AS REDES SOCIAIS TÊM FEITO BEM A SUA FÉ? NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO, MAS TRANSFORMAI-VOS PELA RENOVAÇÃO DA VOSSA MENTE... POR LEANDRO BUENO
Nesta última semana, me deparei com 2 situações que me fizeram refletir
bastante sobre este tema e como os cristãos devem estar lidando com isso nessa
nossa sociedade tão adoecida em que vivemos. A primeira situação foi que fiquei
conhecendo um aplicativo que está bombando chamado SARAHAH (Franqueza ou
Honestidade em Árabe), a ponto de já ter mais de 1 milhão de downloads e estar
em 1o lugar no ranking de “tendências. Minha filha pré-adolescente estava
usando, e nem tinha conhecimento como ele é algo altamente tóxico e ruim para
seu sentimento de auto-estima e de aceitação. Por que penso assim? Nesse
aplicativo o usuário pode criar um perfil e enviar mensagens anonimamente a
amigos e até desconhecidos. A premissa é que a pessoa será mais honesta ao
fazer uma crítica sem que o receptor da mensagem saiba quem ele é. O que se vê
ali são ofensas bravas. É como se as pessoas se sentissem mais a vontade para
xingar, detonar os outros, sem ser no “olho no olho”, valendo-se para tanto do
anonimato. Fora esta questão, cria-se uma ansiedade para a pessoa de querer ver
se recebeu mensagens e de como está sua “imagem” perante os outros. O Sarahah
foi criado pelo árabe Zain al-Abidin Tawfiq. O site oficial do aplicativo diz
que um de seus benefícios é melhorar “sua amizade ao descobrir seus pontos
fortes” e “deixar seus amigos serem honestos com você”. ISSO É HONESTIDADE NO
PADRÃO BÍBLICO? NUNCA. Por outro lado, estive quinta-feira passada, em uma
festa, e algo me chamou muita atenção. Ali, havia várias pessoas que há tempos
não as via pessoalmente, mas que frequentemente as vejo conversando em redes
sociais, como Facebook e outros. O interessante foi deparar como elas ao vivo
são extremamente mais gentis e humanas se comparadas às imagens agressivas que
elas passam nas redes sociais, frequentemente ironizando, xingando e
ridicularizando outras pessoas. É como se a rede social fosse uma espécie de
catarse, em que elas pudessem falar o que bem entendessem sem estarem frente à
frente com as demais pessoas. E aí, diante disso tudo, fiquei me perguntando se
as redes não estão nos tornando espécies de bichos raivosos. Aquilo que era
para ser um meio que permitiria um maior contato humano, em muitos casos, tem
descambado apenas para ser uma válvula de escape de nossa raiva, recalques e
ressentimentos os mais variados possíveis. Daí, a urgência de termos sempre em
mente a advertência pauliana: “e não vos conformeis com este mundo, mas
transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa,
agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2).
