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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

ENTRISTECER O ESPÍRITO - PASTOR BILLY GRAHAM - O PODER DO ESPIRITO SANTO

Resultado de imagem para PASTOR BILLY GRAHAMChegamos agora a dois pecados contra o Espírito Santo que podem ser cometidos por cristãos: entristecer o Espírito Santo, e apagar o Espírito. Quase tudo o que nós fazemos de errado pode ser incluído em um destes dois termos. Vejamos primeiro o que é entristecer o Espírito. Paulo adverte os Seus leitores, em Efésios 4:30: "Não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção." É importante e consolador ouvir Paulo dizer que nós fomos "selados para o dá da redenção". Isto deixa claro que nós somos e não deixamos de ser cristãos. Ele não está falando de julgamento, no sentido de que o que estamos fazendo aqui está nos separando do amor de Deus e nos fará ir para o inferno. Está, isto sim, falando de coisas que não combinam com a natureza do Espírito Santo e por isso O ferem em Seu ser e entristecem Seu coração. Com o que nós fazemos podemos fazer o Espírito sofrer. "Tristeza" é uma palavra do "amar". O Espírito Santo nos ama tanto quanto Cristo: "Rogo-vos, pois, irmãos, por nosso Senhor Jesus Cristo e também pelo amor do Espírito, que luteis juntamente comigo nas orações a Deus a meu favor" (Rom 15:30). Podemos magoar ou irar alguém que não nos tem afeição, mas entristecer podemos só quem nos ama. Uma vez eu ouvi um pai dizendo a seu filho: "Se você não se comportar, eu não vou mais amar você". Isto foi urna frase infeliz. Ele tinha o direito de exigir bom comportamento do filho, mas não tinha o direito de dizer que não o amaria mais. Um pai tem de amar seu filho sempre – quer ele se comporte bem ou mal. Quando o filho é mau, então o amor do pai por ele está misturado com sofrimento, tristeza e até angústia. Como um cristão pode entristecer o Espírito Santo? Em Efésios 4:20-32 Paulo diz que tudo que não combina com Cristo, em ações, palavras e pensamento, entristece o Espírito da graça. Ruth Paxson diz em um de seus livros que nós podemos saber o que entristece o Espírito analisando nossa conduta à luz das palavras que a Escritura usa para caracterizar o Espírito. O Espírito Santo é o Espírito da: 1) Verdade (João 14:17): assim, tudo que ê falsa, enganoso e hipócrita O entristece. 2) Fé (2 Cor. 4:13); por isso dúvidas, desconfiança, ansiedades e preocupações O entristecem. 3) Graça (Heb. 10:29); assim, tudo em nós que é duro, amargo, malicioso, indelicado e indisposto para perdoar e amar O entristece. 4) Santidade (Rom. 1:4); por isso tudo que é impuro, sujo ou degradante O entristece. O que acontece quando nós entristecemos o Espírito Santo? Normalmente Ele gosta de nos revelar o que é de Cristo. Ele também nos proporciona alegria, paz e um coração satisfeito. Mas quando nós O entristecemos, Seu ministério fica interrompido. Eu venho de urna região nos Estados Unidos onde predomina a indústria têxtil. Há alguns anos eu visitei uma fábrica muito grande, onde centenas de teares estavam tecendo tecidos com finíssimos fios de linha. O gerente da fábrica me explicou: "Estas máquinas são tão delicadas que se um só fio dos trinta mil que estão passando pelas máquinas neste momento se rompesse, todas elas parariam no mesmo instante". Para provar, ele foi a uma máquina e cortou um fio. Imediatamente todas as máquinas pararam até que o fio fosse recolocado; depois continuaram automaticamente. Este milagre mecânico é uma analogia rude "do que é espiritual". Quando eu peco, desobedeço ou me desvio do caminho claro da vontade e do temor de Deus, então o ministério do Espírito em minha vida está prejudicado. Sua atuação é interrompida, mas Ele continua presente, Ele não é afastado, somente Sua atuação é prejudicada. Assim que o fio partido é