GOVERNO PRESSIONA E CÂMARA APROVA PROJETO DE LEI QUE DIFICULTA CRIAÇÃO DE NOVOS PARTIDOS; REDE DE MARINA SILVA É UMA DAS PREJUDICADAS
Um projeto de lei que pretende
dificultar a criação de novos partidos foi aprovado pela Câmara dos Deputados
na noite de ontem, 17 de abril. A proposta tem apoio do governo da presidente
Dilma Rousseff. A iniciativa foi tomada após o anúncio de que a presidenciável
Marina Silva lançou um movimento que pretende fundar o partido chamado Rede
Sustentabilidade. A aprovação deste projeto seria uma forma de dificultar a
candidatura de Marina, que nas eleições de 2010, foi a terceira colocada, com
mais de 20 milhões de votos. A votação na Câmara foi a primeira, e agora o
texto segue para apreciação no Senado. Dentre os principais pontos do projeto,
está a limitação do acesso dos eventuais novos partidos ao Fundo Partidário,
que ajuda financiar campanhas, e ao tempo de propaganda na TV e no rádio, meios
mais populares de comunicação do Brasil. De acordo com informações do Estadão,
a oposição ao governo criticou a postura adotada pelo governo, classificando-a como
antidemocrática. Uma das vozes mais contundentes contra o projeto foi a do
governador pernambucano Eduardo Campos: “Não podemos ser favoráveis a uma
manobra antidemocrática como esta, que limite espaço de expressão de uma
corrente de opinião legitimamente reunida em torno da liderança da ex-senadora
e ex-ministra Marina Silva”, afirmou. Campos é um dos pré-candidatos a
presidente e seria prejudicado caso o projeto seja aprovado no Senado e
sancionado pela presidente da República. O principal ponto que o prejudicaria
seria o tempo de propaganda no rádio e na TV, que ele não poderia levar para um
novo partido, caso precisasse se desfiliar do PSB. O deputado Rubens Bueno (PR)
afirmou que se o governo conseguir aprovar o projeto definitivamente, a lei não
entrará em vigor: “A Justiça vai derrubar esse projeto, porque nessa
legislatura o TSE estabeleceu que valem os direitos ao Fundo Partidário e ao tempo
de TV. A história do PT está sendo definitivamente derrotada”, disse. Por Tiago
Chagas, para o Gospel+

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