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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

CRISTIANISMO – OS DESAFIOS DA IGREJA NESTE TERCEIRO MILÊNIO

Todo o sucesso até aqui alcançado pelo cristianismo não evita, no entanto, as seguintes perguntas: Como será daqui para frente? Como o cristianismo enfrentará os desafios que se apresentam agora, no alvorecer deste terceiro milênio? Como será sua face no futuro em um mundo que enfrenta uma furiosa transformação tecnológica e de costumes? Werner Kelber, pesquisador do Novo Testamento, diz: “O cristianismo em geral e a Igreja Católica, em particular, resistiram a impactos tão brutais que acho justificável seus seguidores acreditarem na natureza divina de seus alicerces. A revista VEJA1, de publicação semanal, ouviu vários teólogos e estudiosos de religião e leu seis livros recentes que tratam da questão da busca de uma resposta satisfatória. Comentamos abaixo o resultado da interessante investigação sobre os principais desafios do cristianismo neste milênio, com os quais concordamos plenamente, confira. 1. A historicidade de Jesus – Não se fala aqui do Jesus dos altares. Tampouco daquele que cada um traz no peito quando comunga da fé dos cristãos. O Jesus histórico é o personagem que nasceu, viveu e morreu na Palestina, em carne e osso, num período histórico determinado, numa época em que reinava o imperador romano Augusto. Este personagem está sob intensíssima investigação. Os céticos estudiosos do Seminário de Jesus lançaram nos últimos anos uma série de ataques à historicidade de Cristo, motivando outros a fazerem o mesmo, como ocorreu recentemente com a revista SUPERINTERESSANTE, que questionou vários fatos bíblicos e mereceu uma reação à altura da revista Defesa da Fé. Fora da Bíblia, havia apenas duas referências à passagem de um certo Jesus pela Palestina. Flávio Josefo, historiador judeu de cidadania romana, em seu livro “Antiguidades dos judeus”, escrito no ano de 94, fala de um certo “Jesus, um homem sábio, que fazia coisas extraordinárias e pregava para o povo”. Outro autor romano, Plínio, o Jovem, do fim do século I, descreve um grupo de fiéis rezando e cantando hinos a “Cristo, como se fosse um Deus”.Agora, com esse achado arqueológico em Jerusalém, considerado autêntico, certamente os céticos pensarão duas vezes antes de fazerem afirmações levianas a fim de lançarem dúvidas sobre a Bíblia. 2. Secularização – Em bom português significa simplesmente que as pessoas tendem, pela própria dinâmica da vida moderna, a fazer ouvidos de mercador para os ensinamentos das igrejas. A indiferença de quem ouve é o pavor de todos os doutrinadores. Em outras palavras, FRIEZA ESPIRITUAL. As pessoas tendem a preferir uma vida religiosa independente a seguir à risca cada um dos ditames dos pastores e seus líderes. Isso é mais forte nos países mais antigos em processo de evangelização, como na Europa e América do Norte. Já na América Latina e no Brasil, particularmente, as pessoas ainda são muito crédulas: 99% dos brasileiros acreditam em Deus, 83% crêem na vida eterna no paraíso; 69% acreditam na punição e na recompensa divina após a morte. 3. Ecumenismo – É extremamente complexo o desafio de manter a unidade da doutrina cristã e, ao mesmo tempo, fazer aberturas na direção de outras crenças. Como admitir a existência de outros credos sem perder a fé na hegemonia dos princípios cristãos? Excomungado pelo papa Leão X em 1521, o monge alemão Martinho Lutero foi o pai da Reforma Protestante, movimento que definiu bem as posições evangélicas e católicas. A igreja genuinamente bíblica terá de se esforçar, e muito, para manter sua integridade e pureza, e isso sem arrogância ou qualquer sinal de superioridade. Terá apenas de deixar claro que não há comunhão entre os fiéis e os infiéis na questão de fé. 4. Os pecados do cristianismo – “Os cristãos não podem dar as boas-vindas ao Terceiro Milênio sem se arrepender de seus pecados históricos”, disse o papa. Um dos maiores impedimentos para o desfecho da evangelização mundial notado pelos nossos missionários de hoje são exatamente os pecados históricos das igrejas romana e protestante séculos atrás. Os pagãos, não conseguindo discernir o verdadeiro cristianismo do falso, resistem à mensagem cristã, principalmente entre os povos africanos, que vivem sob o domínio do fantasma do brutal colonialismo branco. 