GRUPO DE MUÇULMANOS LIGADOS AO ESTADO ISLÂMICO É ENCONTRADO PELA POLÍCIA FEDERAL NO BRASIL
Uma operação da Polícia Federal terminou com a prisão de três
integrantes de um grupo associado ao Estado Islâmico. Os libaneses Firas, Fadi
e Toufic Allameddin, todos irmãos, foram detidos em São Paulo (SP). Os três
integravam uma quadrilha de lavagem de dinheiro e falsificação de documentos,
além de usarem nomes falsos. A PF confirmou que eles são considerados suspeitos
de seguirem o Estado Islâmico. Os irmãos Allameddin mantinham negócios com o
egípcio Hesham Eltrabily, de quem Firas foi sócio em uma loja de roupas chamada
Nuclear Jeans, segundo informações da revista Época. Hesham Eltrabily está
radicado no Brasil desde 2002, quando fugiu do Egito. Em seu país natal, ele é
acusado de ter participado de um atentado terrorista em 1997, que tirou a vida
de 62 pessoas. Quando as autoridades egípcias souberam de seu paradeiro,
solicitaram a extradição, mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido
alegando que não existiam provas suficientes de sua participação no atentado. A
PF aponta que a quadrilha dos Allameddin e Eltrabily movimentou cerca de R$ 50
milhões em suas atividades ilícitas. Parte desse valor foi enviado ao Líbano
através de uma corretora e uma casa de câmbio clandestina. A operação que
resultou na prisão dos irmãos Allameddin, chamada de Mendaz, foi acompanhada
pela Embaixada dos Estados Unidos e por investigadores do FBI. No local onde os
libaneses foram presos, a PF precisou arrombar 14 cadeados que estavam no
portão de ferro. Os policiais compararam o local a um bunker, pois tinha cercas
de arame farpado e câmeras em todas as partes. Nas redes sociais, pessoas
ligadas à quadrilha faziam publicações com apologia ao Estado Islâmico. Um
texto publicado por um irmão de Firas Allameddin pregava a perpetuação do grupo
terrorista: “Morra de inveja! O Estado Islâmico vai ficar para sempre e vai se
espalhar”. Em outro perfil, a foto do usuário era de um crime cometido pelos
extremistas, com corpos carbonizados. Essa
operação que prendeu os suspeitos de integrarem o Estado Islâmico foi montada
quando surgiu a suspeita, no começo de 2015, de que os terroristas estavam se
organizando para recrutar pessoas e perpetrar um atentado no Brasil. Desde
então, a PF vinha monitorando as atividades do grupo. Como as investigações
correm sob sigilo, não há maiores informações sobre o grau de relacionamento
desses estrangeiros com os extremistas.

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