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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

JOÃO CALVINO E O ZELO RELIGIOSO RADICAL

São ainda de 1541 as propostas de Calvino, no sentido da reorganização da igreja. As "Ordonnances de 1541" dispuseram a formação de quatro corpos: Pasteurs (pastores, que pregam) Docteurs (ensinam) Anciens (os mais velhos, que chamam à ordem aqueles que prevaricam) Diacres (diáconos, que ocupam-se dos pobres e doentes) - mendigar é estritamente proibido Foi decidida também a criação de um consistório - composto de elementos da igreja e de laicos - que se reúne regularmente para julgar os comportamentos individuais, como um tribunal, "de acordo com a palavra de Deus", sendo a excomunhão de pessoas a mais grave sentença que pode decidir. A eucaristia só era praticada quatro vezes por ano. Em 1542 Calvino publicou em Genebra o seu livro de catecismo: "Catéchisme de l'Église de Genève, c'est-a-dire, le formulaire d'instruire les enfants en la chrétienté". A chave do projecto de Calvino passava pela pedagogia. O seu objectivo era a profunda transformação das mentalidades. Cada resquício de superstição, de práticas de magia, ou de catolicismo era perseguido como idolatria. O consistório, do qual Calvino fazia parte, ocupava-se desses e de outros casos. Refiram-se alguns: Em 1542, uma mulher chamada Jeanne Petreman foi acusada de se recusar a participar da eucaristia, de dizer o pai-nosso em língua "romana" e de proclamar que a Virgem Maria era a sua defensora. Dizia também que se negava a acreditar noutra fé que não a sua. Foi excomungada. Em 2 de setembro de 1546, apareceu em Genebra um franciscano que pedia na rua um jantar em nome de Deus e da Virgem Maria. Devemos pressupor que ele obteve o seu jantar mas foi também levado ao consistório, que logo constatou que o "papista" mal conhecia a Bíblia, além de ser inofensivo. Foi expulso da cidade, para o lado da fronteira, com os católicos. A 23 de junho de 1547 compareceram perante o consistório várias mulheres que tinham sido apanhadas a dançar - uma delas era a esposa de um dos membros do consistório. O caso ganhou contornos de escândalo. As mulheres foram condenadas a alguns dias de prisão, apesar de vários apelos. Em reacção à decisão, foram colocados na cidade cartazes contra Calvino. O autor dos cartazes, Jacques Gruet, foi torturado. Depois de confessar a sua autoria, foi executado. Em 1548, Louis Le Barbier foi interrogado sobre a sua fé. Declarou que não tinha fé. Entretanto, descobriram livros de bruxaria e de escórnio na sua posse. Foi admoestado perante o consistório mas não foi perseguido. Os nomes de baptismo são regulamentados. Devem ser nomes que figuram na Bíblia. Um decreto de 22 de novembro de 1546 dispôs que certos nomes eram proibidos, entre os quais: Suaire, Claude, Mama (lembram a idolatria) Baptistes, Juge, Evangéliste Dieu le Fils, Espoir, Emmanuel, Sauveur, Jésus (destinados apenas a nosso senhor) Sépulcre, Croix, Noël, Pâques, Chrétien (nomes estúpidos ou absurdos) O luxo e a pompa eram desprezados. Em setembro de 1558, Nicolas des Gallars, um amigo de Calvino, iniciou uma grande campanha na cidade em desprezo do supérfluo, as modas entre as mulheres e as más leituras. Foram queimados vários exemplares do livro "Amadis de Gaula", na posse de um comerciante. O zelo religioso tomava a forma de censura moral.

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