; portanto, quem recebe o elevado encargo de consagrar alguém a presbítero deve ter em mente o que prescreve o manual de Deus e o ato ordenatório requererá os seguintes passos:
1.O oficiante lera um dos textos já mencionados ou outo que Deus lhe conceda. (Naturalmente será dentro do assunto.)
2. Dirá aquilo que por Deus foi inspirado sobre o ministério de presbítero, relembrando à igreja do Senhor que constitui uma grande bênção a consagração de vidas para servirem no altar da fé dos santos. Convém dizer que é dever da congregação honrar o homem de Deus que trabalhará no ministério da Palavra, coadjuvando o pastor nas tarefas gerais da igreja.
3.O oficiante chamará o candidato ao presbiterato (se ainda não o tiver feito) e lhe dirá da grande responsabilidade que assume diante de Deus e de sua igreja. É oportuno tomar do consagrando o compromisso verbal, diante da igreja e do presbitério, de que será fiel à Palavra de Deus, leal ao seu pastor e à igreja à qual passa a servir na nova função, tudo fazendo para que os atos que venha a praticar sejam sob a direção do Espírito Santo, não se envolvendo em questões alheias ou movimentos facciosos, que geram contendas e prejuízos para a igreja.
4. O oficiante fará o candidato ajoelhar-se na plataforma, e fará a oração consagradora ou pedirá a outro ministro que a faça. A igreja estará de pé, para orar e receber o novo obreiro. Os demais ministros e presbíteros presentes (se houver) imporão as mãos sobre o consagrando, enquanto se fará a oração que deve ser objetiva, curta e fervorosa.
5. Após a oração, o oficiante cumprimentará o obreiro (se for oportuno) e passará a palavra ao pastor da igreja, se não for ele o próprio.
Nota: A escolha, exame e apresentação do candidato à igreja é da alçada do seu pastor, e tudo isso já deve ter sido feito em outra oportunidade propícia. Deve-se ter cuidado com a prática de surpresas que só trazem satisfação humana.
Separação a diácono
A instituição do diaconato teve origem na necessidade de alguém que cuidasse dos afazeres materiais da igreja, ou seja, na ocasião, no atendimento às mesas, tanto no que ao labor social diz respeito, como também pelo próprio sentido da palavra diácono (At 6.1-5).
O trabalho diaconal, de natureza material, não exclui a necessidade de termos o diácono em grande consideração e apreço, tratando-o como recomenda a Palavra de Deus. A separação de servos de Deus para o diaconato tem base no Livro Sagrado; portanto, o ato de separar alguém ao diaconato não é de pouca importância. Em primeiro lugar, o trabalho do diácono, mesmo tendo feição material, não deixa de ser espiritual, posto que é prestado a Deus, através da igreja. Logo, ao separarmos diáconos, devemos ter o sério cuidado de verificar se os candidatos reúnem as condições indicadas em Atos 6.1-5 e 1 Timóteo 3.8-13. Esses cuidados estão afetos ao pastor, ministério e igreja que apresentam o candidato. Contudo, deve o oficiante do ato consagratório terem mente que está realizando uma ação bíblica; portanto, deve ler a Bíblia nos textos que tratam do assunto. Após a explanação da palavra, o oficiante procederá na forma que procedeu para a consagração dos presbíteros, sendo que somente os presbíteros e pastores participarão da imposição de mãos sobre os consagrandos.
Os cumprimentos podem ser praticados como anteriormente aludimos no caso da ordenação de ministros e consagração de presbíteros.
O ato ordenatório de obreiro para exercer qualquer função ministerial é da maior significação, tanto para o próprio obreiro como para a igreja a que pertence, e não é menos importante para quem o oficia.
A indicação do obreiro cabe à igreja com seu corpo ministerial, porém quem tiver a tarefa espiritual de ministrar a ordenação leva também consigo grande parcela de responsabilidade no ato de imposição de mãos, conforme se vê na Palavra de Deus. Cabe ao ministro que oficia o ato ordenatório expor com clareza a importância do exercício do Ministério que o candidato vai desenvolver e que é sua obrigação diante de Deus e dos homens desempenhá-lo com honestidade, firmeza de caráter e, sobretudo, predisposição e renúncia a tudo que porventura o possa embaraçar no cumprimento de tão elevada missão, sujeitando-se totalmente à vontade de Deus, à sua Palavra e à orientação do Espírito Santo em todo e qualquer ato que venha a praticar dentro das funções que lhe forem conferidas como diácono, presbítero, etc.
