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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

BUDISMO - A CONSPIRAÇÃO SILENCIOSA

Como visto, nosso propósito aqui não é discutir o cinema como entretenimento, se o cristão deve ou não freqüentá-lo, se deve ou não assistir a um filme. O que nos preocupa é o seguinte: muitas produções cinematográficas trazem doutrinas heréticas e ocultistas, disseminado-as silenciosamente, como, por exemplo, a série Harry Potter, abordada em duas edições de Defesa da Fé. Infelizmente, muitos cristãos ainda não possuem discernimento bíblico para agir conforme recomenda a Palavra de Deus: “Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal”(Hb 5.14). O renomado apologista cristão Norman Geisler comenta que a conhecida série Guerra nas estrelas está impregnada de uma latente e perniciosa visão cósmica, gnóstica e oriental. Na biografia de George Lucas, produtor da obra, consta que o seu conceito sobre a “Força” foi fortemente influenciado pela obra Tales of Power, de Carlos Castaneda, e pelo índio e adivinho mexicano Don Juan, que usa este conceito “força da vida”. Um exemplo claro de como cinema e religião eventualmente se unem, e que idéias lançadas por certos filmes podem formar grupos heréticos, é o caso da “Religião da Força” ou “Religião de Jedi”, como se autodenominam os adeptos da seita que se organizou na Austrália a partir da febre Star Wars. Segundo um censo do governo, 0,37% da população do país (ou seja, setenta mil pessoas) declarou que segue os “cavaleiros de Jedi”. Já com Matrix, os irmãos Wachowski disseram, em recente entrevista, ser simpatizantes do budismo e quiseram colocar elementos da doutrina na trilogia. Apesar de explorarem símbolos e nomenclaturas cristãs: Trinity (Trindade), Neo (Messias), Zion (Sião), Apoc (Apocalipse), Nabucodonosor (nave pilotada pelos rebeldes) e mitologia grega: Morpheus (deus grego do sonho), os produtores usaram especialmente o budismo como pano de fundo para a concepção desse projeto. As artes marciais chinesas, coreanas e japonesas, bastante exploradas na trilogia, têm forte influência do zen-budismo — inclusive a primeira delas teve como fundador o mesmo homem que fundou o zen-budismo na China, Bodhidharma. Não surpreende, então, que as respectivas práticas partam do mesmo princípio de integração corpo-mente. É exatamente isso que propõe o filme: a única coisa que coexiste entre o real e o virtual é a mente. Os diálogos apresentam conceitos semelhantes aos encontrados na biografia de Hui-Neng (Enô), o Sexto Patriarca Zen da China (638-713). Exemplo: Neo (no primeiro filme) encontra uma criança com trajes de monge budista que entorta uma colher com a mente. “Não é a colher que entorta”, diz a criança, “mas você”. Esta colocação assemelha-se àquela feita por Hui-Neng a um monge budista: “Não é o vento que move a bandeira, é a mente de vocês”. Há, ainda, trechos semelhantes à biografia do próprio Siddharta Gautama, o Buda. Nela, Shunryu Suzuki ensina que na Mente Zen há diferença entre conhecer e trilhar o caminho, e que nossa vida e nossa mente são a mesma coisa. Esta crença está alicerçada no panteísmo, que ensina que Deus se acha difundido em todas as coisas e que somos parte dele. Já o cristianismo define esta relação apontando para a distinção existente entre o Criador e a criatura. Ora, assim como um pintor não é a pintura, e não morre se ela for destruída, Deus também está além da obra da criação.

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