5. A ameaça do islã – O islamismo é a religião que mais cresce no mundo. Embora seja marcadamente étnico, identificado com os árabes, o islamismo tem alcançado, pelas migrações, uma penetração crescente na Europa, o mais tradicional reduto cristão. “O islamismo já é a segunda religião mais numerosa na Alemanha, na França e na Itália”, diz o historiador da Igreja, José Oscar Beozzo. O cristianismo vive hoje num ambiente da mais ampla liberdade religiosa, o que permite, por exemplo, que o islã construa uma de suas maiores mesquitas em plena Roma. O cristianismo corre o risco de perder toda a Europa e terá de reconquistar vários territórios antes cristãos e evangelizados, hoje reduto e bastião do islamismo (como é o caso de todo o Norte da África). Mas como conseguir isso se a construção de qualquer templo que não seja uma mesquita é rigorosamente proibida nos países islâmicos? 6. As seitas e as heresias – Acrescentamos aqui, à lista da referida pesquisa, o crescente surgimento das seitas em todo o mundo. O Brasil, especialmente, tem sido um território fértil para os mais bizarros e perigosos movimentos religiosos. Como se não bastasse o perigo de fora, representado pelas seitas, temos, ainda, de enfrentar o enfraquecimento da exposição das doutrinas bíblicas por conta das inovações e deturpações de pontos doutrinários inegociáveis da fé bíblica e histórica. O joio está sendo semeado e crescendo junto com o trigo. 7. Os povos não-alcançados – A definição de “povos não-alcançados” é: grupos de pessoas que não possuem entre si um movimento cristão atuante e/ou números suficientes de cristãos com recursos adequados para evangelizar o restante do grupo. O número dos não-evangelizados é tão grande que se formássemos uma fila única com os 3,5 bilhões de pessoas não-alcançadas daria para dar 25 voltas em torno da Terra, dimensão que significa quatro vezes a distância da Terra à Lua. Mesmo depois de mais de dois mil anos de pregação (e as Escrituras nos deixam bem claro que a nossa principal tarefa neste mundo é anunciar o evangelho a toda criatura), a realidade evangelística da igreja é essa: ainda há muitos povos não-alcançados, infelizmente. Será que atravessaremos este século sem concluir a nossa missão? Em último lugar, entendemos que o melhor que nós cristãos podemos fazer não é nos vangloriarmos da história vitoriosa que temos como religião, e muito menos ficarmos paralisados e estarrecidos diante dos desafios que temos pela frente. Antes, devemos, destemidamente, como a verdadeira igreja de Cristo, encararmos os desafios que certamente hão de surgir, sempre mantendo os olhos fixos em Cristo (Hb 12.2). O passado é como uma cartilha que temos. Se a conhecermos e estudarmos, não cometeremos os mesmos erros que macularam para sempre a trajetória da igreja na Terra. As heresias, as injustiças, a omissão, a ignorância, o medo e o ódio não podem sufocar a nossa confiança e fé em Deus e no cristianismo. Esta edição de Defesa da Fé é um pequeno esboço do que se passou conosco em pouco mais de dois mil anos de história. E nos ajudará a avaliar a nossa atuação hoje. Devemos nos inspirar na história de fé de muitos homens de Deus que por aqui passaram e mantiveram acesa a chama flamejante do Espírito Santo ardendo dentro do peito. Eles viveram e pregaram na contramão da história secular. Falamos de homens que contavam com um profundo conteúdo, lógica e conhecimento das Escrituras, além de reconhecerem seu chamado no Reino de Deus. Oramos para que, ao compreendermos a nossa trajetória até os dias atuais, possamos projetar melhor o nosso futuro, até que Ele venha! (1 Co 16.22).

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