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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

O RELATIVISMO MORAL E A QUEDA DOS VALENTES - POR QUE CAEM OS VALENTES – PASTOR JOSÉ GONÇALVES

"Não há nenhum relativista que goste de ser tratado relativamente." Josh MacDowell Séculos após séculos o padrão moral da civilização ocidental vem sofrendo corrosão. O impacto provocado por essa relativi¬dade da cultura têm surtido um efeito devastador. A linha divi¬sória entre o moral e o imoral é cada vez mais tênue. Sem pa¬drões morais bem definidos, o valente está à mercê das investidas do Diabo. Ainda me lembro de que quando fazia faculdade de filosofia em uma Universidade Federal, tínhamos uma professora de história da filosofia que era uma verdadeira sumidade. Todos gostavam das suas aulas, ela se destacava dos demais professo¬res graças a sua erudição. Certa vez, durante uma de suas aulas, exaltava o pensamento de determinado filósofo. Quando eu e outros colegas nos posicionamos contrariamente àquele pensa¬mento, ela esbravejou: "Eu não aceito juízo de valores". Podía¬mos tudo, menos emitir uma idéia contrária ao pensamento da¬quele filósofo a quem ela fizera referência. Por quê? Por que tudo era relativo, não havia verdades absolutas, ninguém segundo ela podia dizer que estava com a verdade. Afinal, não há um certo e um errado? É impossível falarmos de valores que norteiam a vida do cristão, sem nos referirmos a problematicidade da ética e da moral. Mas o que é moral? Ou em palavras mais simples: o que é certo e o que é errado? É possível estabelecermos um padrão que distinga o certo do errado? A discussão em torno dos problemas éticos e morais não é nova. Aristóteles escreveu um volumoso tratado em dez volu¬mes denominado de "Ética a Nicômaco", no qual trata em minúcias dos problemas éticos. Todavia, muito tempo antes do filósofo grego, Hamurabi (século XVIII a. C.) deu ao mundo o seu famoso "Código de Hamurabi", um tratado sobre proble¬mas éticos, jurídicos e morais. No Antigo Testamento, encon¬tramos o Pentateuco, obra escrita pelo legislador hebreu Moisés, onde nos seus cinco livros encontra-se uma vasta explanação acerca de problemas éticos e morais. Adolfo Sanchez Vazquez faz distinção entre ética e moral. Para esse filósofo mexicano, a ética "é a teoria ou ciência do com-portamento moral dos homens em sociedade",1 enquanto a mo¬ral "é um conjunto de normas, aceitas livre e conscientemente, que regulam o comportamento individual e social dos homens".2 Pela definição de Vazquez, a moral seria aquilo que está no campo da prática — normas sociais que regulam o nosso dia-a-dia — e a ética, uma reflexão acerca dessa prática moral. Em pa¬lavras mais simples, a ética e a moral se complementam, enquan¬to uma (a moral) regula as nossas ações em sociedade, a outra (ética) reflete sobre o significado dessa ação. Pois bem, tudo que falamos até aqui nos leva a um outro questionamento não menos importante: qual a origem da ética e da moral? Em outras palavras, qual a origem ou a causa dos nossos valores? A Fonte da Moral Ao longo da história, três fontes são dadas como originadoras do comportamento moral: Deus, a natureza e o homem. Deus - Se Deus é a origem de nosso comportamento moral, isso significa dizer que nesse caso a moral é algo exterior ao homem, isto é, a moral não é criação humana, mas algo que lhe é dado. A moral baseada na divindade é uma moral revelada, que transcende ao pró-prio homem. Podemos denominá-la de moral vertical. Natureza - A crença de que o homem em nada difere das outras coisas criadas gerou uma moralidade horizontalizada. O instinto biológico seria então o agente regulador do comporta¬mento moral humano. Com o advento do pós-modernismo, cor¬rente filosófica que ganhou força a partir das décadas de 60 e 70, esse pensamento ficou em evidência. Para os holístas, o homem deve estar em perfeita harmonia com a natureza, afinal é um todo harmônico, dizem. O homem - Nesse caso os valores morais são criação do pró-prio homem. É o homem quem estabelece os valores. Mais adi¬ante neste trabalho, veremos como essa forma de pensar influen¬ciou drasticamente o pensamento ocidental. Valores Absolutos e Relativos Definir o que é absoluto e o que é relativo tem sido um desa¬fio, tanto para a teologia como para a filosofia. Podemos dizer que um valor é absoluto quando ele vale para todos os povos, em todas as épocas e em todos os lugares; por outro lado o valor relativo seria o oposto disso. Um valor absolu¬to tem validação universal, enquanto aquilo que se é relativo não goza dessa prerrogativa. É contigente ou circunstancial. Na Grécia antiga, surgiu uma escola filosófica denominada "A Sofistica" (os sábios). O seu principal expoente foi Protágoras de Abdera (490-410 a. C). Não há como negar que Protágoras é o pai do relativismo ocidental. Ele negava que houvesse valores absolutos e eternos. Segundo ele, todos os valores são humanos. É conhecida a frase atribuída a ele: "O homem é a medida de todas as coisas". E interessante conhecermos melhor o pensamento desse filósofo grego, para entendermos o que acontece hoje em nossa cultura no que diz respeito aos valores morais. Giovanni Reale, famoso historiador da filosofia, comenta sobre Protágoras: A proposta basilar do pensamento de Protágoras era o axioma: "O homem é a medida de todas as coisas, daquelas que são por aquilo que são e daquelas que não são por aquilo que não são". Por medida, Protágoras entendia a "norma de juízo", enquanto por todas as coisas entendia todos os fatos e todas as experiências em geral. Tornando-se muito célebre, o axioma foi considerado — e efetivamente é — quase a magna carta do relativismo Ocidental. Com esse princípio, Protágoras pretendia negar a existência de um critério absoluto que discriminas¬se o verdadeiro e o falso. O único critério é somente o homem, o homem individual: "Tal como cada coisa aparece para mim, tal ela é para mim; tal como aparece para ti, tal é para ti". Este vento que está soprando, por exemplo, é frio ou quente? Segundo o critério de Protágoras, a resposta é a se¬guinte: "Para quem está com frio, é frio; para quem não está, não é". Então, sendo assim, ninguém está no erro, mas todos estão com a verdade (a sua verdade).1

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