CENSURA ISLÂMICA NA CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO PAULO NA “CASA DO POVO” EM SÃO PAULO, A CRÍTICA À “INTOLERÂNCIA CRISTÔ É BEM-VINDA E A CRÍTICA À “INTOLERÂNCIA ISLÂMICA” DEVE SER DE TODO RECHAÇADA, POR ANDRÉA FERNANDES
Em meio a um assombro
inominável percebi que a “espada de Maomé” reina absoluta na Câmara Municipal de São Paulo. A entidade sediou evento que eu classificaria como “bizarro”, caso não estivesse a par do movimento islâmico global visando criminalizar a crítica ao Islã para impor a “lei da blasfêmia”, que consiste na proibição e consequente punição de qualquer crítica à referida religião, seu profeta Muhammad (Maomé) ou à sharia (lei islâmica). Sob o pretexto de alcançar a lendária representação de “religião tolerante”, diversas lideranças muçulmanas têm participado de eventos no Ocidente propalando discursos muito
divergentes dos verbalizados em países de maioria muçulmana e em mesquitas. E não foi diferente na Câmara dos Vereadores de São Paulo, que organizou através do vereador Quito Formiga e o movimento TucanAfro, o chamado “Debate para Enfrentamento da Intolerância Religiosa”[1], convidando para compor a mesa lideranças de entidades afro-brasileiras, além de um sheik, um pastor, um padre e um rabino.
Interessante que o vereador Quito definiu num vídeo[2] exibido ao público o termo “intolerância religiosa” como sendo “um conjunto de ideologias e atitudes ofensivas a diferentes crenças e religiões, e reservou enorme espaço no tal vídeo de duração de 21 minutos para denúncia de intolerância contra os adeptos das religiões de matriz africana. De sorte que, o único momento em que um “pastor evangélico” se manifestou foi para afirmar que teria sido chamado de “alienado”, rotulando o vocábulo como preconceituoso, o que foi obrigado a expressar em menos de 30
segundos. Considerando que não houve qualquer debate ou mesmo delimitação clara e objetiva da alegada “intolerância religiosa”, além de não ter sido “problematizado” o Islã tal qual se deu com a religião cristã, e uma vez tendo sido proferida a indagação pelo vereador Rodrigo Gomes[3] dirigida ao público convidado, se “haveria uma religião que prega o mal”, por que não poderia se levantar com denúncias uma advogada ativista de direitos humanos que defende “reforma no Islã” para que sejam expurgados os preceitos de violência presentes desde a sua fundação como “religião” há mais de 1400 anos? Ora, debate pressupõe diálogo entre ideias conflitantes, e considero impossível aquele que tem conhecimento sobre as barbáries promovidas em países muçulmanos sob influência direta do Islã, se calar ao ouvir a aberração ignóbil de que “toda religião prega a paz”. Será que a informação de que todos os países muçulmanos se negaram a assinar a Declaração Universal dos Direitos Humanos para substituí-la pela sharia a fim de possuírem legitimidade, por exemplo, para apedrejar
mulheres e enforcar blasfemos, não seria motivo mais do que suficiente para se entender que existem sim,
aspectos perversos numa religião que pune corporalmente seus seguidores em pleno século XXI? Além disso, na condição também de internacionalista estudiosa do tema, citei o “ensinamento” de um dos mais conceituados líderes da comunidade sunita mundial, al-Qaradawi[4], que afirmou a
seguinte “pérola” da intolerância: “se não houvesse a punição por apostasia não existiria Islã hoje. O Islã teria terminado com a morte do profeta[5]”. Porém, como na “Casa do Povo” em São Paulo, a crítica à “intolerância cristã” é bem-vinda e a crítica à “intolerância islâmica” deve ser de todo rechaçada, o discurso de uma internacionalista que conclama a prevalência dos direitos humanos em “todas” as religiões foi interrompido e submetido ao crivo de “tempo delimitado” ao contrário dos demais apologistas do Islã. Nem mesmo a pérfida violação de direitos humanos avocada a respeito do Símbolo Internacional da Luta contra a Lei da
Blasfêmia, a cristã Asia Bibi[6], que foi condenada à pena de morte no Paquistão – país muçulmano considerado “moderado” pelo Ocidente – serviu de despertamento para a mesa do “pseudodebate” no que concerne à violência promovida contra minorias étnicas, religiosas e de gênero no mundo muçulmano em nome da religião islâmica. Asia Bibi está presa desde 2009 e foi condenada à pena de morte por beber água no mesmo poço de muçulmanos, sendo certo que, uma multidão de “muçulmanos moderados paquistaneses” já saíram às ruas pedindo a morte dessa cristã. Incrivelmente, nenhum vereador ou integrante da mesa demonstrou
qualquer reação de repúdio à tamanha crueldade amparada na religião islâmica. A falta de preparo para um verdadeiro “debate” atuando em conjunto com a desonestidade intelectual de vereadores mais
