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domingo, 18 de junho de 2017

A URGÊNCIA DA EVANGELIZAÇÃO – PASTOR SAMUEL CÂMARA DA ASSEMBLEIA DE DEUS EM BELÉM IGREJA MÃE

A missão de evangelizar é importante e necessária, mas também urgente, e deve fazer parte da agenda das igrejas, em geral, e de cada crente, em particular. Muitos cristãos sabem todos os versículos da Bíblia sobre evangelizar e dizem que devemos investir em cursos disso e daquilo, evangelização pessoal, ensino etc. Tudo isso é muito bom, mas nós precisamos admitir que as igrejas não precisam de outra coisa senão de seus membros se levantarem e fazerem aquilo que Deus os mandou realizar. Existe já muita sabedoria, muito estudo, muita riqueza, e alguns ainda estão a dizer: “Quando eu terminar o seminário, quando fizer um curso, quando tiver dinheiro, quando puder comprar folhetos, quando me casar, quando terminar a construção do templo... então eu irei evangelizar”. Mas isso tudo é desculpa de quem perdeu a visão espiritual e, portanto, não pode entender o plano de Deus. Não se pode de modo algum parar a missão de buscar as almas perdidas. Podemos construir templos, fazer televisão, ministrar cursos de evangelização e discipulado, assim como outras coisas necessárias, mas não podemos esquecer-nos de alcançar as almas perdidas com o Evangelho da graça de Deus. Quando Jesus apareceu aos discípulos, após a ressurreição, censurou-lhes primeiro a sua incredulidade e dureza de coração por não darem crédito àqueles que anunciaram que Ele vivia. Na verdade, essa é a essência da evangelização: Jesus está vivo e pode fazer as mesmas coisas que sempre fez — salvar, curar, batizar com o Espírito Santo, abençoar. Depois da censura, Jesus não os mandou ficar o tempo que quisessem no templo, antes os enviou a pregar o Evangelho. Ele disse: “Ide”. Nós estamos dizendo: “Vinde”. Insistimos em convidar as pessoas para virem ao templo, e nos impressiona o fato de elas não estarem querendo vir ao culto. Jesus está dizendo: “Ide”. E nós estamos querendo “obrigar” as pessoas a vir aos templos, quando o plano do Senhor Jesus é bem diferente. Ele censurou a dureza de coração, não dos incrédulos, mas dos crentes. Jesus sabe que não existe coração duro que resista ao Evangelho pregado sob a unção do poder e da graça do Senhor por uma pessoa obediente e que crê na Palavra de Deus. Em muitas igrejas os crentes não mais evangelizam. Assim, todo o crescimento delas é meramente vegetativo, ou seja, os casais vão tendo filhos, eles são acrescentados ao rol de membros etc. Mas já não há conversões, pois em vez de cumprirem o “Ide” de Jesus, estão enclausurados na cultura do “vinde”, esperando que os pecadores venham aos templos. Costumeiramente frequentamos os templos, mas esquecemos dos nossos vizinhos. É provável que muitos vizinhos de nossas igrejas jamais tenham ouvido falar do Evangelho por um dos membros das mesmas. Jesus disse que temos de ir pelo mundo a pregar o Evangelho. O campo é o mundo! O mundo, portanto, é a nossa vizinhança, são as nossas praças, hospitais, escolas, os bairros, assim também como os países longínquos. O nosso alvo são os perdidos, os que sofrem, as crianças abandonadas, os doentes, os ricos, os pobres, enfim, todos os pecadores. Por quê? “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Jesus nos deixou exemplo para seguirmos os seus passos (1Pe 2.21). Ele não fez opção preferencial pelos pobres nem deixou de atender aos ricos. Antes, a sua missão era “buscar e salvar os perdidos” (Lc 19.10). Por isso, Jesus saía a evangelizar pelas ruas, vilas, cidades, por lugares onde ninguém queria ir, sempre pregando as bênçãos do Evangelho pleno. Para Ele, mesmo na hora do almoço, a melhor comida era “fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra” (Jo 4.34). Até na hora da sua morte na cruz, mesmo com o indizível sofrimento, Ele aproveitou para salvar um pobre e arrependido ladrão, tornando-o cidadão do Paraíso (Lc 23.43). Há os que pensam que não precisamos mais evangelizar, porque muitos já o estão fazendo. Mas a evangelização é uma tarefa de cada um de nós. Senão Jesus teria ficado aqui ou teria feito seus apóstolos viverem até agora. Algumas igrejas reclamam que não há mais manifestação dos dons espirituais, não ocorrem mais milagres etc. O problema é que desconhecem que o “Ide” é que precede os milagres, não o contrário. Jesus disse: “Ide e pregai”; e só depois acrescentou: “Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão demônios; falarão novas línguas... se impuserem as mãos sobre enfermos, eles ficarão curados” (Mc 16.17-18). A Assembleia de Deus em Belém sempre promove e realiza fóruns de estudos sobre evangelização, de modo que seus membros sempre se instruam e se atualizem sobre tão urgente temática. Assim, a Conferência Nacional de Evangelização e Discipulado acontece desde ontem no Centenário Centro de Convenções. Finalizando hoje, a programação terá início às 19h00, aberta a todos os que desejam aprender sobre o trabalho de evangelização de pessoas por meio de células, com a finalidade de orientá-los no cuidado aos novos crentes em Jesus e também responder àqueles que desejam conhecer a respeito do Reino de Deus. Temos urgência de cumprir integralmente o “Ide”. Isto porque “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre” e aguarda que o façamos (Hb 13.8). Se fizermos a nossa parte, Jesus Cristo confirmará a Sua palavra, as pessoas serão abençoadas e salvas, e essa será a melhor contribuição da Igreja para a sociedade.
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