BUDISMO - O BUDISMO HOJE
Embora os preceitos budistas não tenham a
pretensão de possuir uma validade absoluta, contempla-se entre seus adeptos um
ardor missionário bastante expressivo. Esta filosofia propaga o próprio desejo
de Buda, de que seu conhecimento seja transmitido ao mundo e não restrito a um
grupo específico no meio budista. Após a morte de Buda, o grupo religioso
passou a se alastrar em regiões muito além de suas origens. Apresentando um
discurso que versa sobre a libertação de todos os homens, o budismo hoje possui
um número de seguidores equiparável ao número de evangélicos, conquistando a
simpatia de inúmeras pessoas no Ocidente. A simbologia da flor de lótus: “As
portas da iluminação se abrirão para todos, indiscriminadamente, com uma única
condição: a fé e a compaixão”. Fé como sentimento que nos une por meio da
essência; e compaixão como atividade que nos une por meio da prática e
vivificação desta essência. Este é um fragmento do sutra de lótus, muito
reverenciado entre os mais de oitenta mil ensinamentos atribuídos a Buda. A
flor de lótus é sagrada no budismo. É a responsável por conferir designação à
posição mais tradicional para a prática de meditação budista. A planta
desabrocha em mangues, mas sem que sua flor seja maculada com as impurezas do
local. Os budistas entendem como local impuro o mundo em que vivemos e a flor
de lótus, a prática transformadora na fé e na compaixão, em sintonia com Buda.
Assim essa flor jamais se manchará. É importante salientar que esta flor possui
a característica de desabrochar com a semente do próximo fruto. Logo, se
perpetua, assim como deve se perpetuar e gerar frutos as práticas dos
budistas. Quem nunca viu a imagem
carismática do budinha japonês, barrigudo e baixinho, sentado na posição de
lótus? Muito comum em nosso país, essa silhueta de Buda é completamente
equivocada. Sidarta Gautama era hindu e nunca teve estas características,
antes, diz-se que chegou a emagrecer até a ponto de ficar em “pele e osso” por
se dedicar a práticas austeras. A
crendice popular prega que o ato de deixar a imagem do budinha de costas para a
porta é capaz de impedir que os males entrem em casa. É muito freqüente também
o depósito de moedas à sua volta, como uma espécie de oferenda. Entretanto, essa imagem não surgiu do
imaginário popular. O budinha realmente existiu. A verdadeira identidade do
budinha é Hotei ou Hotei-san. Era um monge zen chinês peregrino que possuía
exatamente os traços anatômicos aqui destacados. Devido à sua aparência farta,
artisticamente foi integrado em muitas obras artísticas e poesias. Não há dados
precisos acerca de quando e porquê ele passou a figurar entre os santinhos da
sorte. Hotei-san faleceu em
916 d.C.

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