Ordenação a ministro
O conceito de ministro entre nós é de quem foi regularmente separado para exercer o ministério de evangelista, pastor, etc. Alguns Ministérios e Con¬venções concordaram não fazer distinção entre a or¬denação para Evangelista e Pastor, considerando que esses ofícios pertencem a um único ministério, em¬bora exerçam funções distintas, segundo a vocação re-cebida da parte de Deus. Particularmente, achamos mais acertada esta forma de ordenar Ministros ain¬da que respeitamos a tradição de alguns Ministérios Regionais, que consagram para cada cargo ou função, separadamente. De qualquer forma, cabe a quem oficia o ato ordenatório focalizar que o ministro vai exercer esta ou aquela função ministerial e fazer alusão às características da referida função. A leitura bíblica é indispensável. Oferecemos aqui alguns tex¬tos que podem ser utilizados: Efésios 4.11-13; Mar¬cos 3.13-15; Atos 13.1-3; 2 Timóteo 2.15; 4.1,2,5; etc.
Após a leitura, a explanação da Palavra não precisa ser longa, porém deve ser objetiva. O oficiante deve animar a igreja dizendo que ela está recebendo uma bênção da parte de Deus. Ao ministro a ser ordenado dizer que ele vai servir à Igreja do Deus vivo, à Noiva do Cordeiro; portanto, deve proceder com o maior zelo e dedicação, sabendo que ao Senhor está servindo.
Nota: Não tem sido praxe, porém em muitas igrejas usa-se convidar a esposa do candidato para ficar em frente ao púlpito, para ser vista pela con¬gregação, o que a estimula a identificar-se com seu marido, a quem deve ajudar, para que seu esposo possa cumprir eficazmente o seu desiderato minis¬terial. O fato de a esposa do obreiro vir à frente e fi¬car ao lado do esposo, ou com outras esposas nas mesmas condições, não significa uma ordenação da esposa para o ministério. Sabemos que uma esposa de ministro do Evangelho tem papel de maior relevância na vida e no ministério de seu esposo; é, pois, justo que a igreja reconheça isso e interceda por tão importante participação da serva do Senhor. Ordenar mulher para o ministério não é bíblico, mas orar pela esposa do ordenado é.
O ato
O oficiante fará o candidato ajoelhar-se, con¬vidará todos os ministros presentes a participarem da imposição de mãos e fará a oração ordenatória, supli¬cando a Deus a confirmação daquele acontecimento.
Após, o ministro cumprimentará o novo mi¬nistro, se for oportuno, ou deixará para o fim do cul¬to, se o número de ordenados for grande. As congratulações, se forem numerosas, poderão até ocupar um tempo específico e exclusivo, de acordo com a designação do pastor da igreja onde se leva a efeito o ato, Costuma-se lavrar uma ata de ordenação, o que é muito importante; o oficiante deve assiná-la conjuntamente com o secretário e o pastor da igreja, se não for o próprio oficiante.
Consagração a presbítero
A consagração do presbítero tem a sua base bíblica em 1 Timóteo3.1-6; Tito 1.5-9; 1 Pedro5.1-4. A função já foi mencionada em Atos 20.17-28, onde são chamados anciãos e bispos. O ato de consagrar alguém a presbítero não é o resultado de esforços humanos, nem o reconhecimento de méritos pessoais, nem mesmo deve ser praticado só em função das necessidades do trabalho do Senhor. O exercício ministerial do presbítero é uma vocação e chamada divina, feita pelo Espírito de Deus.
Entre nós, nas Assembléias de Deus no Brasil, a função ministerial dos presbíteros foi colocada como sendo um trabalho que o obreiro realiza em escala local sob a orientação do pastor da igreja, onde o presbítero serve, sendo, assim, um auxiliar imediato do pastor. Biblicamente,o presbítero pode exercer todos os ofícios do pastor, quando constituído numa igreja, conforme Tito 1.5-9. (Função pastoral.)
