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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

GÊNESIS - UMA EXPOSIÇÃO COM OBSERVAÇÕES PRÁTICAS - PENTATEUCO - COMENTÁRIO MATTHEW HENRY

Temos agora diante de nós a Bíblia Sagrada, ou livro, porque bíblia significa isto. Nós a chamamos o livro por causa de sua eminência, porque ela é, incomparavelmente, o maior livro que já foi escrito, o livro dos livros, brilhante como o sol no firmamento da aprendizagem. Tal qual a lua, outros livros valiosos e úteis refletem a sua luz. Nós a chamamos de livro santo, porque foi escrita por homens santos, e inspirada pelo Espírito Santo. Ela é perfeitamente isenta de qualquer falsidade e propósitos deturpados. E, sua inclinação manifesta é promover a santidade entre os homens. Os grandes princípios da lei de Deus, e o Evangelho, estão aqui escritos para nós, para que pudessem transmitir maior segurança, pudessem expandir-se o mais longe possível, por mais tempo, e ser transmitidos a lugares e épocas distantes com mais pureza e inteireza do que possivelmente seriam através de relatos e tradições. Teremos muito que responder, se estes princípios, os quais são a base de nossa paz, estando, assim, entregues a nós por escrito, forem negligenciados como um princípio estranho e desconhecido, Oséias 8.12. As escrituras, ou o produto de vários escritores inspirados, de Moisés até o apóstolo João, nas quais a luz divina, como a luz da manhã, brilhou gradualmente (estando o cânon sagrado agora completo), estão todas reunidas nesta Bíblia bendita, que, graças a Deus, temos em nossas mãos. E elas tornam os dias tão perfeitos quanto devemos esperar que sejam neste lado do céu. Cada parte da Bíblia Sagrada é, sem dúvida, muito boa. Porém todas estas partes juntas formam algo extraordinário. Esta é a “luz que brilha em um lugar escuro” (2 Pe 1.19). E um lugar escuro, sem dúvida, seria o mundo sem a Bíblia. Temos diante de nós esta parte da Bíblia que denominamos o Antigo Testamento, contendo os atos e obras notáveis da vida religiosa desde a criação até quase à vinda de Cristo em carne. Há cerca de quatro mil anos estas verdades foram reveladas, as leis então promulgadas, as devoções então pagas, as profecias então entregues falando sobre os eventos a respeito deste corpo distinto. O Senhor Deus considerou adequado preservar para nós todo este conhecimento. Isto é chamado de testamento, ou aliança (.Diatheke), porque foi uma determinada declaração da vontade de Deus a respeito do homem de modo geral, e teve sua força obtida a partir da morte planejada do grande testador, “o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo” (Ap 13.8). E chamado de Antigo Testamento, em relação ao Novo, o qual não o anula nem o substitui, mas o coroa e o aperfeiçoa, fazendo surgir a melhor esperança que foi tipificada e predita nele. O Antigo Testa­ mento ainda permanece maravilhoso, embora o Novo muito o exceda em excelência (2 Co 3.9). Temos diante de nós aquela parte do Antigo Testamento que chamamos de Pentateuco, ou os cinco livros de Moisés, o servo do Senhor, que excedeu todos os outros profetas e que tipificou o grande profeta. Na distribuição que nosso Salvador fez dos livros do Antigo Testamento entre a lei, os profetas, e os salmos, ou Hagiógrafa, estes são a lei, porque eles contêm não só as leis dadas a Israel, nos últimos quatro, mas as leis dadas a Adão, a Noé, e a Abraão, no primeiro. Pelo que sabemos, estes cinco livros foram os primeiros a serem escritos, pois não temos a menor men­ ção de qualquer escrito em todo o livro de Gênesis, até que Deus ordenou que Moisés escrevesse (Êx 17.14), e alguns acham que o próprio Moisés nunca aprendeu a escrever até que Deus lhe incumbiu de sua cópia na escrita dos Dez Mandamentos sobre as tábuas de pedra. No entanto, temos a certeza de que estes livros são os escritos mais antigos agora existentes, e, portanto, os mais adequados para nos dar um relato satisfatório das coisas mais antigas. Temos diante de nós o primeiro e mais longo dos cinco livros, denominado Gênesis. Escrito, alguns pensam, quando Moisés estava em Midiã para a instrução e consolação de seus irmãos que sofriam no Egito. Prefiro pensar que ele o escreveu no deserto, depois que esteve no monte com Deus, onde, provavelmente, recebeu instruções completas e específicas para a sua escrita. E, assim como ele estruturou o Tabernáculo, fez o tecido mais excelente e durável para este livro, exatamente de acordo com o padrão que lhe fora mostrado no monte. E melhor entender a certeza das coisas aqui contidas, do que qualquer tradição que, possivelmente, pudesse ser entregue desde Adão até Matusalém, desde este até Sem, dele até Abraão, e assim até à família de Jacó. Gênesis é um nome emprestado do grego. Significa origem, ou geração. E, assim, adequadamente nomeado, porque é uma história das origens da criação do mundo, da entrada do pecado e da morte nele, da invenção da arte, do surgimento das nações, e especialmente da implantação da igreja, e da condição dela nos dias antigos. Também é uma história das gerações de Adão, Noé, Abraão etc., não infindáveis, mas que são genealogias úteis. O início do Novo Testamento também é chamado de Gênesis (Mt 1.1), Biblos geneseos, o livro do gênesis, ou da geração de Jesus Cristo. Bendito seja Deus por este livro que nos mostra o remédio, ao abrir as nossas feridas. Senhor, abre nossos olhos, para que possamos enxergar as coisas maravilhosas tanto da tua lei como do teu evangelho!

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