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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

BUDISMO - O BUDISMO HOJE

Embora os preceitos budistas não tenham a pretensão de possuir uma validade absoluta, contempla-se entre seus adeptos um ardor missionário bastante expressivo. Esta filosofia propaga o próprio desejo de Buda, de que seu conhecimento seja transmitido ao mundo e não restrito a um grupo específico no meio budista. Após a morte de Buda, o grupo religioso passou a se alastrar em regiões muito além de suas origens. Apresentando um discurso que versa sobre a libertação de todos os homens, o budismo hoje possui um número de seguidores equiparável ao número de evangélicos, conquistando a simpatia de inúmeras pessoas no Ocidente. A simbologia da flor de lótus: “As portas da iluminação se abrirão para todos, indiscriminadamente, com uma única condição: a fé e a compaixão”. Fé como sentimento que nos une por meio da essência; e compaixão como atividade que nos une por meio da prática e vivificação desta essência. Este é um fragmento do sutra de lótus, muito reverenciado entre os mais de oitenta mil ensinamentos atribuídos a Buda. A flor de lótus é sagrada no budismo. É a responsável por conferir designação à posição mais tradicional para a prática de meditação budista. A planta desabrocha em mangues, mas sem que sua flor seja maculada com as impurezas do local. Os budistas entendem como local impuro o mundo em que vivemos e a flor de lótus, a prática transformadora na fé e na compaixão, em sintonia com Buda. Assim essa flor jamais se manchará. É importante salientar que esta flor possui a característica de desabrochar com a semente do próximo fruto. Logo, se perpetua, assim como deve se perpetuar e gerar frutos as práticas dos budistas.  Quem nunca viu a imagem carismática do budinha japonês, barrigudo e baixinho, sentado na posição de lótus? Muito comum em nosso país, essa silhueta de Buda é completamente equivocada. Sidarta Gautama era hindu e nunca teve estas características, antes, diz-se que chegou a emagrecer até a ponto de ficar em “pele e osso” por se dedicar a práticas austeras.  A crendice popular prega que o ato de deixar a imagem do budinha de costas para a porta é capaz de impedir que os males entrem em casa. É muito freqüente também o depósito de moedas à sua volta, como uma espécie de oferenda.  Entretanto, essa imagem não surgiu do imaginário popular. O budinha realmente existiu. A verdadeira identidade do budinha é Hotei ou Hotei-san. Era um monge zen chinês peregrino que possuía exatamente os traços anatômicos aqui destacados. Devido à sua aparência farta, artisticamente foi integrado em muitas obras artísticas e poesias. Não há dados precisos acerca de quando e porquê ele passou a figurar entre os santinhos da sorte. Hotei-san faleceu em 916 d.C.

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