restaurado, Seu ministério pleno recomeça e Ele ilumina de novo o meu coração, satisfaz as necessidades do meu coração e faz eficaz em mim o ministério de Cristo. Mas isto tudo tem um lado glorioso: entristecer o Espírito Santo não implica em perdê-Lo. Eu continuo selado por Ele; Ele não deixa de morar em mim. Nenhum crente pare entristecê-Lo a ponto de Ele o deixar totalmente. Os hinos de William Cowper, sócio de John Newton, me têm abençoado muito, mas estas linhas têm-me perturbado: Retorna, santa Pomba! vem, Ó Tu que dás a paz! Odeio o que Te dá pesar E abandonar-me faz.1 Eu tenho a incômoda impressão de que estas palavras querem dizer mais que isto: que o trabalho do Espírito foi somente interrompido. Elas implicam em que eu O perdi. Se foi isto que Cowper quis dizer, creio que ele estava errado. Deus pode fazer com que não sintamos mais a presença do Espírito Santo. Podemos ver isto no Salmo 51, onde Davi diz: "Não retires de mimo teu Santo Espírito" (v. 11). Mas não se esqueça que o Espírito Santo selou todos os crentes para o dia da redenção, isto é, a redenção dos nossos corpos (Efés. 1:13, 4:30; Rom. 8:23). Você e eu podemos escorregar, mas isto é bem diferente de cair da graça ou perder o Espírito Santo totalmente. Se o Espírito Se retirasse de um creme selado por Ele, não estaria negando todo o plano da salvação? Mas quando nós O entristecemos, Ele retira de nós a alegria e o poder até que renunciemos e confessemos o pecado. Mesmo parecendo contentes externamente, no interior nos sentimos infelizes, porque não estamos em comunhão com o Espírito. Não que o Espírito nos tenha abandonado, mas porque Ele nos faz sentir assim até que voltemos a Cristo humildes, contritos, prontos para confessar. O Salmo 32 – muitos acham que ele foi escrito por Davi depois de pecar com Bate-Seba – é um ótimo exemplo disto: "Enquanto não confessei os meus pecados, eu chorava o dia todo, até cansar. De dia e de noite me castigaste, ó Deus, e as minhas forças se acabaram como sereno que seca no calor do verão. Então eu te confessei os meus pecados, e não escondi a minha maldade. Resolvi confessar tudo a ti, e tu perdoaste as minhas faltas. . .. Todos vocês que são corretos alegrem-se e fiquem contentes pelo que Deus tem feito! Cantem de alegria todos vocês que são honestos de coração!" (Sal. 32:3-5, 11, BLH). Eu estou convencido que, uma vez batizados no corpo de Cristo, tendo o Espírito Santo em nós, nunca mais seremos abandonados por Ele. Estamos selados para sempre. Ele é a garantia, o penhor do que virá. Sei que muitos dos meus irmãos na fé têm outro pomo de vista, mas até onde posso ver hoje, tenho certeza que o Espírito Santo nos sustém. Por um lado o Espírito Santo que mora em nós nos guarda para Deus. Isto Ele faz através do sangue de Cristo, em que nós confiamos e sabemos que fomos redimidos. Por outro lado Ele nos concede alegria contínua por sabermos que somos de Deus; esta alegria só cessa quando alguma obra da carne entristece Aquele que nos selou. "Ele anseia por nós com ciúme" (Tiago 4:5). Eu duvido que neste lado da eternidade alguma vez cheguemos a saber que grande força poderíamos ter utilizado: o poder do Espírito Santo, do qual tomamos pequenas amostras, através da oração. Quando nós nos entregarmos a Cristo, o Senhor, totalmente, cada momento de cada dia, não será possível descrever o poder (capaz de fazer milagres) e o testemunho do Espírito Santo que estarão em nós. O segredo de pureza, paz e poder está neste momento de entrega. E eu acho que também inclui o que George Cutting costumava chamar de segurança, certeza e contentamento. Engloba também a idéia de realização externa e satisfação interna. Sim, quando nós pecamos o Espírito Santo, Espírito de amor, é entristecido, porque Ele nos ama.

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