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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

8º AULA - SEICHO NO IE - ESTUDANDO AS RELIGIÕES DE FORMA EFICIENTE - CENTRO DE FORMAÇÃO APOSTÓLICA

O Centro de formação Apostólica foi idealizado pelo Pastor Sergio Lourenço do Ministério Em Defesa da Fé Apostólica, para ser um lugar formador de homens e mulheres que desejam conhecer mais sobre a vida cristã apostólica, nosso objetivo é gerar crescimento, desenvolvimento e fortalecimento do Corpo de Cristo, através da palavra de Deus e da implantação do Mover Apostólico. Salientamos que todos os nossos cursos são modulares e cada módulo pode ser cursado de maneira independente.Seicho-no-Ie (生長の家?) ou Lar do Progredir Infinito em português, é uma filosofia de origem japonesa (Shinshūkyō) fundada em 1930 presente em todo o mundo, especialmente no Brasil. A instituição religiosa se caracteriza pelo não-sectarismo, pelo estimulo ao autoaperfeiçoamento espiritual, pela reverência aos antepassados e, atualmente, pela harmonia entre a humanidade e a natureza.Fundada em 1 de março de 1930 por Masaharu Taniguchi (Kobe, 22 de Novembro de 1893 - Nagasaki, 17 de Junho de 1985), um proeminente escritor japonês simpático ao Novo Pensamento Americano, após várias revelações que tiveram início no ano anterior. As revelações foram feitas pela deidade xintoísta Suminoe-no-Ôkami, também conhecido por Sumiyoshi, Seicho-no-Ie Ôkami ou simplesmente Deus. A nova religião japonesa se apresentava como a essência de todas as religiões e prometia a cura dos males psicológicos e físicos através do pensamento otimista e da crença no Jissô, a verdadeira realidade do Universo e dos sujeitos. Seu principal veículo de divulgação era um periódico com o mesmo nome da instituição. Antes de fundar a nova religião, Masaharu Taniguchi foi membro e escritor da Omotô (Grande Fonte ou Grande Origem em português), uma nova religião japonesa surgida no século XIX e, por um breve período de tempo, da Ittoen, conforme argumenta Birgit Staemler[1]. Diferente de outros fundadores de novos movimentos religiosos no Japão, Taniguchi tinha formação intelectual privilegiada e contato com a cultura ocidental, chegando, inclusive, a iniciar um curso superior na Universidade de Waseda. O curso não foi concluído pela falta de suporte familiar de sua tia adotiva. Taniguchi também se interessava pela psicologia e por outras formas de conhecimento heterodoxos e pseudo-científicos que discutiam o lugar da mente na vida dos indivíduos, como é possível verificar em inúmeras publicações que se dedicam ao lugar da mente na vida e no destino dos sujeitos.. Além disso, Taniguchi foi profundamente influenciado pelo Novo Pensamento Americano a partir da obra Law of Mind in Action, de Fenwick Holmes. Segundo Jonh S. Haller Jr[2], a Seicho-no-Ie é provavelmente a maior denominação vinculada no Novo Pensamento Americano em todo o mundo. Em 1932, o fundador deu início a sua principal obra doutrinária, a coleção de 40 volumes intitulada Seimei no Jissō (生命の實相), A verdade da Vida, em português. No ano de 1941, a instituição foi reconhecida como uma religião pelo governo Imperial. Segundo H.N. McFarland[3] e Leila Bastos Albuquerque[4], a Seicho-no-Ie estava alinhada à ideologia nacionalista que vigorou no Japão até a derrota em 1945, o que garantiu à instituição um destino melhor do que aquele enfrentado por outros grupos que contrariaram o poder. Naquela época, o Estado Imperial regulava a vida religiosa e punia as instituições que contrariavam sua ideologia. Depois da guerra, novas revelações divinas apontavam que equívocos na interpretação que Taniguchi fez do Kojiki (Crônica das Coisas Antigas), obra mitológica japonesa que durante o nacionalismo oficial serviu como referência ao nacionalismo teocrático denominado Xintoísmo de Estado. Mesmo nas no pós-guerra, alguns conteúdos nacionalistas continuaram presentes no conjunto doutrinário do grupo, a despeito do esforço em fazer da instituição uma religião de salvação universal na década de 1960. O movimento passou a existir oficialmente fora do Japão no início da década de 1960. Entretanto, focos religiosos já existiam nas décadas anteriores por vontade dos imigrantes japoneses que buscam na nova religião um meio de exercer sua identidade étnica nos países receptores. A visita de Masaharu Taniguchi ao Canadá, EUA e, em especial ao Brasil, país onde Taniguchi passou três meses em 1963, foi o marco da internacionalização da religião. Hoje, a maior parte dos adeptos do novo movimento religioso japonês vivem no Brasil e por volta de 95% deles, pelo menos no Brasil, não têm descendência nipônica[5]. Os líderes que sucederam Masaharu Taniguchi, Seicho e Masanobu Taniguchi, respectivamente genro e neto do fundador, ampliaram o esforço de acomodação da religião às demandas planetárias contemporâneas. Assim como o fundador, seus sucessores realizaram viagens pelo mundo e principalmente para o Brasil. Atualmente, o Supremo Presidente Masanobu Taniguchi compatibiliza os conteúdos ético-religiosos da Seicho-no-Ie ao combate do fundamentalismo, à promoção dos direitos humanos e, principalmente, à defesa do meio ambiente. A "virada ecológica" garantiu à instituição o selo ISO 14001 geralmente atribuído a empresas que promovem a sustentabilidade assim como inspirou a publicação em 2012 do livreto Daishizen Sanka, publicado no Brasil em 2014 com o título Canto em Louvor à Natureza.

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