preocupados com “votos” do que com a “verdade dos fatos” foi tão abissal que o vereador Rodrigo Gomes – que tentou impedir a manifestação democrática do “contraditório” mediante a minha fala – não conseguiu entender que a sharia que promove toda sorte de violações dos direitos humanos em países muçulmanos é notadamente “religiosa”, está fundamentada nos preceitos dogmáticos do Islã contidos no alcorão (livro sagrado) e na sunna ( tradição islâmica que revela os detalhes da vida de Maomé). Contudo, o posicionamento do sheik Mohammad
Bukai (Mesquita Santo Amaro), demonstrou primordialmente o risco que o Brasil
acolhe ao ignorar aspectos centrais de uma religião que desconhece completamente. Em meu
discurso, solicitei ao sheik Mohammad que se pronunciasse acerca do pleito de
diversos “muçulmanos moderados” que conclamam REFORMA do Islã, pois reconhecem, sim, que a religião vem sendo fundamento para atos de violência contra os não-muçulmanos. Por sinal, é sempre bom lembrar que o Dr. Ahmed al-Tayeb, sheik e grande imã da Universidade al-Azhar, o mais importante
centro ideológico do pensamento sunita, afirmou: “Não posso denunciar o ISIS (Estado islâmico) como anti-islâmico; al-Azhar não pode acusar qualquer muçulmano de ser um kafir (infiel), enquanto acreditar em Deus e no último dia”[7]. Pode se imaginar que um líder muçulmano sunita no Brasil não saiba que o centro ideológico da sua religião apoia ações genocidas de uma facção terrorista sanguinária como o Estado Islâmico? Se o sheik Mohammad se negou em público a apoiar o pleito de reforma do Islã que defendi em minha exposição atacada pela mesa do evento de “cartas marcadas”, pressupõe-se que “concorda” com a sharia que vem promovendo uma verdadeira “limpeza religiosa” não somente na perversa Arábia Saudita, berço do Islã, como em todo mundo muçulmano. É um “atentado à racionalidade” convidar-se um líder religioso muçulmano que não condena as ações da teocracia islâmica saudita que, dentre tantas atrocidades, proíbe a construção de igrejas em seu território. Após a minha fala, o sheik sutilmente se limitou a dizer: “o que precisa ser reformado é (sic) as suas informações sobre o alcorão e não, o alcorão”, perguntando, quantas vezes li o mencionado livro sagrado dos muçulmanos, mas, em momento algum apresentou
refutação às graves denúncias explicitadas. Ademais, seguindo a lógica esquerdista de “vitimização muçulmana”, parte da mesa proferiu palavras de apoio a uma religião que não conhece e ainda outorgou-se oportunidade para emocionados discursos
dos incautos apologistas da “religião da paz”, pelo que, uma senhora muçulmana ainda me acusou de ser “ignorante”. É claro que, como já é de praxe nos fenômenos de “achincalhamento público”, não foi concedido “direito de resposta” a cada afronta que recebi por expor a violência corroborada por importantes autoridades do
mundo islâmico. Se houvesse oportunidade, poderia indagar ao sheik Mohammad que
afirma haver desnecessidade de reforma no Islã, o que ele “acha” do parecer do sheik Abdudul Aziz Ibn Abdullah, que lidera os clérigos sauditas, anunciando que as meninas de 10
ou 12 anos poderiam ser “forçadas” a se casar sem o próprio consentimento em havendo “acordo contratual” entre as famílias[8]? Qual seria o discurso que os nobres vereadores e convidados
fariam para defender a pedofilia arvorada por importantes lideranças muçulmanas, principalmente, se eu lembrasse que o profeta Maomé desposou uma menina de 6 anos de idade e
coabitou com a mesma ao completar 9 anos? Para quem não sabe, vale trazer à baila que Maomé é o “modelo de conduta” a ser seguido por todo “bom muçulmano”, mesmo tendo legitimado a prática de escravidão sexual tão usada pelo Estado Islâmico e Boko Haram, na Nigéria. Enfim, o comportamento de vereadores tentando pautar discurso de
ativista de direitos humanos e hostilizando-a por apresentar dados verídicos acerca da intolerância presente em países muçulmanos – intolerância esta, “importada” para todo Ocidente – mostra que a vergonhosa militância muçulmana por “censura” em países que deveriam prezar por “liberdade de expressão” vem ganhando espaço gigantesco. Na Câmara Municipal de São Paulo ecoaram vozes determinadas a salvaguardar especialmente o
direito de culto dos adeptos das religiões de matriz africana e dos muçulmanos, porém, essas mesmas vozes vilipendiaram princípios basilares do Estado democrático de direito silenciando belicosamente a voz que representa os
anseios de milhões de cristãos, yazidis, mulheres, crianças, homossexuais, e demais minorias étnicas, religiosas e de gênero que são submetidas à violência diária em países e comunidades que seguem os ditames da “religião da paz”. E essa odiosa “censura islâmica” acontece num país laico de maioria cristã onde pululam sites e vídeos de muçulmanos defendendo ações autorizadas pelo Islã que são ilícitas em nosso país, tais como espancamento[9] e apedrejamento de mulheres]. Apenas uma
expressão me vem à mente quando penso no “show de falácias” produzido por políticos irresponsáveis descomprometidos com a coletividade: sejam todos bem-vindos à “Casa do Islã” que acaba de submeter a “Casa do povo” à sharia.

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