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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

A OBRIGAÇÃO NÃO É EVIDÊNCIA DE CAPACIDADE PARA OBEDECER. - MARTINHO LUTERO COM A SERIE NASCIDO ESCRAVO

Resultado de imagem para MARTINHO LUTEROVocê prossegue com o argumento: “Se não está dentro da capacidade de cada indivíduo obedecer ao que é ordenado, então todo encorajamen- to nas Escrituras, todas as promessas, ameaças, repreensões, bênçãos, maldições e tantos exemplos são inúteis”. Porém, conforme já tenho esclarecido por várias vezes, as passagens bíblicas que impõem o senso de dever não podem ser utilizadas para provar a existência de um “livre- arbítrio”, conforme você sugere. Uma das últimas passagens que você emprega em respaldo à sua posição é Deuteronômio 30.11-14, que diz: “Porque este mandamento, que hoje te ordeno, não é demasiado difícil, nem está longe de ti. Não está nos céus, para dizeres: Quem subirá por nós aos céus, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Nem está além do mar, para dizeres: Quem passará por nós além do mar, que no-lo traga, e no-lo faça ouvir, para que o cumpramos? Pois esta palavra está mui perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a cumprires”. Você diz que essas palavras não somente mostram que nos é pos- sível cumprir aquilo que elas nos ordenam, mas que é algo tão fácil quanto cair de uma pinguela. Porém, se realmente esse é o sentido da passagem, então temos de concluir que Jesus Cristo foi um tolo por des- perdiçar seu tempo. Ele derramou o seu sangue, a fim de nos garantir o Espírito Santo, embora, o tempo todo, não tivéssemos qualquer necessi- dade dEle, porquanto todos podemos fazer, fácil e naturalmente, aquilo que Deus requer de nós. Mas, se esse é o caso, como isso se harmoniza com o seu próprio argumento de que provavelmente seja verdadeiro o ponto de vista de que o “livre-arbítrio” não pode fazer o bem sem a gra- ça divina? Você já se esqueceu de que escreveu isso? Portanto, quase nem preciso referir-me à explicação de Paulo sobre Deuteronômio 30.11-14, em Romanos 10.8. Preciso apenas examinar essa passagem, para ver que nenhuma palavra é dita a res- peito do “livre-arbítrio”. Por exemplo, o que significam para você expressões como: “não é demasiado difícil”, “nem está longe de ti”, “nos céus” e “além do mar”? Elas tão-somente aludem a coisas que devemos tentar fazer. Mas nada dizem quanto à nossa capacidade de fazer essas coisas. Elas meramente referem-se à noção de distância. Eu sei que tudo isso é uma lógica infantil, mas, que posso fazer quan- do me deparo com argumentos tão tolos? Nesta passagem, Moisés mostrou, de forma patente, ser legislador fiel. Ele deixou o povo sem a desculpa de desconhecer a lei de Deus. Eles não precisavam olhar em lugar algum a fim de tomar conhecimento do que Deus exige. Eles não podiam alegar ignorância, como desculpa por não observar lei. Eles não podiam dizer que tudo era um mistério. Tudo estava claro para que todos vissem. Então, do “livre-arbítrio” são retiradas todas as desculpas para desobedecer. Repito que esses textos bíblicos mostram-nos somente aquilo que Deus requer. Mostram-nos o que devemos fazer, mas que não podemos fazer. Seu intuito é mostrar-nos quão impotentes e quão pecaminosos nós somos.

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