Queremos chamar a atenção do leitor para este assunto, pois é coisa da maior importância para a igreja, já que o presbítero pode funcionar como dirigente, como ensinador da palavra, etc. Isto posto, é inadmissível que, a prática de "elevar" (promover) qualquer pessoa ao presbiterato continue tendo lugar entre nós. O presente comentário e roteiro auxiliar de cerimônias não visa a estabelecer pontos de vista doutrinários, mas, diga-se de passagem, inúmeros casos há de consagrações ilegítimas ao ministério de presbítero. Não se deve colocar ninguém no presbitério da igreja como ato de favoritismo ou por força de imposições humanas.
O presbítero deve ser um homem nos moldes fixados na Palavra de Deus; portanto, quem recebe o elevado encargo de consagrar alguém a presbítero deve ter em mente o que prescreve o manual de Deus e o ato ordenatório requererá os seguintes passos:
1.O oficiante lera um dos textos já mencionados ou outo que Deus lhe conceda. (Naturalmente será dentro do assunto.)
2. Dirá aquilo que por Deus foi inspirado sobre o ministério de presbítero, relembrando à igreja do Senhor que constitui uma grande bênção a consagração de vidas para servirem no altar da fé dos santos. Convém dizer que é dever da congregação honrar o homem de Deus que trabalhará no ministério da Palavra, coadjuvando o pastor nas tarefas gerais da igreja.
3.O oficiante chamará o candidato ao presbiterato (se ainda não o tiver feito) e lhe dirá da grande responsabilidade que assume diante de Deus e de sua igreja. É oportuno tomar do consagrando o compromisso verbal, diante da igreja e do presbitério, de que será fiel à Palavra de Deus, leal ao seu pastor e à igreja à qual passa a servir na nova função, tudo fazendo para que os atos que venha a praticar sejam sob a direção do Espírito Santo, não se envolvendo em questões alheias ou movimentos facciosos, que geram contendas e prejuízos para a igreja.
4. O oficiante fará o candidato ajoelhar-se na plataforma, e fará a oração consagradora ou pedirá a outro ministro que a faça. A igreja estará de pé, para orar e receber o novo obreiro. Os demais ministros e presbíteros presentes (se houver) imporão as mãos sobre o consagrando, enquanto se fará a oração que deve ser objetiva, curta e fervorosa.
5. Após a oração, o oficiante cumprimentará o obreiro (se for oportuno) e passará a palavra ao pastor da igreja, se não for ele o próprio.
Nota: A escolha, exame e apresentação do candidato à igreja é da alçada do seu pastor, e tudo isso já deve ter sido feito em outra oportunidade propícia. Deve-se ter cuidado com a prática de surpresas que só trazem satisfação humana.
Separação a diácono
A instituição do diaconato teve origem na necessidade de alguém que cuidasse dos afazeres materiais da igreja, ou seja, na ocasião, no atendimento às mesas, tanto no que ao labor social diz respeito, como também pelo próprio sentido da palavra diácono (At 6.1-5).
O trabalho diaconal, de natureza material, não exclui a necessidade de termos o diácono em grande consideração e apreço, tratando-o como recomenda a Palavra de Deus. A separação de servos de Deus para o diaconato tem base no Livro Sagrado; portanto, o ato de separar alguém ao diaconato não é de pouca importância. Em primeiro lugar, o trabalho do diácono, mesmo tendo feição material, não deixa de ser espiritual, posto que é prestado a Deus, através da igreja. Logo, ao separarmos diáconos, devemos ter o sério cuidado de verificar se os candidatos reúnem as condições indicadas em Atos 6.1-5 e 1 Timóteo 3.8-13. Esses cuidados estão afetos ao pastor, ministério e igreja que apresentam o candidato. Contudo, deve o oficiante do ato consagratório terem mente que está realizando uma ação bíblica; portanto, deve ler a Bíblia nos textos que tratam do assunto. Após a explanação da palavra, o oficiante procederá na forma que procedeu para a consagração dos presbíteros, sendo que somente os presbíteros e pastores participarão da imposição de mãos sobre os consagrandos.
Os cumprimentos podem ser praticados como anteriormente aludimos no caso da ordenação de ministros e consagração de presbíteros.
z

Nenhum comentário
Postar um comentário