MENSAGEM DE JORNALISTA CRISTÃO DECAPITADO PELO ESTADO ISLÂMICO SE TORNA VIRAL NAS REDES SOCIAIS
O jornalista japonês Kenji Goto, morto no último sábado, 31 de janeiro,
pelo grupo terrorista Estado Islâmico, teve uma de suas mensagens publicadas no
Twitter há pouco mais de quatro anos repercutida nas redes sociais. O anúncio
do assassinato do jornalista, que era mantido refém pelos extremistas
muçulmanos, causou enorme comoção no Japão, com pronunciamentos indignados de
autoridades, e em todo o mundo. A mãe de Kenji Goto também lamentou a morte do
filho em uma emocionada entrevista coletiva. A mensagem de Kenji Goto que se
tornou viral no Twitter pregava paz, e o gesto dos internautas vem sendo
entendido como uma homenagem a ele. Cristão, Goto era jornalista freelancer no
Oriente Médio, de onde reportava os principais acontecimentos locais para
jornais e emissoras japonesas. Durante o período de convivência com os árabes,
Goto disse ter aprendido que alguns sentimentos não são naturais ao ser humano,
e que a verdadeira Justiça é divina. “Fechei os olhos e me segurei. Será o fim
se eu ficar louco ou gritar. Isso é quase uma oração. O ódio não é para os
seres humanos. Julgamento está com Deus. Isso é o que eu aprendi com os meus
irmãos e irmãs árabes”, escreveu Goto, em setembro de 2010. A mensagem, originalmente escrita em
japonês, foi primeiramente traduzida para o inglês, e depois, para o português.
Até agora, são mais de 30 mil compartilhamentos. Kenji Goto aceitou Jesus
Cristo em 1997, segundo informações do Assist News Service. A mensagem do
Evangelho, que incentiva o cuidado com o pobre e valoriza os humildes de
espírito, estava constantemente presente em seu trabalho. “As crianças, os pobres e os necessitados. Esses
são o maior interesse dele”, afirmou o colega jornalista freelance Toshi
Maeda à CCTV. “Ele só quer atender
crianças em áreas de conflito e contar ao resto do mundo sobre o seu
sofrimento. Como ele persegue essas histórias, ele acaba em zonas de guerra”,
acrescentou. Em maio, Goto havia publicado um artigo na versão japonesa da
revista Cristianismo Hoje, e disse que confiava na proteção divina: “Já vi
lugares horríveis e tenho arriscado a minha vida, mas eu sei que de alguma
forma, Deus sempre me salvar”.

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