CRISTO REDENTOR PODE SER ALVO DE TERRORISMO DURANTE AS OLIMPÍADAS ESPECIALISTA ACREDITA QUE IMAGEM DE CRISTO “É O MAIS FORTE” DO PONTO DE VISTA SIMBÓLICO
O governo brasileiro insiste que não há motivos para preocupação.
Contudo, o cientista político e professor de Relações Internacionais da ESPM
(Escola Superior de Propaganda e Marketing) Heni Ozi Cukier, acredita que o
Brasil está “com certeza” no radar dos extremistas islâmicos.
Em abril, uma ameaça ao Brasil publicada na conta no Twitter do
terrorista Maxime Hauchard chamou atenção. Ele estaria ligado ao Estado
Islâmico e tuitou uma mensagem dizendo “vocês serão os próximos”. Para Cukier,
a realização das Olimpíadas — um dos maiores eventos esportivos do mundo —
colocará o Brasil no centro das atenções do mundo todo. Isso dá aos terroristas
o que eles mais desejam: um palco de destaque e uma plateia grande. Em
entrevista ao portal R7, o especialista disse que os principais alvos seriam os
pontos turísticos mais tradicionais do Rio de Janeiro, cidade-sede dos jogos em
agosto. “Os locais onde vão haver eventos esportivos podem ser alvos. Estádios
de futebol, como o Maracanã, tem uma maior concentração de pessoas. Mas, do
ponto de vista simbólico, o Cristo Redentor é o mais forte”, asseverou. Cukier
insiste que o Estado Islâmico vem cometendo atentados em diversos continentes
nos últimos dias, não apenas no Oriente Médio. Isso serviria para reforçar a
tese de que o Brasil seria um dos próximos alvos. Um aspecto que colabora para
isso é a segurança do evento, que ficou comprometida com a crise econômica que
atravessa o país e, de modo especial, o estado do Rio de Janeiro. Em anúncio
recente, o Governo do Rio explicou que cortará cerca de $500 milhões do
orçamento de segurança para este ano. O professor Cukier não quer parecer
alarmista, mas sublinha que a ajuda da população no combate ao terrorismo é
fundamental para prevenção de potenciais atentados. Sinais visíveis: Em junho,
o SITE Intelligence Group, grupo que monitora as ações do Estado Islâmico (EI)
em todo o mundo, denunciou o surgimento da “primeira mídia jihadista em língua
portuguesa”. Um canal de comunicação pela internet, chamado de “Nashir
Português” surgiu pelo aplicativo Telegram. Similar ao Whatsapp, a plataforma é
encriptada e serve para a troca de mensagens, vídeos e discursos oficiais do
seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi. Na mesma época, o grupo de cyberterroristas
chamado “United Cyber Caliphate”, que tem ligações com o EI havia divulgado na
última quinta-feira (9) uma lista de futuros ataques no mundo todo, incluindo o
Brasil. Ela continha cerca de oito mil “alvos”, e mencionava que a Flórida como
alvo preferencial. Poucos dias depois, um homem que jurava aliança ao EI
invadiu sozinho uma boate em Orlando num atentado que resultou na morte de 50
pessoas. O relatório dos serviços de inteligência, publicado pela Veja, mostra
que “Uma das maiores preocupações governamentais está no acompanhamento da radicalização
de indivíduos alinhados ideologicamente ao Estado Islâmico”, numa referência
aos ataques do tipo lobo solitário, como o de Orlando. Semana passada, a
companhia Avianca divulgou um comunicado interno sobre a possível entrada no
Brasil de Jihad Ahmad Diyab, um sírio que teria vínculos com a Al Qaeda e ficou
preso em Guantánamo. Ele foi acolhido pelo governo do Uruguai há dois anos. Com
base na lei antiterrorista, ele já fora impedido de entrar em solo brasileiro,
mas está desaparecido e possivelmente utiliza um passaporte falso.

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