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MINISTÉRIO EM DEFESA DA FÉ APOSTÓLICA


PASTOR SERGIO LOURENÇO JUNIOR - REGISTRO CONSELHO DE PASTORES - CPESP - 2419

OS DISCÍPULOS EXPERIMENTAM UM ÊXTASE, MAS NÃO TÊM DISCERNIMENTO ESPIRITUAL - AS FACES DA ESPIRITUALIDADE - HERNANDES DIAS LOPES

Nem sempre as emoções fortes comprovam as experiências mais profundas. Os discípulos contemplam quatro fatos milagrosos. Primei¬ro, a aparição em estado de glória de Moisés e Elias no cume do monte. Segundo, a transfigu¬ração do rosto e das vestes de Jesus. Terceiro, a nuvem luminosa que os envolve e, finalmente, a voz do céu que troveja em seus ouvidos. Os discípulos revelam nessa experiência uma profunda falta de discernimento: 3.1. Não discernem a centralidade da pessoa de Jesus "A seguir, veio uma nuvem que os envol¬veu: e dela uma voz dizia: Este é o meu Filho amado: a ele ouvi. E, de relance, olhando ao redor, a ninguém mais viram com eles, senão Jesus!" (Marcos 9.7, 8). Os discípulos estão chei¬os de emoção, mas vazios de entendimento. Querem construir três tendas, dando a Moisés e a Elias a mesma importância de Jesus. Que¬rem igualar Jesus a Elias e Moisés. Estão dimi-nuindo Jesus, nivelando-o com os homens. Es¬tão subtraindo a glória do Filho de Deus, subli¬mando a sua divindade. Como o restante do povo, eles ainda estão confusos quanto à verda¬deira identidade de Cristo (Lucas 9.18, 19). Não conseguem entender que Jesus é o próprio Deus feito carne. Eles andam com Jesus, mas não lhe dão a glória devida ao seu nome (Lucas 9.33) Onde Cristo não recebe a preeminência, a espiritualidade está fora de foco. O propósito eterno de Deus é que em todas as coisas Cristo tenha a primazia (Romanos 8.29). Tudo deve convergir para ele (Efésios 1.10). Ele é maior do que Moisés e Elias. A lei e os profetas apontaram para Cristo. Ele é a consumação da lei. O fim da lei é Cristo (Romanos 10.4). Ele é o con-teúdo das profecias e o Messias apontado por todos os profetas. Os discípulos não discerniram a centralidade da pessoa de Jesus. O Pai corrigiu os discípulos, mostrando-lhes que Jesus é único, singular. "Enquanto as¬sim falava, veio uma nuvem e os envolveu: e encheram-se de medo ao entrarem na nuvem. E dela veio uma voz, dizendo: Este é o meu Fi¬lho, o meu eleito: a ele ouvi!" (Lucas 9.34, 35). Essa voz foi diferente da voz que ecoou no Jordão. Lá no Jordão a voz foi para Jesus. O Pai estava confirmando para Jesus a sua divina filiação. Agora, a voz se dirige aos discípulos, reafirmando que Jesus não pode ser confundi¬do com os homens, sequer com os mais ilus¬tres, nem colocado no mesmo pé de igualdade dos profetas. Jesus é o próprio Deus que se fez carne. Diante dele todo o joelho deve dobrar-se. Para ele deve ser toda a nossa devoção. A nossa espiritualidade deve ser cristocêntrica.

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